À Vontade do Freguês






12 May, 2008

Sobre MFL e PSL

Sobre a recente polémica na campanha do PSD, gostaria de saber:
Santana era candidato em que círculo eleitoral em 2005? E Ferreira Leite vota em que círculo?


11 May, 2008

Winston Churchill

Imperdível. Que grande Homem!


Via FMS.


8 May, 2008

Maluquinhos de cá, visitam malquinhos de lá

(…)
Segundo Albano Nunes, as críticas à administração chinesa no Tibete “não são uma questão de soberania, nem de direitos humanos, mas sim uma forma das potências imperialistas pressionarem a China, aproveitando o pretexto dos JO”.

(…)

Citado hoje pelo Diário do Povo, jornal oficial do PCC, Liu Yunshan, Secretário do Comité Central do PCC, agradeceu ao PCP “o apoio precioso nas questões sobre o Tibete, Taiwan e direitos humanos”, depois do encontro com a delegação portuguesa no Palácio do Povo, em Pequim.
(…)


E porque também é 8 de Maio

Friedrich von Hayek

“Hayek was the central pioneering figure in changing the course of thought in the twentieth century.”

Thomas Sowell

(Nem por isso (re-)conhecido. Faria hoje 109 anos. Friedrich August von Hayek)


Não esquecer (4)

8 de Maio de 1945. “Victory in Europe Day
O Carlos Novais pode achar o que quiser, mas a quem merece ser atribuída a vitória é a Churchill e ao Empire.
O 8 de Maio é o Dia da Liberdade para a Europa do lado de cá da cortina de ferro, e merece por isso ser festejado. Mas não vale esquecer que do outro lado da cortina, começavam mais de 40 anos de opressão comunista.

Não esquecer (3)


4 May, 2008

Contra o Acordo Ortográfico

Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.

Assine a petição aqui.


O 25 de Abril durou um dia

Independentemente de tudo de bom e de mau que o 25 de Abril trouxe, é impressionante que haja quem tem que lhe atribuir propriedades mágicas, para o engrandecer. Porventura, discordo, não haverá suficientes aspectos positivos naquilo que realmente nos trouxe o golpe de estado?
Por exemplo, onde está «a extraordinária diminuição da mortalidade infantil»
Valerá a pena consultar estes dois gráficos para perceber que (e desconheço a razão), a partir de 1960 foi acentuado o decréscimo na mortalidade infantil e nos sobreviventes aos cinco anos de idade. Esse decréscimo não foi acelerado - nem travado - pelo 25 de Abril; aliás, está para saber que novidades trouxe o 25 de Abril em termos de acesso da população à saúde - se os trouxe, nesta matéria foram desnecessários…
Vale a pena insistir: o 25 de Abril durou um dia e foi bom, acabou com a ditadura e trouxe nos algumas liberdades. Mas durou um dia, e o que veio a seguir foi o que se viu. Seja como for, é sintomático que se lhe tenha que atribuir consequências quase sobrenaturais para o defender…
(Ler também, e isto.)


29 April, 2008

Come on, focus…

Estamos pedindo aos países para não proibir exportações. Isto aumenta os preços e prejudica os pobres ao redor do mundo que lutam para se alimentarem

Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial.
Quanto à proibição das importações, as taxas aduaneiras e os subsídios às produções nacionais, que têm os mesmíssimos efeitos, nem uma palavra.


25 April, 2008

Triste…

Não há nada mais triste do que ver entupimentos à porta de shoppings quando se pode encher a despensa noutro dia e se pode desfrutar de uns raios de sol ao ar livre.

A liberdade é, sobretudo, a liberdade de fazer figuras tristes, bem como de dizer coisas tristes.
Porque hoje é 25 de Abril, Viva a Liberdade!


24 April, 2008

Socialismos

Doh! Os líderes “de quatro países da América Latina firmaram um pacto de 100 milhões de dólares para combater a subida dos preços dos alimentos nas regiões mais pobres.

Vale a pena relembrar duas simples noções de economia: os bens distribuem-se nas suas várias utilizações possíveis consoante o lucro esperado de casa uma delas; a escassez de certos bens (que provoca preços altos) é natural ao nosso sistema físico, já a carência (i.e., a não disponibilidade de certos bens no mercado) é artificial e normalmente consequência da fixação de preços máximos abaixo dos preços de mercado.

Portanto que falte comida nas prateleiras da Venezuela é natural, se o seu presidente insistir em combater a inflação (que não é mais que a sobre impressão de dinheiro) com tectos na subida dos preços (que nada mais fazem que acompanhar a inflação da moeda, mantendo os preços reais ao mesmo nível, se o contarmos na proporção de unidades de moeda disponível). Que falte comida em África é igualmente natural, se os países industrializados insistirem em subsidiar os biocombustíveis, tornando a sua produção mais lucrativa que a produção de comida.


Acordo Ortográfico

Se D. Dinis, além do Tratado de Alcanizes, tivesse assinado um acordo ortográfico com no seu tempo, ainda escreveríamos assim?

Abéspra, ou abéspora, ou abéspera. O mesmo que vespa. Ex. Picou-me uma abéspra.
(…)
Escaganeirado, Pessoa com pouca força de vontade a quem tudo mete medo. Ex. És uma escaganeirado
(…)
Galifate, Adolescente que já começa a ter barba. Ex. O teu filho está galifate.
(…)
Zirboada, bátega de chuva. Ex. Veio uma zirboada que me molhou todo.


19 April, 2008

Obrigado

Algures na quinta-feira o À Vontade do Freguês atingiu as 10000 visitas, contadas pelo Blogpatrol. Já são mais, porque o contador não está cá desde o início (o StatCounter conta 12,648). Mas fica o simbolismo.

Comecei a 9 de Junho de 2006. A todos os leitores - os que conheço e desconheço - a todos os que comentam e a todos os que linkam este cantinho, o meu muito obrigado. Escrevo primeiro para mim, para ordenar e relacionar ideias, mas sem vocês não tinha piada nenhuma.

Obrigado,

Micha


18 April, 2008

Directas para o lixo

A “mania” das directas que o PS trouxe para Portugal e que também infectou o PSD e o CDS, é talvez o pior equívoco político-partidário do início deste nosso século.
Com meia dúzia de argumentos fáceis se convencem os cépticos de que o método de eleição do líder partidário por todos os militantes é mais democrático, liga mais as direcções às bases, é mais moderno, etc, etc, etc. Hoje, após a experiência que vivi dentro do CDS, e em vista do que se adivinha para o PSD posso dizer que discordo completamente deste método de eleição.
Antes de mais convém perceber que nenhum método (directas versus congresso) é mais democrático que outro. Eleger um líder de forma directa ou indirecta é igualmente democrático (veja-se que em Portugal o chefe de governo é nomeado e não eleito), até porque ninguém é obrigado a militar num partido, logo só participa se aceitar as regras internas desse partido - tomadas por maioria, supõe-se.
De seguida a questão da proximidade dos líderes com as bases. Creio que é uma falsa questão, porque os congressistas que elegem o líder em congresso são igualmente, em boa parte, militantes de base e eleitos por esses. A eleição directa não garante que o mais votado é que está mais próximo das bases.
Mas creio que o efeito mais danoso na coesão interna e na imagem dum partido é o desgaste que um processo eleitoral directo necessariamente acarreta. A experiência mostra que num congresso partidário se concentram todos os ataques, toda a roupa suja, toda a cisão possível dum partido. Explode nessas horas, mas quando termina os partidos têm tendência a unir-se de volta do seu líder. Os ressentimentos não se arrastam e os problemas são resolvidos “dentro de casa”. Os discursos são avaliados no imediato e por todos os congressistas e todos têm acesso à mesma informação. Há os “jogos de bastidor”, é certo, mas discursos e comportamentos “indecentes” podem ser denunciados do palanque para todos os congressistas apreciarem. Ribeiro e Castro, por exemplo, achou indecente que Telmo Correia apresentasse o João Almeida como putativo secretário-geral ao congresso de Lisboa do CDS. Disse-o ao congresso e cada congressista terá avaliado como quisesse os inputs fornecidos.
Em eleições directas, tudo é mais manhoso. As voltas dos líderes às bases potenciam discursos de diz-que-disse, ou diz-que-vai-fazer, que criam assimetria de informação. Um candidato não tem como se defender de algo que o outro disse numa reunião em que não esteve representado. Não pode, igualmente, contrapor propostas ou retóricas que nunca ouviu. Os debates televisivos multiplicam a exposição negativa da “lavagem de roupa suja” por todo o tempo que uma campanha interna dure.
Não há um momento em que é o tudo ou nada, não há uma concentração de esforços, tudo dura mais e isso na vida partidária quer dizer mais imagem negativa.
Hoje, não contam comigo para cavalgar a onda das directas. Os congressos são, curiosamente, muito menos permeáveis à manipulação e ao poder das estruturas. São mais carismáticos e mais imprevisíveis. Vamos ver o que será do PSD nestas semanas…


Tidal Wave Watch

A onda continua. De S. Bento vem Patinha Antão, de Beja o presidente distrital Amílcar Mourão, da Maia o presidente da câmara Bragança Fernandes, secundado pelo seu colega de cargo em Valongo, Fernando Melo.
Aqui.

PS: Não será inocente uma concentração de apelos à recandidatura de LFM situados no distrito do Porto. É que o presidente da distrital laranja, Marco António Costa, é quem mais perde com o regresso de LFM à Câmara.


É dos livros, por favor…

Menezes não é parvo. A palavra de ordem é vaga de fundo. O homem escolhe a hora e o modo e fê-lo muito bem.
Até à data da apresentação das candidaturas vamos ver declarações várias a pedir que reconsidere, que as bases querem e que o partido precisa que o homem se recandidate.
Ele vai dizendo que não pode.
Entretanto os “outros” têm que ir aparecendo. Como fica sempre a dúvida se LFM avança ou não, quem tem prestígio a perder não aparece. Marcelo, por exemplo, não se sujeita a perder contra LFM. Já Aguiar Branco é quase obrigado a ir a jogo. Entretanto LFM fica nas calmas, a ver quem de facto aparece, com que apoios, e elabora a estratégia de vitória. Quando quiser “cede” às pressões, recandidata-se e ganha.
Easy.
A vaga vem de Gaia, de Gaia, de Lisboa, do Baronato, de Sintra…. E continuará por esse país fora. Alguns destes senhores hão se ter falado cedo de mais.


17 April, 2008

Malvados

O grande capital é o flagelo do nosso mundo. Já sabemos. Só quer é amealhar dinheiro para ter mais e mais dinheiro, até não ter mais que fazer ao dinheiro. Idealmente quer obter o dinheiro tirando-o e roubando-o a quem tem pouco - dá mais prazer.
E depois, há os capitalistas que, não contentes, têm o desplante de gastar dinheiro a dá-lo a quem não tem. Em vez de gastar em coisas de ricos como “sopa e gravatas e tudo“*, vão dá-los aos pobres… Fássistas!

Fui bem alertado por essa conduta criminosa por aqui e aqui, onde se lê (juro que está lá escrito, não fui eu que inventei - queria ter inventado, mas a realidade adiantou-se juro, juro, juro):

[A caridade corrói a democracia] Por que devem ser os mais ricos a definir as prioridades sociais? Devem ser os governos eleitos, impondo sistemas fiscais realmente progressivos, a decidir.
E:
Na verdade, a solidariedade social tem sido utilizada, na maioria das vezes, pela Igreja Católica e outras instituições de direita, com o simples objectivo de enfraquecer os movimentos sociais de base e políticos, que lutam, estes sim, por uma maior igualdade social.

Lindo. Tinha sido rápido demais a descartar o CC das minhas leituras diárias. Keep it up. Via AMN.

*Raúl Solnado in “História da Minha Vida


Não sei se pode…

JM no Blasfémias:

Aliás, um ginásio pode perfeitamente justificar um preço da seguinte forma: o preço resulta da política comercial da empresa cujo objectivo é maximizar o lucro.

Pergunto-me se isso é lícito face ao preceito constitucional de economia mista.


Acordo ortográfico

Um tipo aqui da FEUP perdeu uma pen e mandou um mail a ver se a reavia, que termina assim:
«agradecia a quem na (sic) encontra-se (sic) entra-se (sic) em contacto comigo.»

Fiquei na dúvida: com o novo acordo já e pode escrever assim, ou essa simplificação fica para o próximo?


Socialismo galopante

Este país sofre de Socialismo galopante…

Três cadeias de ginásios têm amanhã como data-limite para justificar porque é que não ajustaram os seus preços em função da descida do IVA sobre a actividade, de 21 para cinco por cento.

Qual é a justificação para um absurdo deste? Onde é que está escrito que os ginásios não podem fixar o preço que querem?
Portugal sofre de Socialismo galopante, inscrito na constituição, na lei e na acutação de malta como a da Direcção-Geral do Consumidor.
O consumidor dirige-se muito bem sozinho, obrigadinho…


16 April, 2008

Efeméride

Ainda mesmo à rasquinha, e porque o José Pires lembrou, faz hoje, 16/04, que morreu o homem que deu o mote a este blogue. Alexis de Tocqueville morreu a 16 de Abril de 1859.
É talvez o único pensador francês que trago ;)


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