À Vontade do Freguês






12 June, 2006

Grandes mentiras do nosso tempo

Acerca do que escrevi aqui (e que o André Azevedo Alves , simpaticamente, referiu), vem ainda a propósito isto. Diz no Faccioso o António Torres:

«Enquanto não forem explicados os critérios que permitem ver Gramsci, Trotsky ou Enver Hoxha como benignos relativamente a Himmler, Goebbels ou Eichmann, ou as razões que fazem da suástica uma representação simbólica bárbara enquanto a foice e o martelo recebem mordomias em S. Bento, estas sensibilidades continuarão a ser complexos parolos, emanados de inteligências deficitárias.»


No blogue da Revista Atlântico

Hey teacher, leave them kids alone

No último Expresso, Daniel Oliveira diz que a extrema-direita «já percebeu a lógica mediática».

aqui


Intimidação Cultural…

João Carlos Espada, esse perigoso neo-conservador na nossa Casa Branca, escreveu há tempos (julgo que citando Irving Kristol) que «há uma intimidação cultural contra tudo o que fazemos espontaneamente há muitas gerações. Todas as tradições estão sob suspeita e esse é o programa da revolução cultural.» (in Expresso 6/03/2004)

Via marretas dei-me com este espantoso artigo sobre os trabalhos de casa.

Que «Uns e outros [pais e filhos] já chegam cansados a casa e, para este docente, a verdade é que "o tempo de aula é suficiente para dar a matéria" e não são "duas cópias e três contas" que vão motivar o aluno para o estudo.» Certamente seria preferível que os alunos fossem para a escola descansar. Além do mais, duas cópias e três contas não têm, pelos vistos, utilidade nenhuma, nem a de ensinar a criança que sem esforço não se vai a lado nenhum, ou que ir treinando o que se aprende serve para se ser melhor. Se bem que sito de tentar ser melhor e mais competitivo seja apenas um reflexo desta cultura neoliberal e capitalista que vem destruir o país

 

E assim, pouco a pouco, acabamos de vez… 


Avaliação dos docentes…

Na revista Sábado desta semana (aquela com o Scolari na capa), um leitor (ou leitora, já não sei) insurge-se contra um texto de opinião de um cronista, que defendia a avaliação dos professores pelos encarregados de educação dos alunos.

E insurge-se com os argumentos típicos de quem não percebe nada da vida. Dizia ela que o cronista nunca tinha visto os seus textos avaliados por ninguém e que por isso bem podia falar de barriga cheia. Ele, ao menos, respondia-lhe com razão (não tenho a revista à mão, cito de cabeça) que em tantos anos de profissão tinha sido avaliado por leitores através do mercado e pelos seus pares que o contratavam para escrever…

Concorde-se ou não com a avaliação dos docentes pelos pais, uma coisa é certa: o facto de não haver mercado na educação prejudica, e muito, a qualidade do ensino.

O pai que estiver insatisfeito com o serviço prestado (sim, a educação é um serviço) por determinada escola pública, não pode mudar de escola. O Estado obriga-o a ter os filhos numa determinada escola. E é evidente que o sistema só se mantém assim, senão iam se cristalizando as que, dentro do sistema vão mantendo o mínimo nível, e faziam umas concorrência às outras, e depois era o vê-se-te-avias, e isso ninguém quer, pois não?

Só por causa disso é que a Sra. Ministra se lembra duma avaliação pelos pais. Porque se  existisse concorrência no sistema de educação, a avaliaçao fazia-se pela contratação ou não dos serviços, e as escolas estariam muito mais abertas a ouvir queixas dos pais, para não perderem os clientes.

Se me perguntassem, eu não fazia nada desta avaliação pelos pais, fazia era o financiamento às famílias em vez de às escolas. Cada família recebia o vale no valor do financiamento devido, e ia usá-lo na escola que quisesse, pública ou privada.

Iam ver que ou a Esola Pública mudava muito, ou acabava. Mas isso ninguém quer, pois não? 


Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Hadley Wickham