Avaliação dos docentes…
Na revista Sábado desta semana (aquela com o Scolari na capa), um leitor (ou leitora, já não sei) insurge-se contra um texto de opinião de um cronista, que defendia a avaliação dos professores pelos encarregados de educação dos alunos.
E insurge-se com os argumentos típicos de quem não percebe nada da vida. Dizia ela que o cronista nunca tinha visto os seus textos avaliados por ninguém e que por isso bem podia falar de barriga cheia. Ele, ao menos, respondia-lhe com razão (não tenho a revista à mão, cito de cabeça) que em tantos anos de profissão tinha sido avaliado por leitores através do mercado e pelos seus pares que o contratavam para escrever…
Concorde-se ou não com a avaliação dos docentes pelos pais, uma coisa é certa: o facto de não haver mercado na educação prejudica, e muito, a qualidade do ensino.
O pai que estiver insatisfeito com o serviço prestado (sim, a educação é um serviço) por determinada escola pública, não pode mudar de escola. O Estado obriga-o a ter os filhos numa determinada escola. E é evidente que o sistema só se mantém assim, senão iam se cristalizando as que, dentro do sistema vão mantendo o mínimo nível, e faziam umas concorrência às outras, e depois era o vê-se-te-avias, e isso ninguém quer, pois não?
Só por causa disso é que a Sra. Ministra se lembra duma avaliação pelos pais. Porque se existisse concorrência no sistema de educação, a avaliaçao fazia-se pela contratação ou não dos serviços, e as escolas estariam muito mais abertas a ouvir queixas dos pais, para não perderem os clientes.
Se me perguntassem, eu não fazia nada desta avaliação pelos pais, fazia era o financiamento às famílias em vez de às escolas. Cada família recebia o vale no valor do financiamento devido, e ia usá-lo na escola que quisesse, pública ou privada.
Iam ver que ou a Esola Pública mudava muito, ou acabava. Mas isso ninguém quer, pois não?

