Já agora
Outro dia envolvi-me numa discussão que pôs pessoas a achar-me ignorante ou parvo. Falava-se de povos e pessoas e eu dava conta que achava os franceses, no geral (sim, eu generalizo…), arrogantes, aliás, demasiado arrogantes para a história que têm. (Numa onda, manhosa, confesso, de que haja quem possa ser arrogante, porque o merece de alguma forma. Ao estilo José Mourinho.) Curiosamente ninguém se pareceu escandalizar com a constatação em si (de que os franceses serão arrogantes), nem ninguém se atirou ao facto de eu pôr as pessoas todas no mesmo pote, só por serem dum povo. O que indignou os meus convivas - esmagadoramente de esquerda, diga-se - foi o facto de dizer que os franceses têm uma história que não confere nesta prepotência que lhes detecto. Foi um ai jesus…
Assim, me confesso: acho que a França tem uma história insignificante e meia patética. Ainda esperam por uma guerra civil, para ver se têm algum sucesso militar, são conservadores socialistas da pior espécie e só estão (na Europa política) onde estão por pity de Churchill. Lamento.
O mais curioso, foi um dos convivas que depois me acusou de nada saber de história, e que ele, que tinha estudado é que sabia. E eu disse-lhe que não podia saber tudo, e que, convenhamos, esta questão era meramente interpretativa (outras não serão, é certo - mas esta nem é uma questão de história, é uma questão de patetice…). Foi outro ai jesus. E que ele também não se metia na minha área (engenharia), que eu, pois, não me metesse na área dele (história).
Mais uma confissão portanto: eu posso achar que o geral do francês é arrogante, ou que o geral do brasileiro é … lento, mas nunca vou achar que alguém, só por não ter tirado o meu curso, não percebe nada do que estudo. Ou que eu não possa dar uma liçãozinha a um historiador de algibeira. Esses rótulos eu não colo.


corporativismozinhos…
Comment by AA — 21 August, 2006 @ 22:54
:D
Comment by ms — 21 August, 2006 @ 23:48