À Vontade do Freguês






27 September, 2006

Hoje acordei assim

I heard there is no Christmas
In the silly Middle East
No trees, no snow, no Santa Claus
They have different religious beliefs

They believe in Muhammad
And not in our holiday
And so every December
I go to the Middle East and say…

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O verdadeiro suícidio…

Mas será que, chegados a Mozart, ninguém se vai levantar? Que se lixe o Papa, os Cartoons, a guerra contra o terrorismo, e que se lixa a nossa liberdade, se ofender os Islâmicos.

 

Mas Mozart


25 September, 2006

Bom senso

Não concordo  com tudo, mas - pelo menos - com isto:

Uma parte significativa das pessoas que conheço acredita que o governo americano é responsável pelos atentados de 11 de Setembro de 2001.

(…)

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Boas Notícias

Kirchhoff, o arquitecto da proposta de flat tax na Alemanha (que não vingaria devido à constituição duma grande coligação, que obriga aos famosos "consensos"), está de volta com um livro em que pretende acordar as pessoas para que reclamem a devoluçaõ do "Seu" Estado.

Pode ser um passo. Aqui (só auf Deutsch, tut mir Leid…) 


24 September, 2006

Para uma boa gargalhada

Acresce que a acção do bandeirinha reforça a impressão: corre muito ao longo de uma linha, para trás e para a frente, exterior ao campo onde (genericamente) se exibe a masculinidade, lutando a cada minuto contra a sua irrelevância. E os modos de empunhar e agitar a bandeirinha propriamente dita não ajudam nada: marciais, histriónicos ou charmosos, todos parecem, irremissivelmente, tão gayish. A culminar, os bandeirinhas estão sempre penteados, usam calções justos e não transpiram.


22 September, 2006

Eu avisei…

Avisei aqui, que isto ia acontecer…

Segundo Francisco Almeida, da Federação Nacional de Professores (Fenprof), um conjunto significativo de câmaras está a contratar professores para actividades como a educação musical, a expressão dramática ou a educação física em regime de prestação de serviços (vulgo recibo verde), pagando entre cinco e oito euros à hora.

Para o sindicalista trata-se de um regime inaceitável, que, além de remunerar mal o trabalho docente, não reconhece aos professores direitos elementares como as férias e os subsídios de Natal e de férias.

via Insurgente 

Claro que o que os sindicatos querem é que não haja concorrência no acesso ao emprego, nem que parte dos professores se mantenham desempregados (ai de que prefiram ir trabalhar por menos que os seus refastelados colegas da função pública!). É por isso que nunca veremos os sindicatos apoiar o cheque-ensino. Porque isso acabaria, rapidamente, com o ensino público em muitos sítios do país, e com isso lá iriam os "direitos adquiridos", trocados que seriam pela meritocracia.

A iniciativa de pais ou autarquias em prestarem serviços às crianças, quando o Ministério da Educação não o faz, é um espinho no dedo dos sindicatos, porque ameaça o statu quo e leva as pessoas, perigosamente, a irem por novos caminhos, e a descobrirem, talvez, verdades inconvenientes…

 


Flat Tax

A propósito disto, apraz-me dizer o seguinte

Pondo de lado a questão se é justo ou não que o sistema de impostos seja progressivo, i.e., que quem ganhe mais seja taxdo com numa proporção maior que quem ganha menos, podemos ver as vantagens do sistema de flat tax, sem grande demagogias. DEsde já porque o sistema de flat tax é também progressivo.

Num sistema de flat tax, é aplicada a mesma taxa a todos os rendimentos. Acaba a distinção entre IRC e IRS, e o escalonamento dos dois. Para perceber porque é que isto não é contraditório com o que acabo de dizer é preciso saber que há sempre um valor-base (podendo ser, por exemplo, dependente do agregado familiar) que nunca é taxado. O que nos leva aos seguintes exemplos:

Um família tem um vencimento bruto de 100.

Desses 100, 20 são o patamar não taxado. Restam 80 que são taxados à flat tax de 20%. Ou seja, paga .2*80=16 de imposto, o que corresponde a 16% do valor bruto do rendimento.

Outra familia tem um rendimento bruto de 1000.

20 não são taxados, dos restantes 980 a família paga a mesma taxa de 20%, i.e. 0.2*980=196. Ora 196 representa 19.6% do rendimento bruto de 1000.

Resumindo:

A família a) paga um imposto correspondente a 16% do seu rendimento, porque o valor que não é taxado corresponde a uma maior parte do seu rendimento; a família b) para um imposto correspondente a 19.6%, visto o valor não-taxado ser praticamente irrelevante, no total do seu rendimento.

(Para quem gosta de matemática: Entre os rendimento mínimo taxável (X>20, e infinito, a taxa realmente paga, varia entre 0+ e 20%, no que parece ser uma aproximação logaritmica a 20%, vou ver se faço mais umas contas a ver se é mesmo. O que é certo é que quanto mais nos aproximamos de valores grandes, como o patamar mínimo passa a ter pouco peso, a taxa efectivamente aplicada se aproxima dos 20%, enquanto para valor próximos desse mínimo, a taxa varia significativamente.)

E voilá, eis como um sistema pode ser simples e eficiente: o contribuinte só faz duas contas: subtrai ao seu rendimento o patamar mínimo e aplica a taxa ao resultado, e sabe logo quanto paga. Sem tangas… De resto,é usual nestes sistemas abolir grande parte das deduções e benefícios fiscais, permitindo acabar com parte da burocracia, e fazer a declaração de rendimentos num guardanapo de papel.


21 September, 2006

O Bloco e o debate

Há dias, Jerónimo de Sousa atacou o Bloco de Esquerda por causa da proposta deste quanto à Segurança Social. A crítica fundamental residia na proposta do Bloco de referendar um possível pacto do bloco central nesta matéria. No portal Esquerda.net, o Bloco responde pela voz de Victor Franco.

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Há crimes que não prescrevem…

Sends Elderly Widow Back to Germany

A German woman named Elfriede Rinkel had led a quiet life in America for over 40 years — with her Jewish husband. But now she’s been deported for lying about her job as a dog handler at the Nazi concentration camp at Ravensbrück.


19 September, 2006

Claro…

Só não vês quem não quer…

Cardinal George Pell, the leader of Australia’s 5.1 million Roman Catholics, said: "The violent reaction in many parts of the Islamic world justified one of pope Benedict’s main fears.

"They showed the link for many Islamists between religion and violence, their refusal to respond to criticism with rational arguments but only with demonstrations, threats and actual violence."

E quem tenta desculpar as reacções da rua islâmica, está a jogar o jogo dos "manda-chuva". Só condenando a reacção dos radicais ao que Bento XVI disse, se pode avançar na defesa da nossa civilização.

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Era uma questão de tempo…

Numa aldeia algures *, foi encerrada uma escola primária por falta de alunos. Seriam apenas dez, segundo a notícia. Os pais decidiram não pôr os filhos na escola da freguesia vizinha. Contrataram um professor e hoje, primeiro dia de aulas, arrancaram com o ano lectivo. No fim do ano as crianças submeter-se-ão a um exame.
Não parece nada de especial pois não? Mas é, os pais de dez crianças mandaram o Estado Social à fava e assumiram eles mesmos a responsabilidade. Multipliquem-se estas pequenas rebeliões, mande-se pastar a vaca marsupial pública e veremos como reage o Estado Social, cuja função é vampirizar utentes e cevá-los no limite da inanição.

Também só deve ser uma questão de tempo para que os sindicatos se venham queixar da iniciativa. É que se pega, estão tramados, lá se vai o ensino público. Resta ainda a questão do porquê de ainda não vermos esta iniciativa divulgada, até para servir de exemplo. Se calhar a grelha das televisões está demasiado ocupada com teorias da conspiração.


Semântica…

Governo pondera impor taxas moderadoras sobre serviços até agora gratuitos - leia-se: até agora pagos por todos, sem que soubessem muito bem que o estavam a pagar, e indepentemente se viessem (ou mesmo quisessem vir) a usufruir dos mesmos serviços; e vão aliás continuar a ser pagos desta forma, pois as taxas vão arrecadar "receitas mínimas".

Gratuitos uma ova! 


18 September, 2006

Por fim…

Quem não suspeitava, bem no seu intímo? Quem não achou que era tudo uma grande conspiração para beneficiar o Colombo, logo os espanhóis? Quem nunca se sentiu um pouco incómodo por ir à Austrália?

É que a Terra não é nada redonda


Ainda as conspirações…

Fui dar a este texto, mas já não me lembro via que blogue. Peço que me alertem, que darei a devida referência.

O mais curioso aspecto no meio das teorias da conspiração é o não-investigar-a-sério das asserções que se fazem. Ou então o afirmar de coisas que são improváveis (no sentido de não se poder fazer prova). Junte-se a isto o ignorar de factos que não encaixam, e voilá: Eles andam aí, a ver se nos tramam…

Veja-se este retorcimento mental: nos ataques às Torres Gémeas terá apenas morrido um Judeu, o que prova que a Mossad avisou  os seus "amiguinhos" para não irem trabalhar… E assim matam-se vários coelhos duma só cajadada.

Vejamos

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Teoria da Conspiração…

Tenho uma: alguém na 2: quer que ninguém possa perder um documentário sobre a verdade do onze de Setembro. O que é bem, é para educar o povo, portanto está bem.

Ontem deu, julgo eu, pela quarta vez…


15 September, 2006

Corporativismos…

Associação de estudantes de medicina contra abertura de novos cursos

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) manifestou-se hoje contra a eventual abertura de novos cursos de medicina, alegando que as actuais escolas médicas já disponibilizam "um excesso de vagas" em relação às necessidades do país.

Ficamos pois a saber que o Ensino Superior serve para suprir as necessidades do pai’s, e não a formação de cada um. Impõe-se pois uma questão: Quando fecham os cursos de Sociologia, Histo’ria, Literaturas, e todos esses outros, evidentemente inu’teis para o pai’s?


11 September, 2006

Silly season

Das férias trago algumas recordações da silly season…

O governo queria baixar o limite de velocidade máximo nas auto-estradas de 120 km/h para 118 km/h (eu juro que li isto!). Tal redução iria baixar as emissões de CO2 e permitiria cumprir as metas de Quito sem prejudicar grandemente a  indústria. Eu pergunto-me: quem é que se lembra destas coisas? E: já trabalha para as Produções Fictícias?? É inacreditável que alguém pense que isso fosse funcionar… É preciso ter uma cabeça muito retorcida para imaginar que o rebaixamento em 2 km/h pudesse ter qualquer efeito no comportamento médio do português. Por outro lado, não espanta muito, quando pensamos que lidamos com engenheiros sociai[lista]s. O objectivo deles não é representar o povo. É mudá-lo.

Depois (e nem de propósito) estalou uma certa polémica com os medidores de velocidade e alcóol no sangue que a BT usa. Descobriu-se que a DGV tinha dado indicações à GNR e à PSP para que apenas multasse condutores que indicassem mais de 0.57 de alcoól (quando a lei prevê 0.5), havendo parecida margem para as medições de velocidade.
Claro que uma pessoa com o mínimo de bom senso percebo o evidente: as máquinas têm erros, para que ninguém saia prejudicado há margens de erro. Qual bom senso qual carapuça: a DECO veio logo dizer que era ilegal, e ouviu-se falar quem achasse que se tinha mudado a lei, o governo pediu explicações. Só não se percebe porque é que a DGV demorou 12 anos a transpôr essa recomendação da Organização Internacional de Metrologia Legal, mas enfim…

Entretanto andava à solta Mateus, grande senhor. Já foi tudo dito sobre o caso, quanto a mim está claro o seguinte:

1º Ninguém pode proibir o Gil de recorrer para os tribunais numa matéria tudo menos estritamente desportiva (que, num rasgo de lucidez, Valentim Loureiro definiu como "tudo o que se passa dentro das quatro linhas") 

2º A FIFA não pode penalizar os clubes ou a selecção portuguesa, por acções que estão fora do alcance dos mesmos. Isso é chantagear o Gil, ou tentar que os outros, grandes, pressionem o pequeno. Era o que mais faltava!

Posto isso espero que o Gil siga até onde puder, para vermos se a FIFA pode ou não pode como quer… 


De volta…

Bem, foi curto mas já estou de volta. As férias foram como as quero: bem comidas e bebidas, e com a praia necessária.


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