Eu avisei…
Avisei aqui, que isto ia acontecer…
Segundo Francisco Almeida, da Federação Nacional de Professores (Fenprof), um conjunto significativo de câmaras está a contratar professores para actividades como a educação musical, a expressão dramática ou a educação física em regime de prestação de serviços (vulgo recibo verde), pagando entre cinco e oito euros à hora.
Para o sindicalista trata-se de um regime inaceitável, que, além de remunerar mal o trabalho docente, não reconhece aos professores direitos elementares como as férias e os subsídios de Natal e de férias.
via Insurgente
Claro que o que os sindicatos querem é que não haja concorrência no acesso ao emprego, nem que parte dos professores se mantenham desempregados (ai de que prefiram ir trabalhar por menos que os seus refastelados colegas da função pública!). É por isso que nunca veremos os sindicatos apoiar o cheque-ensino. Porque isso acabaria, rapidamente, com o ensino público em muitos sítios do país, e com isso lá iriam os "direitos adquiridos", trocados que seriam pela meritocracia.
A iniciativa de pais ou autarquias em prestarem serviços às crianças, quando o Ministério da Educação não o faz, é um espinho no dedo dos sindicatos, porque ameaça o statu quo e leva as pessoas, perigosamente, a irem por novos caminhos, e a descobrirem, talvez, verdades inconvenientes…

