Rivoli
Eu, portuense, me confesso: O Rivoli só é de todos, se quem o administrar tiver critérios de escolha racionais e não os subjectivos que tem tido. É claro que isso é mau para quem lá habitualmente encena. Mas temos que olhar para a questão com as consequências para todos, e não para um grupo em particular. Ora, se os habituées perdem, já o cidadão em geral, ganha. Ganha porque os critérios de mercado obrigam a que a sala se encha mais vezes, logo obriga o novo explorador a trazer espetáculos que o façam para o Porto e para o Rivoli. Ganha porque o dinheiro que a câmara gasta a administrar o Rivoli, passa a poder ser usado noutras áreas.
Mas, dizem, a cultura de massas é abjecta, é Fernando Mendes, é Pimba e sei lá mais o quê.
E a cultura dos subsídios? É o quê? É salas vazias, é cultura pseudo-alternativa, decidida por sabe Deus quem, com sabe Deus que critérios.
O critério mais justo é o de deixar o utente decidir. Assim se faça!
[Os "entricheirados" exigem garantias de que o Rivoli mantenha o "serviço público". O problema é que para eles, serviço público não é o que tem mais público, mas o que lhes dá mais tacho. Compare-se apenas o site do Rivoli com o do Coliseu, para ter uma ideia do que se está a tratar.]

