Proibir, porquê?
André Azevedo Alves, concorda com Vital Moreira que as praxes académicas deviam ser proibidas, não dizendo porquê. Hélder, também co-autor no Insurgente, explica que a praxe «é uma bestialidade, uma estupidez e não serve para nada».
Passando por cima da generalização, de ver certas, medáticas, práticas como representativas de toda praxe, e sem querer entrar em disussões filosóficas sobre a mesma, apraz-me o seguinte:
A IURD (a propósito da reportagem na Única) também é um bestialidade e uma estupidez que não serve para nada, do meu ponto de vista. Idem muitos cursos universitários. Idem muitos programas de televisão.
Ainda assim, não penso que caiba ao Estado proibir qualquer destes exemplos. Tratam-se claramente de manifestações de liberdade: só é da IURD quem quer, só estuda "Engenharia Têxtil", só vê o "Fiel ou Infiel" quem quer. E só entra no mundo das praxes quem quer. As direcções das universidades podem, e devem, estar atentas a que seja sempre claro o carácter voluntário das mesmas, e que não haja violência, contra-vontade, de qualquer tipo. Mas acharia muito infeliz proibir por proibir. Porque há quem ache que "a praxe é uma estupidez". Onde acabaria a proibição das estupidezes?
Que se controlem e sancionem os abusos. Mas se há quem ache graça a andar com a cara pintada e com orelhas de burro, o que é a meu ver uma estupidez, que o faça e que seja muito feliz com isso.

