Rio, mais uma vez
Há pouco, numa banca de jornais, li que o presidente do PSD-Porto, Pedro Duarte, estava contra a decisão de Rio de acabar com os subsídios. Até porque os subsídios deixam de ser atribuídos "antes de se conhecerem os projectos". Prefere Pedro Duarte, subentende-se, uma decisão casuística.
Eis o busílis da questão.
Pode ou deve ser o Estado, i.e., neste caso, burocratas, tecnocratas e autarcas a decidir quem é válido de apoio da parte do Estado e quem não? Que projecto cultural, desportivo ou afim pode receber a injecção de que necessita para ver a luz do dia? Não sendo possível estabelecer critérios objectivos, a resposta deve ser: não.
Por muitas razões, a começar pelo facxo de eu preferir que me devolvam os meus impostos para eu gastar na Cultura, no Desporto ou afim que quiser!
Claro que para o PSD, é mais importante manter as instituições de rédea curta, dependentes e gratas du subsidiozinho… E claro que o PCP, como diz o João, tem medo de que passe o povo a ser o decisor de quais projectos são viáveis e quais não.
Mais uma vez, são os efeitos invisíveis os mais importantes: é que as instituições que passam a inviáveis pelo corte de subsídios, todos vêem. Mas e todas as que nunca nasceram porque o mercado estava saturado pelos preferidos da Câmara? Essas poderão, enfim, tentar a sua sorte.


muito bem…
Comment by AntónioCostaAmaral (AA) — 9 November, 2006 @ 13:24