Mas eu gosto de Portugal!
Dá alegria ver um país a assumir o que é preciso para sair da merda. É que desenvolvimento sustentável é muito lindo, mas só se fala de Flora e Fauna - biosfera, portanto… E a Antroposfera? E nós? Ninguém se preocupa com o meu futuro?
Se fosse Canadiano, podia ser que sim. Pelo menos parece:
Parece haver sinceras preocupações com os Canadianos que ainda não votam. Além disso, o combate ao défice não é um fim em si mesmo:
Cá? O défice é algo de abstracto: saia-se de pacto de estabilidade, para se poder financiar tudo à custa de dívida pública. Que esse dinheiro é exactamente o mesmo que sai dos bolsos dos cidadãos quando o Estado estica o braço para a colecta é esquecido… Que entretanto se perderam milhões na máquina do Estado será um efeito secundário necessário. Que escolhas erradas e imprudentes hoje, que até produzem lindos efeitos a curto prazo, vão onerar as futuras gerações; logo se vê…
Pois basta! Estou farto. Vai me cair no bolso a factura da Ota, do TGV, da Segurança Social, das quotas do leite, dos subsídios à agricultura, do salário mínimo, do Serviço Nacional de Saúde,das SCUT e de demais disparates. E sabem que mais? Não quero. Paguem vocês, barões de Abril, guardiões da liberdade e das escolhas dos outros.
Meus amigos da geração do pós-Abril, armem-se e defendam o vosso futuro.


Caro Micha,
Parabéns pelo teu blog. É a primeira vez que o visito, mas impressiona-me pela sua estética e, claro, pelo conteúdo.
E no que aí toca, permite-me deixar no teu espaço esta pequena nota:
a factura geracional de que falas, assertivamente, de resto, é algo que está plantado no nosso sistema político democrático pós-revolucionário. Ou seja, a massa “crítica” da esquerda barbuda e bigodesca (imagem pictórica da geração Maio 68), da noite para o dia viu-se a braços com aquilo que reclamava, mas para a qual sabia ser científica e tecnicamente inábil, isto é, com o exercício do poder. Pior: lançou mão de desestrurar o país economica, legislativa, executiva e socialmente, com apelo a uma teoria marxista-socialista que “atirou” como lastro para as páginas da nossa Constituição.
A este ponto queria chegar: a nossa geração encontra-se directamente condicionada, porque afinal a Constituição é ainda o nosso diploma fundamental e não o Tratadode Nice, pelo texto fundamental e último do nosso sistema legislativo. Ora, não é possível falarmos na factura geracional, sem falarmos da razão da sua existência, a elaboração da conta. A Constituição da República portuguesa é, em 2006, um programa político socialista, no fundamental com mais de dois séculos de existência.
A acrescer ao problema da Constituição, existe uma segunda questão de substância condicionante: o entendimento português da Europa Comunitária em que nos integramos e a forma de afirmação identitária dos nossos valores cristãos, cujo vértice superior é encimado pela Vida.
Mas este tema poderemos concerteza abordá-lo na nossa próxima conversa.
Mais uma vez, parabéns pelo excelente Blog! e um abraço
Comment by Helder — 24 November, 2006 @ 14:23
Obrigado Hélder!
Tens toda a razão, a Constituição é um obstáculo fundamental para a nossa libertação. Todos os “direitos adquiridos” que nos impedem a nós de adquirir o que quer que seja, destroem a nossa geração.
Comment by ms — 24 November, 2006 @ 16:33