Why, tell me why…
No Público de hoje (pág. 22) lê-se que os alunos de Direito estão preocupados com Bolonha, porque o Governo ainda não decidiu qual a escolaridade mínima obrigatória para exercer a profissão. "Cabe ao Ministério da Justiça fazê-lo."
Vários alunos manifestam a sua preocupação com o facto de ainda não saberem se o seu curso será adaptado ao tempo que o ministério vier a definir.
Mas a ninguém ocorre perguntar: "Porquê? Porque é que é o Governo a definir quem pode ou não ser advogado, magistrado, etc?"


Há 3 grandes culpados para a situação que referes.
1º O Estado, que não deve ser chamado a intervir numa situação que não lhe diz respeito;
2º A ordem dos advogados, que faz questão em assobiar para o lado. Pelos vistos, ainda não decidiram quantos creditos serão necessários para a inscrição;
3º As universidades,que andam desesperadas com Bolonha e realmente não sabem, nem conseguem (in)formar.
Bom, só me resta estudar e acabar o curso o mais rápido possivel, não vá o M.J decidir que aprendi demais, e deliberar que volte ao 1º ano. Enfim…
Grande Abraço.
Comment by André Barbosa — 7 December, 2006 @ 02:22
Ó Micha mas se não for o Estado a definir esses parâmetros quem definirá? O mercado não consegue ser, pois os magistrados pertencem todos ao Estado. As Ordens muito menos, pois a sua força já me parece desmesurada e não têm nada que interferir na minha vida, quando eu não os legitimei para isso. Por isso resta o Governo…
Comment by João Condeixa — 9 December, 2006 @ 00:14
O que eu queria, João, é que as pessoas pudessem escolher em liberdade quem fosse o seu advogado, solicitador, etc, sem que ninguém lhe restringisse os candidatos aos que a Ordem e o Estado aceitam… Quanto aos magistrados, também me parece que seria possível haver um concurso à carreira, ao qual qualquer pessoa se pudesse candidatar…
Abraço
Comment by ms — 11 December, 2006 @ 16:20
Micha,
É sempre necessário existir uma escolaridade mínima obrigatória para que uma pessoa possa exercer determinada profissão.Mais tarde são escolhidos ou pelo menos deveriam sê-lo, segundo mecanismos de concorrência. Quanto aos magistrados, desconheço se existe concurso e quais as razões da sua inexistência,mas sei que são escolhidos segundo alguns critérios objectivos (média, etc)
Abraço
Comment by João Condeixa — 12 December, 2006 @ 02:25
Rejeito essa ideia. Acho que eu é que deveria poder escolher quem bem quisesse para ser meu advogado. Ou para desenhar a minha casa. Ou para fazer o meu IRS. Se escolhesse um tipo que estudou não sei onde e que fosse grandioso, porreiro. Se escolhesse um gajo sem jeito nenhuma que só fizesse borrada, encantado da vida - na mesma. Porque ninguém tem o direito de me impedir de fazer boas ou más escolhas.
Claro que normalmente quem estuda tem determinadas competências, mas isso nem sempre é assim, nem isso deve ser impedimento para que seja eu a escolher quem melhor me parece.
Comment by ms — 12 December, 2006 @ 15:48