Ordem nas ordens…
O JMC faz aqui referência ao debate em que estivemos. Foi em Coimbra, e tratava-se do processo de Bolonha. Curiosamente, ou não, o debate acabou por "descambar" na utilidade, no poder e na necessidade das ordens profissionais.
Acho que tudo começou quando o JMC se insurgiu contra o poder das Ordens na definição dos ciclos de Bolonha, como aliás o faz aqui. Como eu disse lá, o problema não é as Ordens terem poder para decidir o que quer que seja. É que esse poder é lhes dado, não o têm por decreto ou por vontade de algum decisor. Apenas ganham essa influência porque são elas que decidem quem exerce ou não determinada profissão em Portugal. Lia, não me recordo aonde, que as Ordens são a verdadeira herança do corporativismo de Salazar. Não podia estar mais de acordo. Por isso discordo com o João quando diz que se tem de acabar com essa influência. Acho que isso é impossível sem lhes retirar o poder de decidir quem pode ou não exercer determinada profissão. E concordo com o AA quando diz, em comentário aqui, que não pode ser o Estado a passar a ter esse poder. Já o disse: ninguém tem o direito de dizer quem posso ou não escolher para meu advogado, meu contabilista, meu arquitecto, etc.


Micha, acho que não precisas de discordar comigo, basta leres este post para veres que podemos estar em sintonia. Eu apenas estabeleço timings que me parecem necessários antes do objectivo comum. Abraço
Comment by João Condeixa — 19 December, 2006 @ 23:58