À Vontade do Freguês






28 February, 2007

Gerir trabalho em equipa

Gerir trabalho em equipas, nos dias que correm, é fundamental em muitas áreas, particularmente a Engenharia. A web facilita imenso a tarefa, com software de chat, o google, wikis, o google, CVS e o google. Encontrei um artigo interesante para quem lida com a gestão de trabalho online.

Software For Virtual Teams

na Read/WriteWeb

 

São abordados vários tipos de software, e a meu ver só peca por faltarem os wikis, que aprendi a conhecer como muito úteis na partilha de informação. Fica a sugestão. 


Ainda Afonso

[escandalosamente roubado aqui]

O Zé Afonso vá lá que não vá, mas o maior é mesmo o José Cid, que até perdeu o festival da canção para o "E depois do adeus" mas ainda enche concertos país fora, com malta de todas as idades, possivelmente mesmo tropa macaca, mas sem nutricionistas-bombistas. Só se se chamarem Anita.


27 February, 2007

Vem aí mais um passe de mágica

O Publico noticia que os «Ministros das Finanças da União Europeia querem rever distribuição de riqueza». Fica sem se perceber como, talvez queiram que os bancos tenham um dia aberto por ano, em que é só um gajo ir lá servir-se.

"Rever distribuição de riqueza"?? A riqueza distribui-se de forma não-controlável e, desejavelmente, não-controlada. Diz o comissário Almunia que «A parte respeitante aos salários no rendimento global dos Estados-membros é hoje a mais baixa desde há muitos anos e não me parece que esta posição seja sustentável»

O que não me parece sustentável é que o senhor Almunia, que as tantas fixa o seu próprio salário, me venha dizer quanto ou posso ou deixo de poder ganhar… E muito menos que a proposta para distribuir magicamente a riqueza europeia passe pela «participação dos funcionários no capital das empresas.»

Porque da maneira que estou a ver, ou essa participação é voluntária de parte a parte, e aí pode a Comissão Europeia estar descansada que ninguém precisa de regulamentos para isso; ou é compulsiva e isso é roubo.


Vamos complicar…

Numa manifestação de vitória, os três partidos de esquerda do Parlamento juntaram-se e cozinharam uma lei do aborto. Claro que o aconselhamento não está lá. Ou melhor, está mas apenas facultativo. O que mostra bem o espírito de quem faz.

Se é facultativo, que diabo tem que estar na lei? 

(Recordo a minha proposta.


Uma regra não escrita

Que aqui também se segue.

Não [utilizo] o blogue como prolongamento da minha actividade partidária.

Espero não vacilar e cumprir.


A OPEP do Etanol…

…ou como Chavéz e Ahmadinejad ajudam a acabar com a supremacia do petróleo como combustível automóvel e arma política.

O mercado explica.

Aqui, via Atlântico


Se não vê não sabe, se não sabe, não fale…

O editorial do DN de hoje é sobre o programa da RTP "Os Grandes Portugueses". É pena é que o autor, Miguel Gaspar, não esteja a par de como o programa se processa.

Estou entre os primeiros: não só porque um concurso é um concurso, mas também porque uma votação na Internet é uma votação na Internet: pode ser facilmente manipulada e não é representativa da população. Vale apenas como curiosidade.

No fundo MG mostra bem o estado do jornalismo em Portugal: falam, falam, falam, mas ninguém os vÊ a perguntar nada…


Parabéns

O Insurgente festeja dois anos de existência. Daqui os meus parabéns. O Insurgente é uma leitura diária imprescindível, e espero que assim continue. Bem-vindas sejam as novas contratações!


26 February, 2007

Deixai-os falar, sabem bem o que dizem

Descobri, via Insurgente, este artigo citado no Hoje há Conquilhas.

Uma pérola…

Vale a pena citar:

Finalmente a Russa, levando ao poder quem trabalha e aniquilando os privilégios das classes que antes exploravam os trabalhadores.

Derrotada pela traição interna e pelo cerco imperialista, da democracia soviética, a mais perfeita até hoje alcançada pela humanidade, restam poucos focos no mundo que resistem. Mas outros se levantam.

Eu sei que neste "jornal" se tem de alinhar pelo catecismo do partido, sei e até compreendo, afinal é o partido que paga o salário de quem assina. Compreendo, mas admiro a desfaçatez.

Sinceramente, quantas pessoas minimamente cultas - não falo do telespectador médio da TVI, portanto - que o leitor conhece, acreditariam no disparate de que com a Revolução Russa os trabalhadores russos chegaram ao poder?  Ou que a «democracia soviética, a mais perfeita até hoje alcançada pela humanidade»? Se tiver dúvidas caro leitor (nesse caso dúvido que resulte, mas enfim) pode sempre ler isto, isto e isto.

O mais engraçado é que se num determinado blogue há um link para outro blogue de extrema direita, faz-se um chinfrim dos diabos. Se um assessor da CML dá um arroto, é um Ai Jesus. Se Santana Lopes cheira mal dos pés, meu Deus.

E eu não gosto nem da extrema direita, nem dos assessores da CML, nem - Deus me livre! - de Santana Lopes. 

Mas à Esquerda é tudo permitido. E a mim isso mete-me nojo.


Tácticas de combate

Há dias, todos os bloggers saberão, em que não há nada para escrever. Já lemos os jornais, os blogues habituais,e ou por não se ter passado nada, ou por nos parecer que já foi tudo dito, não há nada para escrever. Nesses dias, pelo menos quando se é autor a solo, ataca-nos um desespero de estar a perder clientes… Aqui ao lado há quem esteja sempre em acção, como havemos nós de manter a clientela… Por isso, mas não só, escrever um blogue é cansativo e obsessivo. Mas enfim, tenho tentado resistir à tentação de escrever sobre nada - i.e. tornar-me o Marques Mendes dos teclados - espero ter tido sucesso. Mas há uma solução geralmente boa, quando não nada que escrever: vai se ler os antagonistas. Esquerda.net ou o avante.pt são uma caixinha de surpresas pronta a ser descoberta…

Here we go… 


24 February, 2007

Socialismo no desporto (2)

Muito a propósito do que escrevi aqui, estes dois posts do António Amaral

Full court socialism

Backcourt socialism

 

 


22 February, 2007

Perguntar não ofende…

Já se sabe que o segredo de justiça é quebrado a torto e a direito. Ontem percebi porquê: na entrevista de Judite de Sousa ao Procurador-Geral da República, a resposta que a jornalista mais ouviu foi "Não posso falar disso", "Isso está em segredo de justiça" ou "Não posso dizer".Judite de Sousa, que sabe de certeza que não deve perguntar certas coisas, insistia: "Mas Carmona Rodrigues está a ser investigado?", "Pinto da Costa é a figura cnetral do Apito Dourado?", "Fulano de tal é mesmo muito mau?".

A dada altura perante nova resposta negativa do PGR, Judite de Sousa replicava: "É que assim fico na dúvida, senhor PGR…".


Novidade

O "À Vontade do Freguês" é, a partir de hoje, integrante do agregador "Planeta FEUP".

Planeta FEUP é um agregador de blogs de alunos ou funcionários da FEUP. Pretende agregar todas as matérias e nenhuma em específico.

Ora como este vosso servo é aluno da mesma FEUP, foi incluído no dito agregador. De resto, tudo na mesma. Mas aproveito para cumprimentar os correligionários, e o promotor do agregador, Mário Lopes. 

 

PS: Não fosse ele escrever num blogue colectivo, se calhar era desta que teria a chance de aparecer ao lado do João Miranda


21 February, 2007

Socialismo no desporto

Não é só na "vida real" que o socialismo nos tolhe os movimentos. Recentemente li esta notícia, sobre o ex-portista Jorge Costa que agora se senta no banco do Sporting de Braga, como treinador principal. A dada altura lê-se que

Jorge Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, (…) acusou Jorge Costa de não ter as habilitações necessárias para treinar na Liga (ou até mesmo na Liga de Honra), uma vez que tem apenas o primeiro nível do curso de treinadores, quando é necessário ter o quarto para treinar na Liga.

E aqui vai mais uma de Socialismo… O Braga conhece bem o Jorge Costa, tinha-o à mão como adjunto e decidiu sentá-lo no assento principal. O Jorge Costa achou bem, aceitou e todos estão felizes. Todos? Não, nos confins do país desportivo está uma associação que acha que deve ter o direito de impôr quem pode ou não pode ser contratado.


20 February, 2007

Voltei, voltei…

Estou de volta da escapadinha de Carnaval em casa dos meu pais. (É de mim ou isto não soa lá muito bem?)

Anyway, de voltar ao Porto, de volta à boa velha vidinha. 


16 February, 2007

Que solução para o aborto?

Uma vez dada a vitória do Sim, podia-me retirar e deixar a regulamentação da nova lei aos defensores do mesmo Sim. Parece ser essa a posição do CDS - como é contra o aborto, votará contra qualquer lei apresentada na AR.

Eu prefiro, resignado com a situação, arranjar maneira de ela me agradar mais. E como me agradaria mais o facto de se ter tomado a decisão de legalizar o aborto em Portugal…

Por questões várias, penso que não devo haver aborto a pedido (excluindo pois, evidentemente, o aborto terapêutico) no SNS: porque o SNS já é uma borracheira, de per se; porque não sei como podem uns financiar acções de que discordam profundamente, de outros; porque se afinal o aborto é uma questão de consciência, então não tem nada que ver com políticas públicas; e porque, em geral, tenho aversão a direitos públicos adquiridos.

Ora, passar o aborto para as mãos de privados, tem uma particularidade muito infame - e custa falar disso. É que um empresário do aborto não tem nenhuma motivação para que haja poucos abortos, evidentemente. E por isso, tudo fará para que seja procurado e para, uma vez procurado, não perder o cliente. Tudo isto é natural, não critico isso, se quisesse fazer dinheiro com abortos era exactamente assim que faria, e uma vez que passa a ser legal fazê-lo em Portugal, é natural que surjam candidatos. Sendo assim, como estou convencido que um aborto é uma actividade a todo o custo evitável (e não é por ser legal, que vou mudar de ideias), procuro uma solução que garanta duas coisas: poucos abortos, nenhum incentivo aos mesmos, e abortos fora do sistema público.

Arranjei uma solução que não me agrada, economicamente. Tem quase tudo de mau que critico noutras áreas: mete burocracias, regulamentação, etc. Mas para o aborto, que, repito, tenho como uma agressão a um ser humano, nada me parece demais.

O que proponho pois, é que sejam empresas privadas a servir o mercado de abortos que exista em Portugal, mas que haja uma consulta obirgatória de aconselhamento, e um período de reflexão. Para garantir, no entanto, que o aconselhamento seja feito de forma decente e honesta, terá de ser feito fora da clínica em que se vai praticar o aborto. Na Alemanha, p.ex., é exactamente assim que funciona: a mulher terá de demonstrar que frequentou uma consulta de aconselhamento junto de entidades reconhecidas pelo Minstério dos Assuntos Sociais de cada Bundesland. Acho que devia ser assm também. Essas entidades seriam, em todos os aspectos, independentes da industria do aborto (na Alemanha muitas estão ligadas à Igreja, p.ex.) e aconselham a mulher sobre:

*aspectos psicológicos, emocionais, médicos, etc, relacionados com a gravidez e o aborto

*apoios sociais

*(porque não?) custos de um aborto, possíveis comparticipações - com que discordo, mas a haver… 

E pronto, vai daí tem um período de 3-5 dias para decidir, e pode abortar, sem medo…

 

Enfim, fica a tentiva. Isto tem aspectos que me desagradam - a começar pelo aborto - mas não vejo outra forma.


15 February, 2007

Fontão arguido

Quanto tempo sobrevive Carmona sem muleta?

Não passa o Carnaval… 


14 February, 2007

Grandes Portugueses

Ontem assisti ao programa de Jaime Nogueira Pinto sobre Salazar. Foi aliás o primeiro destes documentário que vi (gostava de ter visto o sobre Álvaro Cunhal).

Nunca fui um admirador de Salazar, mas na prática também nunca fui detractor. Acho que as pessoas devem ser avaliadas à luz do seu tempo, e o homem, a seu tempo, foi o melhor que o país produziu. Prova disso é que, depois do caos da Primeira  República, aguentou o país durante 40 anos - sem eleições, claro está. O que é, evidentemente, intolerável para quem não sabe senão viver em liberdade; como eu. Mas a verdade é que se impunha um autoritarismo no fim dos anos 20. Na Europa ocidental, só a Inglaterra lhe escapou. E, convenhamos: de todos os regimes autoritários dessa Europa, o nosso foi "o melhor". Senão vejamos: não teve guerra na sua origem nem no seu ocaso*, não foi acompanhado por corrupção ou enriquecimento ilícito dos artistas do regime, teve um assinalável crescimento económico e de salários, passou ao lado de purgas e saneamentos; enfim, destacou-se de Hitler, Estaline, Mussolini, Franco, demais comunistas e fascistas, com alguma originalidade.

Claro que a perseguição política vigente era significativa, e hoje é nos óbvio que o Estado tem mais é que estar calado quando às nossas opções pessoais, políticas e religiosas. Mas também não foi o fim do Estado Novo que nos trouxe essas liberdades, foram precisos uns meses para dar cabo dos que nos queria levar por outros caminhos. Nessa perspectiva Salazar foi se calhar bem melhor que a alternativa possível.

Ironia das ironias, para quem agora vocifera contra o ditador, o Estado Novo só acabaria por cair sob si mesmo, num golpe de Estado, e não numa revolução do povo… O que prova que, mal, este povo às vezes prefere a autoridade à liberdade.

 

*A guerra colonial não foi travada para pôr Salazar no poder, nem para o tirar de lá 


13 February, 2007

Viva o aborto livre!

Aborto: líder parlamentar do PS diz que não haverá aconselhamento obrigatório

O líder parlamentar socialista, Alberto Martins, afirmou hoje que não haverá aconselhamento obrigatório na lei para as mulheres que queiram abortar até às dez semanas, porque isso seria uma imposição “à revelia” do resultado do referendo. (meu destaque)

Afinal, quem interpreta o resultado à sua maneira são os apoiantes do Sim. Parece-me justo perguntar ao PS, onde na pergunta está escrito que a mulher não seria aconselhada na sua decisão? Quiseram nos vender uma despenalização para que a mulher "no último recurso" não tivesse de recorrer ao aborto clandestino, e acabámos por comprar a liberalização.

 

Muito infeliz… 


Lisberais de trazer por casa?

O CAA explica aqui que acha que andam a tentar vender uma versão meia esdrúxula de liberalismo travestido em ridículas roupagens de sobrenatural.As razões seriam meros intuitos de poder e, não o esqueçamos, [a tentativa] de melhorar os índices de sociabilidade dos seus protagonistas.

Longe de me entender um intelectual do liberalismo, mas ainda assim contando me desse lado da bússola poítica, não posso deixar de discordar, se - e é o que parece - esta "teoria" vem na senda de tentar explicar a defesa de alguns liberais do Não no passado referendo. Até porque eu próprio defendi o Não.

[Nunca é demais dizê-lo: dizer Não neste referendo não era, para mim, a imposição da concepção moral de uns poucos a outros. Era, e continua a ser, entender que no acto de abortar existe uma agressão a um ser humano e que por isso o aborto só pode ser autorizado quando indicação médica. Enfim, adiante.] 

A ideia de que alguns liberais alinharam pelo Não para estarem perto da Igreja Católica, e daí retirarem dividendo políticos parece-me disparatada, desde logo, pelos números: todos indicavam que o Sim ia ganhar. Isto era como se uma pessoa duma facção minoritária virasse apoiante de Mário Soares para estar do lado dos vencedores, sabendo já que só Alegre garantia a passagem à 2ª volta - se bem que isto lembra a Joana Amaral Dias…

Admito que haja liberais católicos (e eu não sou), e admito que sejam "tão bons liberais" como os não-católicos. A fúria ateia de uns, que querem marcar toda a gente que acredita em dada religião como reacionária ou anti-liberal, parece-me disparatada. Nós somos o que fazemos, não o que acreditamos.


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