À Vontade do Freguês






12 February, 2007

Abortado pelo referendo?

Ninguém viu o Herman?


Não - the day after

Que fazer quem passou 15 dias a vender um peixe que a maioria dos que foi ao mercado não quis comprar?

Antes de mais, descansar. Foram duas semanas estafantes, nem tanto fisicamente (ainda que também), mas sobretudo psicologicamente. Fiz debates em Penafiel (e aqui), Valongo e no Porto, claro. Fui à Trofa, Vila do Conde, Maia e Gaia ver e ouvir ou colocar outdoors. Foi cansativo. E o pior era na mesa de café, com os amigo, em todo o lado: aborto, aborto, aborto. Por isso, ainda bem que acabou…

Claro que o resultado desmotiva. Mas não tira razão: imagino que também não a tenha tirado ao Sim em 98. Eu continuo convencido que esta decisão é pior. Mas está feita… Espero também ter direito a participar na atenuação possível das consequências. Tenho uma ideia que vou amadurecer… O maior problema será passar o aborto para fora do SNS (onde será de certeza mais barato, eficiente e desburocrático), e manter uma forma de aconselhamento credível, que não incentive uma mulher a abortar.


I’m a product of my environment…

Dont blame me…

 

Vivo na única freguesia do concelho do Porto em que o Não ganhou… 


Público

Há anos que compro o Público quase diariamente.

O novo design parece-me… novo. Vai ter que passar algum tempo para ver o que está bem, e o que está mal. Desde já anoto: 

O Bridge morreu, o que vai com certeza chatear o meu irmão.

O Calvin sai da última página - deixo de poder partilhá-lo sem desmontar o jornal. 

Os cronistas passam para o fim, e eu não gosto nada. Gosto muito mais deles ao início, para concordar ou discordar mal abro o jornal. Pode ser só hoje, pelo destaque do referendo, vamos ver.


Queridos Inimigos

Numa matéria transversal como esta - e estou convencido que é transversal e apartidária - vemo-nos lado a lado com malta que "não interessa nada a ninguém". Mas acho que estar ao lado do Bloco é sempre pior castigo…


Referendo

Ganhou o Sim. Ponto final.

Como quem leu o que escrevi mais abaixo já sabe, para mim esta matéria não se referendava. Afinal trata-se duma agressão a um ser vivo e não do "direito de escolha". Mas o resultado existe, o PS passa a ter força política para mudar a lei. Muito bem.

O que me irrita:

"Portugal agora é moderno" - como se alguém tivesse o dom de avaliar quais os bons e os maus passos que as culturas e os países tomam, com o passar dos tempos.

"À segunda é de vez" - como o passo que demos é em direcção à modernidade, não tem marcha-atrás: está ganho, está ganho. O que prova que o referendo era uma farça, e seria repetido até que um Sim ganhasse, para nunca mais se ouvir falar dele.

"Portugal fixe - Portugal chunga" - há dois "Portugais" o moderno, urbano, bonito, comunista; e o retrógado, católico, feio e conservador. Que diabo, se havia um referendo, as respostas são todas boas, como pode haver uma má resposta?

"O que significa o Sim" -  andar a interpretar derrotas deste e vitórias daquele ainda vá. Agora, dizer que isto é uma vítória dos católicos, uma vitória do estado laico (???), disto ou daquilo, francamente.

"Direito ao Aborto" - se o aborto é uma questão pessoal, e de consciência, porque há de ser "garantido"  pelo Estado, e pago com os nossos impostos?


Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Hadley Wickham