À Vontade do Freguês






13 February, 2007

Viva o aborto livre!

Aborto: líder parlamentar do PS diz que não haverá aconselhamento obrigatório

O líder parlamentar socialista, Alberto Martins, afirmou hoje que não haverá aconselhamento obrigatório na lei para as mulheres que queiram abortar até às dez semanas, porque isso seria uma imposição “à revelia” do resultado do referendo. (meu destaque)

Afinal, quem interpreta o resultado à sua maneira são os apoiantes do Sim. Parece-me justo perguntar ao PS, onde na pergunta está escrito que a mulher não seria aconselhada na sua decisão? Quiseram nos vender uma despenalização para que a mulher "no último recurso" não tivesse de recorrer ao aborto clandestino, e acabámos por comprar a liberalização.

 

Muito infeliz… 


Lisberais de trazer por casa?

O CAA explica aqui que acha que andam a tentar vender uma versão meia esdrúxula de liberalismo travestido em ridículas roupagens de sobrenatural.As razões seriam meros intuitos de poder e, não o esqueçamos, [a tentativa] de melhorar os índices de sociabilidade dos seus protagonistas.

Longe de me entender um intelectual do liberalismo, mas ainda assim contando me desse lado da bússola poítica, não posso deixar de discordar, se - e é o que parece - esta "teoria" vem na senda de tentar explicar a defesa de alguns liberais do Não no passado referendo. Até porque eu próprio defendi o Não.

[Nunca é demais dizê-lo: dizer Não neste referendo não era, para mim, a imposição da concepção moral de uns poucos a outros. Era, e continua a ser, entender que no acto de abortar existe uma agressão a um ser humano e que por isso o aborto só pode ser autorizado quando indicação médica. Enfim, adiante.] 

A ideia de que alguns liberais alinharam pelo Não para estarem perto da Igreja Católica, e daí retirarem dividendo políticos parece-me disparatada, desde logo, pelos números: todos indicavam que o Sim ia ganhar. Isto era como se uma pessoa duma facção minoritária virasse apoiante de Mário Soares para estar do lado dos vencedores, sabendo já que só Alegre garantia a passagem à 2ª volta - se bem que isto lembra a Joana Amaral Dias…

Admito que haja liberais católicos (e eu não sou), e admito que sejam "tão bons liberais" como os não-católicos. A fúria ateia de uns, que querem marcar toda a gente que acredita em dada religião como reacionária ou anti-liberal, parece-me disparatada. Nós somos o que fazemos, não o que acreditamos.


Sinal para a PT?

O Supremo Tribunal Europeu prepara-se para obrigar a Alemanha a acabar com a "Lei-Volkswagen".

Esta lei dá direitos ao Estado central e ao Land de Niedersachsen de nomear membros para o Conselho de Administração, além de impedir que qualquer acionista controle mais de 20% dos votos em Assemblei-Geral, independentemente do número de acções que possua.

Há dois anos a Comissão Europeia pôs o Estado alemão em tribunal.

Contra estão, claro está, os sindicatos - que defendem que o principal cuidado deve ser com os empregados e não com os investidores.A Porsche (que controla 27.4%) aplaude a possível decisão do Tribunal, e Christian Wulff (CDU), ministro-presidente do Land que controla 20,8%, diz não ver consequências negativas com o fim da lei de 1960.

Notícia aqui


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