À Vontade do Freguês






31 May, 2007

Chiclete - Deita fora!

Se a Portela serve o tráfego actual, não percebo porque é que é deitada abaixo como se tivesse deixado de servir. Os nossos governantes são obcecados em olhar o estrangeiro para tantas coisas, podiam olhar nesta: as grandes cidades europeias são servidas por dois ou mais aeroportos…

Deixem a Portela ficar e arranjem um aeroporto mais pequeno (e mais barato, senão não vale!) que a Ota para garantir as subidas de tráfego que a Portela não suporta.

Depois deixem duas empresas gerir cada um dos aeroportos (e já agora os restantes). A concorrência encarrega-se de garantir que os tráfegos são bem geridos.


Quem precisa de liberais?

Luís Nobre Guedes deu uma famigerada entrevista ao Expresso. Nela, o "número dois" de Portas confirmou a imagem que tinha dele após uma reunião cá no Porto há uns meses. Nobre Guedes representa um CDS antigo e antiquado, pelo menos numas matérias. É muito dogmático em relação ao papel do Estado, e, sem dúvida, o osso mais duro de roer na Comissão Política de Portas - para um "perigoso" liberal como eu, claro está.

A verdade é que todos têm direito à sua opinião e é de saudar a defesa que LNG faz das escolhas pessoais quanto à constituição das famílias mas o LNG é mais um daqueles decisores políticos que precisava de alguma formação económica de base para compreender os "perigosos liberais". Curiosamente LNG parece funcionar ao contrário do que muitas vezes vemos no CDS. Parece mais conservador na Economia, e mais liberal nos costumes.

Mas, como a muitos que se aventuram em vaticinar o futuro negro que as propostas liberais invariavelmente trariam, pergunto: se LNG reconhece que «Existem dois milhões de pessoas em Portugal que vivem abaixo de 60% da média nacional, há cerca de 21% da sociedade portuguesa que vive em risco de pobreza, e 15% há mais de dois anos, e as crianças e os idosos são os mais afectados. Contra estes fenómenos todos eu não acho que seja possível substituir o Estado.» acha que é preciso mais Estado? O que tivemos nestes trinta anos não resolveu, antes agravou todos e demais problemas sociais, indicadores de desemprego e económicos. Sendo assim, se não se pode substituir o Estado no combate a estes fenómenos, porque não o resolveu ele desde o 25 de Abril? Onde falta Estado?

Tenho medo da resposta a esta pergunta. Medo que de dentro do CDS me respondam com um misto de "engenharias sociais", de métodos de melhor "distribuir" a riqueza, de "mais justos salários". No fundo medo que o CDS seja igual aos outros partidos, só mude nos actores e no tom do discurso.

Também por isso se justifica a Ala Liberal de que tanto se fala. Fosse o CDS já de si adverso a este discurso, não valeria o esforço. Precisando o CDS de uma voz que defenda a propriedade e a iniciativa privadas como motor da sociedade, que se organize essa voz em torno de alguns princípios - sim, tem que ser - liberais.


24 May, 2007

Fúrias…

Primeiro não percebo essa de querer acabar com a concorrência que se cria nas fronteiras dos países europeus. É como a história de taxar os têxteis chineses: quem se lixa é sempre o consumidor.

Mas indepedentemente disso: alguém conhece alguém que passe a fronteira para ir tirar um extracto de saldo de conta, ou levantar 25€!?

Para Bruxelas é tudo ao metro… 


17 May, 2007

Incentivos…

O problema, Ana Gomes, é que com isso só vai baixar os salários do imigrantes ilegais. Aumenta o risco de operação dos patrões, que passam esse risco aos "clientes", via salário. E como a procura de emprego por parte de imigrantes ilegais continuará a existir… acabam por ficar em pior situação.

Melhor melhor era começar a pensar porque é que um indivíduo que trabalha numa empresa europeia deve ser considerado "ilegal"…


11 May, 2007

Euro…

Mais um ano, e Portugal não vai à final do Euro - aquele que para alguns, realmente conta. Eu nem ligo muito, mas é pena. Talvez se recuperassem o Carlos Mendes ou, claro, o Cid isto ia lá.

Mas isso sou eu a achar que antigamente era melhor… Chamem-me saudosista…


7 May, 2007

Quem sou eu?

Eu sou o Micha, evidentemente. Mas para o teste da moda, cá vai quem sou (por ordem):

#1 You are a market liberal. You adhere to the traditional liberal belief in freedom, and take this to mean negative rather than positive freedom - i.e. a slimmed-down state is the best guarantor of freedom. You will therefore support a laissez-faire economic policy, and you will be reasonably tolerant on the social front - though less emphatically so than social liberals.

#2 You are an anarcho-capitalist. Anarcho-capitalists take the Jeffersonian belief that "that government is best which governs least", and extend it - "that government is best which governs not at all". The theory of anarcho-capitalism is that the market can replace the state as a regulator of individual behaviour (resulting in private courts, private policing etc.).

#3 You are a libertarian conservative. You hold that the free market is the best way of organising economic activity, but you combine this with adherence to more traditional social values of authority and duty.

Continuar a ler…


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