À Vontade do Freguês






18 June, 2007

União Europeia admite proibir publicidade à “fast food”

A sanha persecutória aos comportamentos desviantes continua… Depois do tabaco é a vez dos gordos serem devidamente chamados à atenção. Bem à moda de Chavéz, Segundo a edição de hoje do "Diário de Notícias", para Kyprianou [comissário europeu da Saúde] o ideal seria que a indústria alimentar anuísse voluntariamente a acabar com a publicidade à comida não saudável para as crianças.

Mas como a indústria não se comporta como o senhor comissário entende, não há nada que não se resolva: toca lá a proibir a publicadade. Vêm aí também campanhas de sensibilização dos pais para que saibam quando e como dizer não aos filhos. Afinal é para o bem de todos.

O resto, podemos concluir: primeiro a proibição de vender certos alimentos a menores, depois rotulagens alertando para os malefícios com avisos ["Comer muito põe-te gordo", "Este alimento contém açúcar e gorduras que fazem mal", etc]. Seguir-se-á o encerramento de estabelecimentos, ou pelo menos a instituição de zonas separadas. Por fim, concluo, quem ainda não tiver percebido o mal que está a fazer a si mesmo e/ou a seus filhos, leva com uma terapia compulsiva para ser trazido à razão…

Como vemos pelos comentários da notícia do Público, as pessoas aplaudem e concordam. Tudo porque não confiam nos pais para educar as crianças, e porque isso lhes tira o ónus dessa responsabilidade quanto às próprias crianças. Que venha o governo decidir por uns e outros. Lentamente, por vias democráticas e legitimadas, avançamos para o totalitarismo ecológico-sanitário-higiénico.

Quem cala, consente. Que não se queixe quando lhe vierem tirar o carro - porque polui, a casa - porque tem humidade, a voz - porque diz baboseiras, a liberdade - porque é perigosa; pois é e ainda bem.

 

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