À Vontade do Freguês






30 July, 2007

U.S.E.

Na Alemanha, os preços do leite e derivados estão a subir, chocando a Nação. Creio ter visto uma publicidade do Pingo Doce cá, que indica que o mesmo se passa em Portugal. Não é de estranhar, sendo a razão a mesma: a política socialista da União Europeia.

As quotas do leite, em vigor desde  o início dos anos 80, foram introduzidas com o nobre propósito de controlar a superprodução de produtos leiteiros, que estavam a fazer falir vários produtores. Evidentemente que para estes a medida foi boa, para os restantes habitantes da Europa as consequências foram negativas.

O preço é mantido artificialmente alto, devido existência da mesma quota: há menos quantidade de produto, para a mesma oferta. Mais, anualmente pagam multas os países que excedem as suas quotas, isto se já não tiverem optado por deitar produto fora.

O que aconteceu agora, foi que a realidade bateu à porta: o mercado mundial consomo cada vez mais leite, e os produtores conseguem vender a mais clientes - e como não podem subir a produção, o preço vai subindo.

Bem-vindos à União Socialista da Europa: é Bruxelas quem decide quanto leite se pode produzir. Ou seja, quanto leite eu posso comprar.


26 July, 2007

Exactamente

A lei do aborto está a ser aplicada na Madeira. Nenhuma mulher será acusada da prática de aborto, se realizado dentro do prazo que o referendo fixou.


25 July, 2007

Spammers

Há dias publiquei aqui um "perfil" inventado, que continha um endereço de e-mail. Hoje fui lá verificar, e já tinha uma mensagem de spam, vinda de upgradehost@gmail.com . Aposto que mais se seguirão. Tem graça é que as conta que o fakenamegenerator sugere, são sempre contas de alojamenots temporários, que nem password têm, guardam os e-mails por um curto de tempo, mas são ideiais para utilizar quando só queremos um endereço para uma transação. Podem consultar a "minha" Inbox, aqui.


Um pormenor irrelevante

Para a apresentação dos milagroso investimento em quadros electrónicos, que o governo está a fazer, e que vai resolver todos os problemas do nosso país (é caso para dizer, finalmente!), foram contratados figurinos a 30€, para parecerem meninos e meninas felizes.

Vídeo aqui.


22 July, 2007

Como “viver” online com mais privacidade

"Viver" online, ao fim de algum tempo, assusta quem preza a sua privacidade.

Eu, por exemplo, estou irrmediavelmente perdido. Se a Google cruzar os meus dados sabe: que blogs eu leio,via Google Reader, documentos meus, CV incluído, via Google Documents, preferências de pesquisa, dados do YouTube, etc, etc, etc. O meu perfil do "hi5" mostra uma boa parte dos meus relacionamentos. Neste blogue exponho pontos de vista políticos, económicos, clubísticos… Devagar devagarinho fui-me entregando à exposição online. Às vezes, no entanto, é a própria internet que nos permite contra-atacar. Para mim já é tarde demais, mas o leitor pode ser que ainda se safe. Há um delicioso site que cria identificações falsas, com morada e tudo, que nos permite "emular" uma identidade para usarmos em todos aqueles sites que nos "exigem" dados pessoais. Podemos ser americanos de origem alemã, alemães de origem chinesa - há uma panóplia de variações. Só por causa das coisas, é criado também um número de cartão de crédito falso, mas que tem uma sintaxe válida. Ao fim de algumas tentativas, consegui uma identidade que se assemelha à minha real - tive foi que optar por viver em Espanha, Portugal não é suportado.

Tobias Fisher
C/ Libertad, 78
05110 El Barraco

Email Address: Tobias.Fisher@trashymail.com

Mother’s maiden name: Mauer
Birthday: May 7, 1985

Visa: 4916 0258 8299 1641
Expires: 11/2009

 

Visitem http://www.fakenamegenerator.com/ 


20 July, 2007

O que é preciso, é saudinha…

O Tiago Barbosa Ribeiro lança algumas questões, como ponto de partida para um debate sobre o sistema de saúde norte-americano. Debatamos, portanto.

Acho particularmente interessante o facto de o Tiago considerar uma falha democrática o facto de um país não ter cuidados universais de saúde. Se democracia é o poder do povo, e se esse povo, via representantes democraticamente eleitos, decidir não ter cuidados universais de saúde, não vejo onde falha a democracia. (Isto levaria nos a outra interessantíssima discussão, sobre o que podem ou não as maiorias decretar, e onde acaba a democracia e começa a tirania da maioria - mesmo que democraticamente eleita. Tenho que para mim que, salvo raríssimas excepções, a não prestação de dado serviço pelo governo, nunca é não-democratica.) O que o Tiago, pelos vistos, defende é uma democracia socialista, em que os indivíduos são obrigados a suportar certos serviços do Estado, a bem do bem comum. Percebo, mas há outras formas de democracia.

Quanto aos norte-americanos não segurados, vale a pena ver este filmezito. Os números têm que ser vistos à luz de quem tem porque não quer, e quem não tem porque não consegue pagar. O objectivo dum sistema opt-out ou opt-in, é justamente responsabilizar as pessoas pelas suas escolhas. E eu acho que pode ser escolha de alguém, não ter cuidados de saúde garantidos. De resto, nos EUA é ilegal um hospital não aceitar um paciente em condições de emergência. Assegurado ou não.

Não conheço o suficiente dos números norte-americanos para saber as razões que levam certas classes sociais a ter esperanças de vida inferiores a outras. Por exemplo a contracção de diabetes pode ter razões genéticas ou de estilo de vida. No entanto, num sistema como o nosso quem tem dinheiro para se safar das listas de espera para ir fazer operações no estrangeiro ou em França também  viverá mais que o pobre que está sujeito ao "sistema gratuito". Nem é preciso ser rico, Jorge Coelho meteu uma cunha com Jacques Chirac.

No entanto a causa de morte número um nos EUA são doenças do coração, claramente associadas a uma alimentação e um estilo de vida "pouco saudáveis" - em suma, como o meu. Mortes que, portanto, pouco têm que ver com um bom ou mau sistema de saúde mas apenas com as pessoas tomarem, livremente, escolhas que condicionam a sua vida.

Quanto aos medicamentos duas questões: primeiro o Medicare dos EUA não pode negociar os preços com as farmaceuticas, o que impede de baixar os preços para os assegurados por esta via. Segundo, como os EUA têm um mercado livre de medicamentos, os consumidores lá acabam por subsidiar todos os mercados - como o nosso - em que essas mesmas empresas têm que vender abaixo do preço de mercado porque os governos fixam preços para os medicamentos.


19 July, 2007

Mais tiranias

A questão levantada pelo anterior post, de criminalizar/banir comentários supostamente homofóbicos, vem levantar novamente a questão dos "crimes de ódio". Nas ideias de vários quadrantes (acho que aqui não há eixo direita/esquerda, haverá o eixo liberal/socialista) certos crimes merecem ser punidos de forma agravada quando cometidos com determinada intenção. Se a intenção é bater, sim senhor. Se a intenção é bater por ser negro/muçulmano/homossexual, etc, alto lá e pára o baile, que o crime é motivado pelo ódio, levas pena a dobrar.

A questão voltou a ser levantada aquando do transsexual morto no Porto, e foi mesmo levada à UE, defendida aliás pela incansável Ana Gomes. Incansável em coarctar a liberdade e impôr a sua moral aos portugueses, e aos europeus por arrasto.

A visão de que o povo é naturalmente mau, e precisa de mão forte para se tornar bonzinho, arrasta-se em várias matérias, sendo particularmente visível nesta: deixam de ser importantes as consequências dum acto criminal (agressão, homicídio, etc), para passarem as motivações para primeiro plano. Se dois crimes dados tiverem as mesmas consequências, pune-se com maior força o praticado por "más" motivações. E desta forma se entra dentro da cabeça das pessoas e se vai ensinando o que é bom e o que é mau, que elas sozinhas não chegam lá, coitadinhas. E depois já sabemos. Depois de prendermos por longos anos os que matam por maldade, por serem ainda mais maus do que os que matam só por matar, passamos a dizer que não se pode dizer isto ou aquilo. Daí a proibir que se diga ou escreva determinadas matérias, é um tirinho (veja-se a questão da negação do holocausto ou das caricaturas de Maomé). Terminaremos em beleza a decretar o que se pode pensar e o que não se pode pensar. E não é uma matéria de Agenda LGBT, caro AAA. Se só fosse isso, combatia-se a Agenda LGBT (pelo menos aquela que diz respeito a este post). Mas trata-se de um ataque em escala às nossas liberdades. E esse é bem mais difícil de combater.

 

Nestas matérias convém sempre fazer a advertência, para todos que não me conhecem (e acreditem se quiserem). Nunca me passaria pela cabeça agredir alguém por ser negro/muçulmano/homossexual - na verdade não sou muito de agredir quem quer que seja. Mas não vivo com a ideia de que precisemos do governo, de espada de fogo na mão, para decidir o que se pode pensar ou dizer. Deixem-nos tratar disso à boa velha maneira: mandando à real merda quem pensa que um preto ou um bicha não deviam ser pretos ou bichas. Não nos tirem esse prazer.


Avanços da tirania do politicamente correcto

À medida que avança a noção totalitária (promovida pela extrema esquerda fracturante e apoiada por inúmeros idiotas úteis) de que o Estado deve combater a “homofobia”, vai diminuindo cada vez mais a liberdade: Tiraram o blog do Júlio Severo do ar!

Um dos maiores críticos do movimento gay - por contrapô-lo à moral cristã - Júlio Severo está tendo o seu blog desativado temporariamente por denúncias de “quebra dos termos de uso”.

 

N’O Insurgente
 
O problema é recorrente. Quem contraria determinada convenção, determinada onda do politicamente correcto, tem que ser calado. Quem incomoda é silenciado.
Lendo o blogue do Júlio Severo vê se que o senhor tem algumas opiniões pouco ortodoxas em relação à homosexualidade. Não concordo com quase nada do que li. Mas o que não li é mais importante. Não li Júlio Severo a incitar à violência ou ao ódio aos homosexuais - ou a quem quer que fosse. E assim sendo, não vejo razões para se calar o blogue do homem - blogue que não lerei por não ver nele nada de estimulante.
 
Aceito, contrariado, mas enfim, que as política da Google não permitam certo conteúdos nos blogues que alojam via blogger. A Google é soberana com o que deixa ou não deixa publicar nos seus servidores. Mas não contem comigo para apoiar certas medidas como esta do Brasil, da qual o Júlio será vítima se passar.
Se o leitor conseguir descontar as considerações de natureza religiosa, e as que consideram a homosexualidade anti-natural ou "desorientação sexual" (eu não sou religioso, nem aprecio ou deixo de apreciar moralmente com quem o indivíduo partilha a sua vida amorosa e sexual), poderá encontrar desenvolvimentos aqui.
 
Relacionado ainda com isto

17 July, 2007

Zivilcourage?

Nos Estados Unidos uma jornalista, Mika Brzezinski, recusou-se a abrir um bloco noticiário com uma "notícia" sobre a libertação de Paris Hilton. Após ser impedida de queimar a notícia no ar, lá conseguiu rasgar e destruir o papel (vídeo aqui).

Gostava de ver um jornalista português fazer o mesmo, quando ao fim de 20 minutos o telejornal se torna tão útil como a capa do 24 horas. 


16 July, 2007

Tenham cuidado…

A Grupeta também está de parabéns. Não só parte dos seus escribas faziam parte da lista de Telmo Correia, como constitui o exemplo acabado do vazio ideológico em que o CDS se vê mergulhado.

 
Para a - temporariamente anónima -  Mafalda, se o leitor for do CDS, se integrar uma lista a um município (é um qualquer ou é só para Lisboa? Listas às legislativas também contam?) e se escrever num blogue, é bom que esse blogue não seja lúdico. Senão será exemplo do "vazio ideológico em que o CDS se vê mergulhado".


Mais populismo

Lamentavelmente não é só Edwards.

Al Gore vowed to fight for “the people versus the powerful” in his presidential campaign seven years ago (…) In the House, Representative Barney Frank, the Massachusetts Democrat who is chairman of the Financial Services Committee, convened party leaders and economists for a searching discussion of “globalization, outsourcing and the American worker — what should government do?” Speaker Nancy Pelosi, Democrat of California, offered the participants some blunt marching orders: “The American people want to know what we’re doing about their economic security.”

(…)In recent weeks she [Mrs. Clinton] has announced her opposition to the proposed South Korean Free Trade Agreement and denounced globalization that “is working only for a few of us.”(…) “People were told, you’ve got to be trained for high-tech jobs,” Mr. Obama said, “and then it turned out that some of those high-tech jobs were being outsourced. And people were told, now you need to train for service jobs. And then it turned out the call centers were moving overseas.”

(…)

Even Representative Rahm Emanuel of Illinois, who is viewed as far too much of an establishment, free-trade Clintonian by many populists, says the party must respond. “The party that deals with globalization and economic security will win,” Mr. Emanuel said.

 


Yeah right

Linking the federal minimum wage to inflation and strengthening collective bargaining rights would be two steps toward the eventual elimination of poverty in America, Democratic presidential candidate John Edwards said Monday.

Só espanta Edwards não apresentar medidas para atingir o "pleno emprego" nos EUA. Com candidatos assim se vê a falta de preparação do Partido Democrata.


Memória futura

Há dias discutia com um amigo os vários campos de pensamento na questão das alterações climáticas. Levantou-se a questão sobre o que teriam a ganhar os que vaticinam o fim do mundo para breve caso não mudemos drasticamente os nossos hábitos, partindo do princípio que eu defendia, que tanto as causas como as consequências são altamente exageradas.

Fica este breve apontamento para memória futura. Penso que os advogados da pobreza por decreto (quer sejam os que escolhem a via comunista, quer os mais recentes que optam pela via ecologista) têm alguma coisa a resolver com esta vida, que se lhes apresenta como inerentemente injusta. 


Genuinamente comunista

O meu dinheiro é para aquilo que o Governo entender que serve.

José Saramago 


15 July, 2007

Live Free or Die Hard.

Ontem fiz uma coisa que já não fazia há para aí dez anos… Fui ao cinema num grupo de sete. Só gajos, e a razão não podiar ser melhor: John McLane. Sim, esse grande herói da nossa infância.

Eu até era o mais velho, mas tinha 12 anos quando saiu o último Die Hard. Não obstante todos estavamos à vontade com a série e vibrámos com o regresso do verdadeiro "Last Action Hero". E feitas as contas o filme não é nada mau: muita acção, um enredo muito interessante e actual (inspirado aqui), e uma optima interpretação de Willis. Se calhar não sou muito exigente (ouve quem não gostasse tanto), mas eu fiquei contente.

O próximo regresso à adolescência, neste caso é mais à infância, vem aí com "Transformers". 


11 July, 2007

Por momentos pensei que falavam de Administração Pública…

The Most Sophisticated and Successful Criminal Organizations in History

 

via AADF


10 July, 2007

Filosofando com computadores…

Alan Turing, matemático inglês do séc. XX, teve uma enorme influência no desenvolvimento da Ciência dos Computadores. É dele a noção de "máquina de Turing", ou arquitectura de Turing. Possivelmente os leitores já terão usado um teste inverso de Turing, em que são instados a inserir dados caracteres numa caixa de texto, para provarem que são humanos e não bots ou afins. A Net está cheia de "CAPTCHAs" ou "Turing Numbers".

O teste inverso de Turing é - quem diria - a inversão do teste de Turing. Foi este último idealizado pelo inglês como forma de detectar se um computador, ou máquina, no sentido mais lato, para aferir a capacidade dessa máquina demonstrar, ou não, pensamento. A experiência funciona da seguinte maneira:

«a human judge engages in a natural language conversation with two other parties, one a human and the other a machine; if the judge cannot reliably tell which is which, then the machine is said to pass the test.» 

Não percam as objecções a este teste e as réplicas de Turing. Demonstram bem como nem tudo o que possamos querer, de facto é.

  1. "’Heads in the Sand’ Objection: ‘The consequences of machines thinking would be too dreadful. Let us hope and believe that they cannot do so.’ " This objection is a fallacious appeal to consequences, confusing what should not be with what can or cannot be.
  2. Mathematical Objections: This objection uses mathematical theorems, such as Gödel’s incompleteness theorem, to show that there are limits to what questions a computer system based on logic can answer. Turing suggests that humans are too often wrong themselves and pleased at the fallibility of a machine.
  3. Mechanical Objections: A sufficiently fast machine with sufficiently large memory could be programmed with a large enough number of human questions and human responses to deliver a human answer to almost every question, and a vague random answer to the few questions not in its memory. This would simulate human response in a purely mechanical way. Psychologists have observed that most humans have a limited number of verbal responses.
  4. Data Processing Objection: Machines process data bit by bit. Humans process data holistically. In this view, even if a machine appears human in every way, to treat it as human is to indulge in anthropomorphic thinking (recent advances in parallel computing and fuzzy logic based systems raise interesting questions regarding this specific objection).
  5. Argument From Consciousness: This argument, suggested by Professor Geoffrey Jefferson in his 1949 Lister Oration, entitled, "The Mind of Mechanical Man," states that "not until a machine can write a sonnet or compose a concerto because of thoughts and emotions felt, and not by the chance fall of symbols, could we agree that machine equals brain." Turing replies by saying that we have no way of knowing that any individual other than ourselves experiences emotions, and that therefore we should accept the test. Also, few people actually can write a sonnet or compose a concerto, although are capable of feeling emotion.
  6. Theological Objection: This states that thinking is a function of man’s immortal soul and therefore a machine could not think. Turing replies by saying that he sees no reason why it would not be possible for God to grant a computer a soul if He so wished.
  7. Lady Lovelace Objection: One of the most famous objections, states that computers are incapable of originality. This is largely because, according to Ada Lovelace, machines are incapable of independent learning. Turing contradicts this by arguing that Lady Lovelace’s assumption was affected by the context from which she wrote, and if exposed to more contemporary scientific knowledge, it would become evident that the brain’s storage is quite similar to that of a computer. Turing further replies that computers could still surprise humans, in particular where the consequences of different facts are not immediately recognizable.
  8. Informality of Behaviour: This argument states that any system governed by laws will be predictable and therefore not truly intelligent. Turing replies by stating that this is confusing laws of behaviour with general rules of conduct, and that if on a broad enough scale (such as is evident in man) machine behaviour would become increasingly difficult to predict. (Later research on recursive algorithms has found that, in any case, deterministic systems are capable of a chaotic diversity of behaviour.)[citation needed]
  9. Extra-sensory perception: Turing seems to suggest that there is evidence for extra-sensory perception. However, he feels that conditions could be created in which this would not affect the test and so may be disregarded. (No artigo citado)

 


45 millions

Recomendo vivamente este filme que o AA encontrou. Particularmente elucidativo é, logo no início, quando vemos uma jovem dizer: "Honestly, I feel it’s ridiculous that we live in a first world country where I have to pay for basic health care."

Sim, porque quando o Estado "oferece" este serviço ele é, evidentemente, gratuito. Ninguém paga nada. Na Europa os cuidados de saúde são cultivados em grandes quintas por pessoas que trabalham de graça e que os trazem ao povo de forma também gratuita.

Bem, vão mas é ver o filme.


9 July, 2007

É só lixo

Há dias via na TV que, para bem do ambiente, o governo pretendia obrigar os hipermercados a vender os sacos de plástico de compras, ao invés de os oferecer.

Se é certo que algumas lojas já o fazem voluntariamente (creio que foram as de origem alemã que introduziram a prática em Portugal que na Alemanha é mais que habitual), como a maior parte não o faz (particularmente os grandes vendedores), vai daí de os obrigar para acabar com os desperdício, as toneladas de lixo, etc, etc, etc.

Duas questões:

As lojas que o fazem voluntariamente poupam uns trocos aos sacos e vendem o respectivo mais barato. As pessoas ou compram o saco no final, ou trazem um saco de casa. Há um trade-off, as pessoas aproveitam os preços mais baixos em troca do trabalho de trazerem sacos, ou de os comprarem se se esquecerem. A nossa técnica consistia em levar uma caixa de cartão vazia da loja para levar as coisas até ao carro. Nas lojas com sacos grátis, o consumidor tinha "direito" ao saco e em contrapartida estaria a pagar um pouco mais na facura. TANSTAAFL.

De resto, poderíamos ser levados a pensar que a medida é positiva pelas razões ambientais apresentadas mais acima. Mas a verdade é que ao menos que haja aí montes de pessoas a encher caixotes do lixo com sacos das compras vazios,  os sacos oferecidos eram reutilizados, por exemplo, para usar como sacos do lixo. Porque mesmo que oferecidos, os sacos ainda assim têm valor. Desde logo porque nos permitem poupar a compra de sacos do lixo…

Enfim, não vejo que haja grande vantagem numa medida destas. Os efeitos visíveis, claro, servirão para almientar os eco-socialistas do costume, mas o invisíveis tramam, como sempre, o utilizador. Passará a ter de comprar os seus saquinhos do lixo, ou aqueles para levar o farnel para a praia.


8 July, 2007

Casamentices

A pergunta que se impõe, meu caro JAC, é se faz sentido a existência do casamento civil. Isso sim, debateria.


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