À Vontade do Freguês






29 October, 2007

O monstro contra-ataca

Também não sou grande referendo-furioso, mas na matéria do tratado europeu, parece que há uma oportunidade excelente de fazer um referendo sobre algo verdadeiramente importante.
Primeiro porque da maneira que o nosso sistema funciona (o chefe de governo eleito pelo Parlamento), o Parlamento não tem de facto nenhuma independência face ao governo. Assim sendo, a aprovação pelo Primeiro-Ministro ou pelo Parlamento é-me exactamente igual. Nem percam tempo com isso que não vale a pena. (O que lança outra discussão, a ter noutra altura)
Ou seja, se é necessária uma legitimação para além da dada pelo governo, terão de a procurar noutro lado.

Depois porque o país foi indo Europa a dentro, e nunca soubemos verdadeiramente se era isso que o povo queria. É certo que os partidos anti-Europa foram sempre minoritaríssimos, mas se fossemosjulgar pela participação dos portugueses nas eleições europeias… E convém não esquecer a promessa de referendo pelos partidos do bloco central, nas últimas eleições.

Por fim, estou mesmo farto de ouvir que o tratado é muito difícil de ler, que o Zé Povinho não ia perceber, que não podemos arriscar mais um impasse com um chumbo referendário onde quer que fosse, etc, etc, etc… Se o tratado é difícil de ler, fizessem um mais legível. Já bastam as leis nacionais que me obrigam a ter que ligar a um advogado por tudo e por nada! Está bom de ver que uma das funções dos advogados é garantir a existência de empregos da classe, infiltrando-se na escrita de todo o tipo de legislação e regulamentação. De resto é bom lmebrar, que na prática não existe nenhum problema institucional na Europa. Foram “eles” que o criaram, com a invenção do Tratado Constitucional. Pois nem antes nem depois do chumbo se ouviu falar em verdadeiros problemas institucionais. A Comissão não se entende com o Parlamento? O Conselho de Ministros não trabalha bem com a Comissão? Os tribunais têm impasses por falta de cooperação com o executivo? Não, não e não. As instituições europeias funcionam bem antes e depois do chumbo. Nós é que inventámos um monstro que vai inventando formas de se manter entretido. Agora vai mudar um balanço de forças que funcionou bem, anos e anos.
Vamos ver como será o futuro da vida do monstro da burocracia europeia.

Por mim referendava-se.


Problemas manhosos

Há dias puliquei aqui dois “problemas manhosos” que animam qualquer festa. Na verdade, são problemas que rapidamente nos põem a ser odiados pelo anfitrião da festa. Desafiam tanto o senso comum, que geram discussões muito emotivas e criam mau ambiente. Um bocado como a Economia, mas enfim… Experimentem, se quiserem.
Vamos aos enunciados:

Problema 1:
Um avião em cima dum tapete rolante, que iguala a velocidade do avião, no sentido contrário. Levanta vôo ou não?
Deixai-vos de picuinhices técnicas e de implementação. Levanta vôo ou não?

Problema 2:
Num programa de televisão têm de escolher entre três portas. Atrás de uma está o prémio. Escolhem um porta, o apresentador manda abrir uma das duas que restam, onde não se encontra o prémio. Mudam de escolha ou mantêm a porta? Ou é indiferente, estatisticamente?

A segunda pergunta parece ser a mais fácil de explicar. Mudar vale a pena. Se o apresentador mandar sempre abrir outra porta sem prémio, independentemente daquela que nós escolhemos, em 2/3 das vezes nós devemos mudar. Pensemos que na primeira escolha tinhamos 1/3 de probabilidades de acertar. Se mantivermos a escolha mantemos essa probabilidade, se mudarmos passamos para a probabnbilidade complementar. O problema deste exercício é perceber a influência da escolha ponderada do apresentador. Se não perceberem, sentem-se a experimentar: Prémio na porta A, escolho a porta B, apresentador abre a C… Tentem os casos possíveis e vejam se ganham mais vezes mudando ou não. Se quiserem pensem que só perdem se mudarem, se originalmente tiverem escolhido a porta premiada (1/3 das vezes).

A segunda questão é bem mais complexa, e já falhei a explicá-la mais que uma vez. Vale a pena notar que não é uma questão de opiniões (como a anterior, aliás). Salvo diferentes interpretações (mas que normalmente só mascaram a incompreensão do problema), é um facto que no nosso mundo físico o avião levanta vôo. A questão premente neste caso, é que o avião se move, mesmo com o tapete a funcionar. Alías, praticamente nem sente a influência do tapete, isto é, levanta vôo nas mesmas condições de tempo e velocidade que sem tapete. É que num avião a tracção vem das turbinas, e não das rodas. Ou seja as rodas não contribuem em nada para o arranque do avião. (Servem por exemplo para travar, mas apenas porque nesse caso deixam de ser livres) No arranque as rodas rolam livremente, e portanto qualquer força tangencial que lhes é aplicada, nao tem influencia sobre o seu eixo - salvo o atrito dos rolamentos, que não contribui em praticamente nada, convenhamos. O avião levanta vôo.

Bom, deixo-vos mas é com explicações mais promenoriadas e porventura mas perceptíveis que a minha.
The Straight Dope:An airplane taxies in one direction on a moving conveyor belt going the opposite direction. Can the plane take off?
The Straight Dope:”A plane is standing on a runway. . .” No, it’s not. Here’s why.
The Straight Dope:On “Let’s Make a Deal,” you pick Door #1. Monty opens Door #2–no prize. Do you stay with Door #1 or switch to #3?


28 October, 2007

A utilidade de Chavéz-Castro

Como distinguir a esquerda democrática da esquerda não democrática, numa conjuntura como a brasileira, em que boa parte delas anda de mãos dadas? Qual o teste de laboratório, qual o reagente que podemos utilizar para classificar adequadamente uma e outra? O kit é bem simples e tem custo zero: basta saber o que dizem, em público, sobre Fidel Castro e Hugo Chávez. O teste é definitivo e exato. Mas tem que ser aplicado em público.

Aplicado à blogosfera portuguresa, dava panos para muitas mangas…


26 October, 2007

PCP em purgas, perdão, pulgas

Vão me desculpar, mas Luísa Mesquita, a deputada que faz finca-pé ao PCP, lembra todas as eminências pardas que Estaline saneou e mandou matar. Todos os que se calaram quando, antes deles, outros foram vítimas das purgas.
Posso estar a ser injusto, mas quem ouviu Luísa Mesquita a insurgir-se contra as purgas a Zita Seabra, Mário Lino, Rolão Preto, Edgar Correia? Quando “vieram buscar”* Júlio Fogaça ou Carlos Luís Figueira, Luísa Mesquita se não aplaudiu, calou-se. E com isso ajudou a instituir o modus operandi… Agora não se queixe.
Luísa que fica sentada, não só não é uma heroína, como é culpada. Ninguém pode dizer que não sabe ao que vai quando se junta ao PCP.

*A expressão pode parecer abusiva, mas se o PCP estivesse no poder, poderíamos concluir pela experiência de governos comunistas que, a expulsão da cúpula dirigente equivaleria a uma pena de morte.


25 October, 2007

Breaking News

Interrompemos (é mesmo assim, sem hífen!) a edição para…

BPI propõe fusão ao BCP


Não esquecer

Faz este ano trinta anos que ocorreu “Outono Alemão“, período em que o grupo de bandidos de nome “Rote Armee Fraktion” (R.A.F.), tomou a Alemanha de assalto. Desde ao rapto de Hans-Martin Schleyer (presidente da federação do patronato - raptado para tentar chantagear a libertação do grupo Baader Meinhof, preso em Stammheim), até à libertação dos passageiros do Landshut (avião alemão raptado por palestinianos soliarios com a RAF, com o o objectivo de aumentar a ptressão sobre o governo alemão para aceitar a chantagem dos terroristas), consequente suicídio dos terroristas presos e execução de Schleyer, a Alemanha viveu os seus piores dias do pós-guerra. Entre polícias (3, na entourage de Schleyer), refeńs, terroristas (3 suicídios na prisão, 4 mortos no avião) e bystanders, morreram no mínimo 13 pessoas entre 5 de Setembro e 18 de Outubro. Isto para não contar com a execução do Director da Dresdner Bank, Jürgen Ponto, a 30 de Julho - crime em que a afilhada de Ponto assume o papel principal.
Apenas igualado pelos acontecimentos durante os jogos olímpicos de Munique, o “Verão Quente” alemão teve na intransigência do governo alemão um protagonista fundamental para a derrota do terrorismo esquerdista na Alemanha.
Faz agora 30 anos.


22 October, 2007

Problemas manhosos

A melhor maneira de pôr pessoas - mesmo formadas nas áreas em questão - a dizer disparates, é com estes dois problemazitos. São a alegria duma festa…

Problema 1:
Um avião em cima dum tapete rolante, que iguala a velocidade do avião, no sentido contrário. Levanta vôo ou não?
Deixai-vos de picuinhices técnicas e de implementação. Levanta vôo ou não?

Problema 2:
Num programa de televisão têm de escolher entre três portas. Atrás de uma está o prémio. Escolhem um porta, o apresentador manda abrir uma das duas que restam, onde não se encontra o prémio. Mudam de escolha ou mantêm a porta? Ou é indiferente, estatisticamente?

As respostas em breve, podem ir pensando…


Sentido de Post

Não tenho genica mental para identificar rapidamente um tema como bom-tema-para-um-post. Felizmente o Adolfo tem (pudera). Graças ao seu comentário durante uma conversa, cá vai:

Os Azeitonas abandonam o lançamento de CDs Em Portugal, um CD é considerado um “artigo de luxo” e, segundo o Código do IVA, é sujeito a uma taxa de 21%, a ser suportada pelo consumidor final. Já um livro, por sua vez, encaixa na categoria de “artigo de cultura”(apenas 5%). O nosso governo, e bem, promove a cultura a artigo de primeira necessidade, metendo no saco do pão, do leite e do “Eu, Carolina”, todos aqueles produtos sem os quais a própria subsistência do povo fica comprometida. Já os produtos de luxo, como é o caso da alta costura, dos relógios de ouro e da música, só mesmo para quem se pode dar a luxos. Não é que os Azeitonas considerem o seu novíssimo “Rádio Alegria” o pão para a boca do povo. Mas quem quiser abanar o pé ao som destas novas músicas, não terá que pagar um imposto tão pesado. É que a “Rádio Alegria” chega-nos no próximo dia 2 de Novembro em formato “livro com oferta de CD”. Em certos casos, a lei perde-se no meio de tanto papel, ficando por definir com clareza a fronteira entre o que é “luxo” e o que é “primeira necessidade”. Por exemplo, um rolo de papel higiénico é tributado a 21%. Qualquer livro é fiscalmente mais leve. Num momento de aperto (fiscal, obviamente) é melhor optar por este último. Nestas alturas, mantenha sempre um exemplar do “Código do IVA” sempre à mão. É que convém nunca descurar a limpeza (fiscal).

Aqui (Entrada de 17 de Outubro de 200/) Já agora passa a publicidade a esta grande banda do nacional-cançonetismo.


Um grande vazio…

…após as últimas semanas terem sido passadas em stress constante, devido à Organização das Universidades JP. Realizadas este fim-de-semana, em Penafiel, serão avaliadas por outros. Como “reitor” só posso agradecer a todos os que participaram e todos que organizaram. Ao António Rocha, de Penafiel, pela grandiosidade da sua organização no terreno, ao Pedro Moutinho por ter partilhado o stress e ter arranjado soluções, aos oradores pela simpatia, e aos alunos pela disciplina.


17 October, 2007

A não perder

um post parvo ou:
a transcrição em diferido dos meus sentimentos ao ler o texto que a Mafalda dos Incontinentes Verbais dedica ao nosso Pedro:

Uma delícia…


16 October, 2007

Parabéns

O João Maria Condeixa festeja os três anos de desgaste de axónios.
Daqui os meus parabéns. Faremos um brinde em Penafiel.


15 October, 2007

Está visto

Não gosto de directas - está visto. Prefiro congressos à antiga, onde, de repente, um outsider “levanta” o congresso e pode ser eleito.
Directas com recadinhos via Telejornais não têm piada nenhuma.


14 October, 2007

Setas…

Nao apanhei o Publico ontem. Tinha alguma seta a Al Gore?

[Estou sem acentos, perdao]


12 October, 2007

Que maçada…

Obama foi tão veementemente contra a guerra no Iraque, foi tão forte a sua oposição, tão intransigente a sua posição, que agora teve que regravar um discurso, porque só havia um vídeo de péssima qualidade, com ele a falar contra a guerra.


R.I.P

A 10 de Dezembro de 1896 morreu Alfred Nobel em Sanremo, na Itália. Em testamento deixou um prémio a ser atribuído anualmente para quem se destacasse numa de várias áreas.
Em 12 de Outubro de 2007 deram a estocada final ao Nobel.

R.I.P.


11 October, 2007

Defesas

O CDS apresentou três medidas para desequilibrar o poder da Administração Fiscal um bocado a favor dos contribuintes. Quando vemos propostas de lei que prevêem o levantamento do sigilo bancário em caso de reclamação do contribuinte (um intolerável caso de suspensão dum direito provocado pelo recurso a outro) tais propostas são um alívio que mostram alguma sanidade na Assembleia da Rapública; na verdade, nos últimos anos assiste-se a um «fenómeno de redução dos direitos e garantias dos contribuintes»
Sendo assim, a iniciativa do CDS é de louvar e importante para defender os cidadãos da máquina do estado. Aproveitaria também para assinalar que, não obstante ter sido céptico de início, a plataforma de comunicação “CDS-TV” estar a funcionar de forma regular. Tem sido um veículo óptimo para acompanhar as iniciativas do partido, que se perderiam no meio da comunicação social de qualidade que temos. Se os media não vêm aos partidos, vão os partidos aos media. É o mercado a funcionar ;)
(Poupava-se era a música à Jerry Bruckheimer no genérico, mas enfim…)


Ron Paul - our guy

Num país habituado a uma discussão actualizada e participada sobre o cenário em que se move a política internacional, não seria necessária qualquer explicação para o surgimento de um blogue nacional que reúne um conjunto de portugueses no propósito de apoiar um candidato às eleições presidenciais norte-americanas de 2008.

Mas não estamos num país assim. O sururu à volta do blogue português de apoio a Ron Paul veio demonstrar isso… Também por isso, nasceu este texto. A ler.


10 October, 2007

Inacreditável

(…) Tribunal de Instrução Criminal do Porto decidiu arquivar o processo por considerar que os ‘ocupas’ não cometeram o crime de introdução em local vedado ao público, uma vez que tinham autorização para permanecer no equipamento.
(…)
“Os arguidos, artistas que são, movimentando-se nesse meio diferente que é o espectáculo, tiveram uma atitude de revolta também diferente“, refere-se no documento, adiantando que a actuação do grupo não tinha o propósito de desobedecer a uma ordem, mas “apenas demonstrar da forma que entendiam e da forma que se proporcionou o seu desacordo relativamente à política cultural a seguir para o teatro Rivoli”.
Via

Os tribunais não facilitam a que não queira acreditar na perseguição à CMP… Por serem “artistas”, os okupas ganham o direito a exercer o seu descontentamento “da forma que entenderem”. Podia o tribunal esclarecer quais “classes” estão debaixo do previlégio de se manifestarem da forma que entendem. É que eu entendia útil atirar um cocktail Molotov à ASAE…


9 October, 2007

Combate Cultural

A polémica que estalou em torno da capa da Atlântico deste mês é facilmente compreensível.
Tanto a capa como o artigo principal tocam num ponto sensível das esquerdas: levantam o véu sobre a mitologia comunista, e expõem um dos seus símbolos como o que ele foi - um assassino, ligeiramente desquilibrado e com tendência para o sadismo. A propósito disso, valerão a pena estes artigos (depois de se ter ido ler o do Rui Ramos na revista, claro está)
Take off that Che shirt and learn a little Cuban history
Veneration of evil
Celebrating mass-killer Che’s birthday is peculiar indeed

‘Cool’ Icon Che Guevara Was a Murderous Thug, Author Says
Para além dos crimes de Che, a velha questão que assusta a esquerda: Nazismo e Comunismo não são assim tão diferentes… Tanto na teoria como na prática, ambos transformam o homem, individual e livre, numa máquina ao serviço dum objectivo racionalizado de sociedade. Os partidos (Nazi e Comunista) sentaram-se à mesa e desenharam, cada um, um objectivo para a sociedade. Na busca desse objectivo vale tudo. E não é por acaso que os métodos são tão parecidos. Para impôr ao Homem uma tirania (um admirável mundo novo, enfim), os métodos são sempre os mesmos: campos de concentração ou gulags, perseguição de opositores, partidos únicos, eliminação em massa de intelectuais ou opositores (dos primeiros, uma útil classe de pró-sistema é alimentada enquanto não pisar o risco), controlo da economia (fixação de preços, salários, quotas de produção, etc), “penas exemplares”, tribunais-fantoche, poder total e absoluto nas mãos de uma elite partidária.
Por essas e por outras, quando se lembrar que faz hoje anos que morreu Che Guevarra, caro leitor, lembre-se que morreu o Heinrich Himmler de Cuba…

PS: Parabéns ao Rui Ramos pelo notável contributo para o Combate Cultural


7 October, 2007

Aqui está um…

Mas agora começa a aparecer gente mesmo nova, que não é do tempo do Indy, e que só é influenciada pela Atlântico. A revista é a sua referência, a sua leitura de mesa de cabeceira e de casa de banho. É a “geração Atlântico”. São muitos.
De fã de Adenauer e Churchill - que continuo - comecei a interessar-me pela política bastante novo, seguindo a onda democrata-cristã da CDU. Aliás votei na CDU em várias ocasiões (sim, eu também voto nas eleições alemãs). Depois de “saber” que era de direita e de me ter filiado na Juventude Popular, entrei no mundo dos blogues. O meu primeiro ainda está online, e não deixa de ter graça ler o que escrevia na altura. As minhas referências eram o Quinto dos Impérios, o Nortadas (estão a ver o padrão?), mas também rapidamente o Acidental e o AAdF. Depois de ter estado fora da blogosfera, voltei com esta casa, que mantenho.
Mas para além de ter lido e escrito muito desde os primórdios da Blogosfera, mudei também muito na minha forma de ver o mundo. E se não fossem pessoas como o Adolfo, o António Costa Amaral, o Paulo Pinto Mascarenhas, os dois AAA ou o João Miranda - se não fossem eles, onde é que alguma vez eu teria sabido da existência de Mises ou de Hayek? Dos livros de Hazzlitt e de Bastiat? Onde teria descoberto que afinal até me interesso por Economia, e que conseguiria aprender o suficiente para manter acesas discussões sem sentir que estava a falar de uma coisa da qual, na prática, não sabia quase nada? Como é que havia de perceber que a alternativa ao statu quo não é a rotatividade PSD-PS? Que há mais para lá de mudar os protagonistas?
Hoje chamam-me “perigoso liberal”, e também o devo à Atlântico. Considero-me dessa geração, portanto. Mas também e sobretudo da geração blogosfera.


Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Hadley Wickham