À Vontade do Freguês






7 October, 2007

Aqui está um…

Mas agora começa a aparecer gente mesmo nova, que não é do tempo do Indy, e que só é influenciada pela Atlântico. A revista é a sua referência, a sua leitura de mesa de cabeceira e de casa de banho. É a “geração Atlântico”. São muitos.
De fã de Adenauer e Churchill - que continuo - comecei a interessar-me pela política bastante novo, seguindo a onda democrata-cristã da CDU. Aliás votei na CDU em várias ocasiões (sim, eu também voto nas eleições alemãs). Depois de “saber” que era de direita e de me ter filiado na Juventude Popular, entrei no mundo dos blogues. O meu primeiro ainda está online, e não deixa de ter graça ler o que escrevia na altura. As minhas referências eram o Quinto dos Impérios, o Nortadas (estão a ver o padrão?), mas também rapidamente o Acidental e o AAdF. Depois de ter estado fora da blogosfera, voltei com esta casa, que mantenho.
Mas para além de ter lido e escrito muito desde os primórdios da Blogosfera, mudei também muito na minha forma de ver o mundo. E se não fossem pessoas como o Adolfo, o António Costa Amaral, o Paulo Pinto Mascarenhas, os dois AAA ou o João Miranda - se não fossem eles, onde é que alguma vez eu teria sabido da existência de Mises ou de Hayek? Dos livros de Hazzlitt e de Bastiat? Onde teria descoberto que afinal até me interesso por Economia, e que conseguiria aprender o suficiente para manter acesas discussões sem sentir que estava a falar de uma coisa da qual, na prática, não sabia quase nada? Como é que havia de perceber que a alternativa ao statu quo não é a rotatividade PSD-PS? Que há mais para lá de mudar os protagonistas?
Hoje chamam-me “perigoso liberal”, e também o devo à Atlântico. Considero-me dessa geração, portanto. Mas também e sobretudo da geração blogosfera.


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