À Vontade do Freguês






9 October, 2007

Combate Cultural

A polémica que estalou em torno da capa da Atlântico deste mês é facilmente compreensível.
Tanto a capa como o artigo principal tocam num ponto sensível das esquerdas: levantam o véu sobre a mitologia comunista, e expõem um dos seus símbolos como o que ele foi - um assassino, ligeiramente desquilibrado e com tendência para o sadismo. A propósito disso, valerão a pena estes artigos (depois de se ter ido ler o do Rui Ramos na revista, claro está)
Take off that Che shirt and learn a little Cuban history
Veneration of evil
Celebrating mass-killer Che’s birthday is peculiar indeed

‘Cool’ Icon Che Guevara Was a Murderous Thug, Author Says
Para além dos crimes de Che, a velha questão que assusta a esquerda: Nazismo e Comunismo não são assim tão diferentes… Tanto na teoria como na prática, ambos transformam o homem, individual e livre, numa máquina ao serviço dum objectivo racionalizado de sociedade. Os partidos (Nazi e Comunista) sentaram-se à mesa e desenharam, cada um, um objectivo para a sociedade. Na busca desse objectivo vale tudo. E não é por acaso que os métodos são tão parecidos. Para impôr ao Homem uma tirania (um admirável mundo novo, enfim), os métodos são sempre os mesmos: campos de concentração ou gulags, perseguição de opositores, partidos únicos, eliminação em massa de intelectuais ou opositores (dos primeiros, uma útil classe de pró-sistema é alimentada enquanto não pisar o risco), controlo da economia (fixação de preços, salários, quotas de produção, etc), “penas exemplares”, tribunais-fantoche, poder total e absoluto nas mãos de uma elite partidária.
Por essas e por outras, quando se lembrar que faz hoje anos que morreu Che Guevarra, caro leitor, lembre-se que morreu o Heinrich Himmler de Cuba…

PS: Parabéns ao Rui Ramos pelo notável contributo para o Combate Cultural


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