Ron Paul - our guy
Num país habituado a uma discussão actualizada e participada sobre o cenário em que se move a política internacional, não seria necessária qualquer explicação para o surgimento de um blogue nacional que reúne um conjunto de portugueses no propósito de apoiar um candidato às eleições presidenciais norte-americanas de 2008.
Mas não estamos num país assim. O sururu à volta do blogue português de apoio a Ron Paul veio demonstrar isso… Também por isso, nasceu este texto. A ler.


Eu apelidaria isto do grupo de neo-liberais que não se revê em nenhum dos partidos Portugueses e, como tal, apoia Ron Paul.
Entre os neo-liberais e os comunistas, venha o diabo e escolha.
Comment by Mário Lopes — 15 October, 2007 @ 17:27
Mário, como leitor aqui da casa já deve ter percebido que tenho o meu apoio cá em Portugal; mas nem por isso deixo de ter opinião sobre os outros países. Quanto ao “label” de neo-liberal, valeria a pena explicar o que entende por isso - há tantas confusões que arriscamo-nos a falar de coisas diferentes. Eu por exemplo, entendo-me como liberal no sentido austríaco: maximizar as liberdades individuais, estado fora da Economia, baixa radical dos impostos e safety-nets para os que não conseguem aceder ao mercado para assegurar uma subsistência mínima. Não sei se isso é neo-liberal ou não…
Comment by ms — 15 October, 2007 @ 17:36
Michael,
Isso é apenas o sentido económico da palavra neo-iberal. Como é óbvio, num contexto estatal em que o Governo é bem mais do que um mediador económico, estamos a falar também de um sentido social.
No caso de Ron Paul, trata-se de terminar com o Department of Education (Ministério da Educação) e privatizar as escolas todas. Reduzir ainda mais os apoios do Estado a quem efectivamente precisa, entre tantas outras coisas.
Portanto, se nos EUA quem não tem dinheiro está absolutamente tramado, esta situação seria exponencializada uns quantos graus.
Pessoalmente, não acredito num mercado totalmente livre sem regulação do estado. É para mim tão utópico como o comunismo. O homem não é bom o suficiente para se auto-regular, e o cartel é mais provável que outro cenário qualquer.
Comment by Mário Lopes — 16 October, 2007 @ 11:08
Exactamente por o homem não ser bom, não confio nos governantes para me regular a vida.
E o facto de privatizar serviços, não quer dizer não deixe de garantir o acesso universal - pelo menos aos serviços tidos como fundamentais. Isso consegue-se por um sistema de “cheques” ou vouchers. Procure por “school voucher” no google. É uma medida que defendo e que facilita o acesso a todo o tipo de escolas por todas as camadas da sociedade, bem melhor que o sistema em que o governo é dono das escolas.
Eu prefiro quando são as pessoas a fazer as escolhas, e não o governo.
Comment by ms — 16 October, 2007 @ 14:13
O princípio de auto-regulação apenas funciona com pessoas e sociedades extremamente disciplinadas, como os Suiços. No resto do mundo seria o descalabro, principalmente em sociedades muito heterogéneas, em países com recursos escassos ou com uma grande densidade populacional.
Comment by Mário Lopes — 17 October, 2007 @ 00:07