À Vontade do Freguês






22 October, 2007

Problemas manhosos

A melhor maneira de pôr pessoas - mesmo formadas nas áreas em questão - a dizer disparates, é com estes dois problemazitos. São a alegria duma festa…

Problema 1:
Um avião em cima dum tapete rolante, que iguala a velocidade do avião, no sentido contrário. Levanta vôo ou não?
Deixai-vos de picuinhices técnicas e de implementação. Levanta vôo ou não?

Problema 2:
Num programa de televisão têm de escolher entre três portas. Atrás de uma está o prémio. Escolhem um porta, o apresentador manda abrir uma das duas que restam, onde não se encontra o prémio. Mudam de escolha ou mantêm a porta? Ou é indiferente, estatisticamente?

As respostas em breve, podem ir pensando…


Sentido de Post

Não tenho genica mental para identificar rapidamente um tema como bom-tema-para-um-post. Felizmente o Adolfo tem (pudera). Graças ao seu comentário durante uma conversa, cá vai:

Os Azeitonas abandonam o lançamento de CDs Em Portugal, um CD é considerado um “artigo de luxo” e, segundo o Código do IVA, é sujeito a uma taxa de 21%, a ser suportada pelo consumidor final. Já um livro, por sua vez, encaixa na categoria de “artigo de cultura”(apenas 5%). O nosso governo, e bem, promove a cultura a artigo de primeira necessidade, metendo no saco do pão, do leite e do “Eu, Carolina”, todos aqueles produtos sem os quais a própria subsistência do povo fica comprometida. Já os produtos de luxo, como é o caso da alta costura, dos relógios de ouro e da música, só mesmo para quem se pode dar a luxos. Não é que os Azeitonas considerem o seu novíssimo “Rádio Alegria” o pão para a boca do povo. Mas quem quiser abanar o pé ao som destas novas músicas, não terá que pagar um imposto tão pesado. É que a “Rádio Alegria” chega-nos no próximo dia 2 de Novembro em formato “livro com oferta de CD”. Em certos casos, a lei perde-se no meio de tanto papel, ficando por definir com clareza a fronteira entre o que é “luxo” e o que é “primeira necessidade”. Por exemplo, um rolo de papel higiénico é tributado a 21%. Qualquer livro é fiscalmente mais leve. Num momento de aperto (fiscal, obviamente) é melhor optar por este último. Nestas alturas, mantenha sempre um exemplar do “Código do IVA” sempre à mão. É que convém nunca descurar a limpeza (fiscal).

Aqui (Entrada de 17 de Outubro de 200/) Já agora passa a publicidade a esta grande banda do nacional-cançonetismo.


Um grande vazio…

…após as últimas semanas terem sido passadas em stress constante, devido à Organização das Universidades JP. Realizadas este fim-de-semana, em Penafiel, serão avaliadas por outros. Como “reitor” só posso agradecer a todos os que participaram e todos que organizaram. Ao António Rocha, de Penafiel, pela grandiosidade da sua organização no terreno, ao Pedro Moutinho por ter partilhado o stress e ter arranjado soluções, aos oradores pela simpatia, e aos alunos pela disciplina.


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