À Vontade do Freguês






30 November, 2007

Assustador…

Para combater a pirataria online, a França desenvolveu o BigBrother da Net:
(…)
As a result, the French Government last week introduced a new anti-piracy measure that some say could herald the end of file-sharing as we know it. Under the plan, ISPs would hand over the details of the biggest users of file-sharing networks to an enforcement body. The new P2P police force would then issue cease and desist warnings to the offending downloaders. If unheeded, they’d be disconnected.
(…)
E o pior:
What makes this plan a landmark in the battle against piracy is that the telecoms industry has signed on. Historically, ISPs everywhere strongly objected to any form of enforcement that required them to turn over their customers to the attorneys of various copyright holders. Under the French plan, they must.

Por cá, nesse seguimento, nasceu a Associação de Autores Que Não Gostam De Ser Roubados, apoiada por este vosso humilde servo.
via


Time person of the Year

A revista TIME está, este ano, a fazer um inquérito sobre a pessoa do ano. Pelos comentários que se vêem, o inenarrável Al Gore leva algum avanço.
EU já lá fui, deixar a nota para Mr. Paul.
Participe aqui.


27 November, 2007

“Anarquia” nas estradas

In Europe, the idea of “naked streets” seems to be catching on. Towns in Denmark, Belgium and Germany have already stripped streets of their traffic lights and signs. And a few towns in Britain have been pondering the concept.


Deputada Luísa Mesquita expulsa do PCP

Luísa Mesquita foi expulsa do PCP. via
Não tenho pena.

Posso estar a ser injusto, mas quem ouviu Luísa Mesquita a insurgir-se contra as purgas a Zita Seabra, Mário Lino, Rolão Preto, Edgar Correia? Quando “vieram buscar” Júlio Fogaça ou Carlos Luís Figueira, Luísa Mesquita se não aplaudiu, calou-se. E com isso ajudou a instituir o modus operandi… Agora não se queixe.
Luísa que fica sentada, não só não é uma heroína, como é culpada. Ninguém pode dizer que não sabe ao que vai quando se junta ao PCP.


Estado casamenteiro

A família é a célula fundamental da sociedade.
Concordo: a família é a unidade nuclear (no sentido de mais pequena) da vida em sociedade. Mas não iria ao ponto de definir um único tipo de família, como o tipo “verdadeiro” de família; e é por isso que não me caem políticas de família no goto.
Será só a família dita tradicional (homem, mulher, filhos) digna de protecção, incentivo e subsídio? Não creio.
A vida em sociedade deveria servir para permitir a todos o desenvolvimento dos seus projectos pessoais em máxima liberdade, garantindo apenas que essa liberdade não inclui a “liberdade” (que não é liberdade, é poder) de coarctar a liberdade de outrém . Na minha visão, tendo vindo a este mundo sem que nos perguntassem, este mundo deveria pôr ao nosso dispôr todas as possibilidades (e a todos as mesmas) para que pudessemos desenvolver uma personalidade, objectivos de vida e uma vida feliz. Maximizar a felicidade de cada um por si - assim vejo a razão da vida - será o primeiro passo para maximizar a felicidade de todos. Esta visão não é original, evidentemente, não estou aqui a inventar a roda. Mas como muitas vezes falamos de que defendemos sem nos termos entendido quanto às premissas, aqui fica a minha.
Posto isto, e se assim é, porquê haver apenas uma forma de casamento civil, e porquê haver benefícios fiscais para certas formatações familiares, e não para outras? Se as pessoas vivem em felicidade fora das formas típicas de casamento, porquê não as tratar todas de forma igual?
E não, não defendo o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Defendo o fim do casamento civil.

A desenvolver.


26 November, 2007

A reter por marketeers

Nunca tive tantas visitas, nem tantos comentários, como quando escrevi sobre a campanha da Tagus, e sobre orgulho gay/hetero/branco.


Serviço público?

Faz hoje uma semana, que a 2: emitiu o documentário “Comunismo - História de uma ilusão“. Os que, como eu, esperariam para hoje a segunda parte de tal documentário, podem continuar a esperar.


25 November, 2007

Porque hoje é feriado…

Porque para mim é hoje é feriado, não tenho muito tempo para mariquices (e isto não tem nada a ver com o anterior post), por isso ficam aqui as notas do dia:

Hoje é o dia que não é feriado, mas devia. Em 1975 jogaram-se as liberdades fundamentais, e a liberdade ganhou. Homens como Pires Veloso (que havia substituído o sinistro Corvacho, à frente da Zona Militar do Norte) e Jaime Neves (à frente dos comandos da Amadora, os do trânsito), derrotaram homens como Mário Tomé e Otelo Saraiva de Carvalho. Se hoje sentimos o 25 de Abril como um dia de libertação, isso deve-se, também, ao 25 de Novembro.

Faz hoje anos o 31 da Armada, um blogue que sigo com muito gosto. O 31, além de juntar alguns amigos meus, leva o conceito de “blogue” um passo na direcção de órgão de comunicação social, sem entrar na esfera da ERC. Tenho pena que o Albino não escreva mais… Espaço abençoado por Ele, é leitura diária.

Por falar em 31, aproveitava para deixar ao Diogo Belford Henriques este texto do rui a.. Pode ser que ele perceba que não somos tão diferentes, e que queremos o mesmo. A forma importa menos, mas eu preferia que fosse juntos a separados.


23 November, 2007

Orgulho Hetero

Uma campanha da Tagus, está a causar polémica. O slogan “orgulho hetero” parece causar algum celeuma…
A campanha originou uma queixa no ICAP (Instituto Civil da Autodisciplina da Publicidade), além de uma contra-campanha da associação Panteras Rosa. Para Sara Martinho, que esteve na origem da queixa, a campanha «brinca com uma realidade demasiado séria e referindo-se a uma característica, a heterossexualidade, que sendo dominante e aceite por todos à partida, não discriminada, não precisa de causa ou manifesto».
Das Panteras Rosa, pela voz de Sérgio Vitorino, ouvimos que «não há equivalência entre orgulho gay e orgulho hetero. O orgulho hetero não tem de ser afirmado», já que «além de ser hegemónico», faz parte da «linguagem de um partido de extrema-direita».
Para João Teixiera Lopes, do BE «O incitamento ao orgulho hetero caminha lado a lado com a linguagem do ódio e esconde o que, desde há milénios, significa a opressão ou a pura eliminação de todos os que ousaram tornar públicas as suas opções sexuais”, considera o ex-deputado num artigo publicado ontem no site Esquerda.net, que remata, afirmando que “a cerveja Tagus tornou-se um signo do poder homofóbico. Quem a beber é cúmplice».
Evidentemente que cada um sabe o que entender sobre esta campanha. Ainda assim: não há nela incitamento ao ódio. Não há nela incitamento à violência. Usa, é certo, uma linguagem típica de certos grupos minoritários (os grupos “LGBT”) e aplica-a a um grupo maioritário (os não-LGBT - ainda que deva haver transsexuais heterosexuais, ou não?). Mas a linguagem não tem dono. A ideia de que se poderia proibir o uso da linguagem dos grupos LGBT, porque é usada numa campanha com o alvo não-LGBT, apenas porque este público-alvo não carece de ter causa ou manifesto, é tão ridícula como dizer que o Benfica não pode fazer publicidade porque terá 6 milhões de sócios. Se a linguagem faz ou não parte dum partido de extrema-direita (ou, já agora, se “as linguagens” “Orgulho Gay”, “Orgulho Branco” e “Orgulho Hetero”, não partem todas duma, mesma, visão foleira da sociedade e dos indivíduos), é uma questão interessante. Mas não devia preocupar o ICAP (que faz exactamente o quê, já que falamos nele Todos os dias conheço mais um organismo… Isso sim, preocupa-me.). E repito, “Orgulho Hetero” é tão “Orgulho Branco”, como é “Orgulho Gay”. A linguagem e as ideias subjacentes são as mesmas. Partem, por exemplo, da ideia que alguém se pode definir como “homosexual” ou “heterosexual”, apenas porque pratica actos homosexuais, ou actos heterosexuais. Como se a vida fosse isso, e nós nos devessemos organizar em grupos consoante as actividades que temos na cama, ou o amor que sentimos ser por esta ou aquela pessoa.
Eu nunca gostei especialmente de Tagus, e não vai ser daqui que mudo, para melhor ou pior. Já João Teixeira Lopes, terá que ter cuidado da próxima vez que vir uma campanha virada para o público LGBT. Nesse dia verá uma campanha heterefóbica.
Se não se calar, sera cúmplice.

Nota final: A Tagus já contratacou. A verdade é que és livre de escolher. És livre de sair e de te divertires com quem tu quiseres. És livre de te assumires como és. A verdade é que és livre de dizer o que pensas e de te manifestares a favor ou contra esta campanha. A verdade é que és livre de ser feliz. Nem mais.


Via para a despesa

A milagrosa ideia do via CTT que custou 2,5 milhões de euros, estudos de um ano e nove meses de execução (pergunto-me se o tempo perdido também está contabilizado na verba…), programa que servia para “construir o Plano Tecnológico”, democratizar as tecnologias da informação e “acelerar a modernização da sociedade portuguesa” (como se isso fosse mensurável ou sequer quantificável), esse fabulosos projecto deve estar de vento em popa, só assim se percebe o “passatempo” que os CTT acabam de lançar:

Passatempo Amigos ViaCTT:

Convide os seus amigos a aderirem à ViaCTT.
Por cada 10 amigos que activarem a ViaCTT, ganhará um leitor ipod grátis.

Dirija-se a qualquer Estação de Correios com o seu Cartão de Contribuinte e com um documento de identificação (Bilhete de Identidade ou Passaporte) e active a sua caixa postal electrónica.


Os Ipods, estarão no orçamento do projecto?
Eu tenho é pena que até Sócrates se tenha esquecido do guterrista e falhado (passe a redundância) MegaMail, projecto que, com «apoios de “Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior”, “Ministério da Educação”, iniciativa “Plano Tecnológico”, e “Agência para a Sociedade do Conhecimento”.», «é baseado na ideia de que o acesso ao correio electrónico deve ser fácil e possível a partir de qualquer computador ligado à Internet.» (Ainda bem que o governo trata disso, que seria de nós, com todos os outros serviço de E-Mail que apenas permitem acesso de certos computadores ligados à Internet).
Oferece 20MB, e não conheço ninguém que o use. Como o viaCTT, enfim.

A ler também: Choque tecnológico à portuguesa, ViaCTT: tragédia em 3 actos


22 November, 2007

Optimismo…

O ministro da Saúde afirmou-se “optimista” face aos “progressos” na gestão financeira nas entidades do sector.

Pormenor:
Correia de Campos ainda não leu relatório do Tribunal de Contas


21 November, 2007

Greves

O maior problema das greve é que elas prejudicam, em primeiro lugar, os próprios trabalhadores.
O primeiro grande perigo, é que em dia de greve ninguém se aperceba da mesma. Com muitas mais greve gerais da função pública, arriscam-se os sindicatos a abrir os olhos ao povo, e que este comece a perceber que não lhe faz falta essa mesma função pública que ele, povo, paga com todas as compras e com todas as horas de trabalho. (OK, este é mais wishfull thinking, isto nunca vai acontecer; agora a sério)
Outro problema das greves, são as figurinhas que os líderes sindicais, ou os líderes do PC fazem. Há dias, em frente à Valor Sul, os grevistas estavam de plantão a impedir que camiões entrassem nas instalações da mesma. Ou seja, para além de estarem a coagir os que queriam entrar a não entrar (o que se pode aceitar), bloqueavam activamente a entrada de camiões que lá iam descarregar. A polícia, evidentemente, tratou de conseguir que isso não se passasse, e abriu caminho. Jerónimo de Sousa não tem mais nada: «Podem não ter existido cargas policiais, repressão mais ou menos violenta mas, claramente, as entidades governamentais e também as forças policiais tomaram partido e procuraram de forma desproporcionada, de forma ilegal, à luz do artigo 594 da lei da greve, impedir esse pleno exercício que a nossa Constituição define como competindo aos trabalhadores definirem o âmbito dos interesses a defender através da greve». Estamos conversados.
Além de dar palco a disparates destes, as greves têm outro problema. É quando não conseguem atingir o que queriam, dão azo a excessos que, não se podendo sempre averiguar quem os particou, são praticados sob alçada da mesma greve. Em França foram hoje sabotados os caminhos-de-ferro


20 November, 2007

Comunismo - História de uma ilusão

Foi preciso arranjar um documentário alemão para, na televisão portuguesa, termos uma visão desapaixonada do comunismo (passe a injustiça de esquecer o documentário de Sandra Felgueiras sobre Cuba).
Enquanto na RTP1 se podia ouvir um senhor de cabelo comprido (quem era?) a defender Chávez, na RTP2 passava um excelente documentário sobre os primeiros anos do comunismo bolchevique. Ver um documentário em que fala Timothy Garton Ash - que fala excelente alemão, não sabia -, em que se fala do “Terror Vermelho” (termo aliás cunhado pelo partido bolchevique), ou no encerramento da Assembleia Constituinte (algo que o PCP não conseguiu em 1975 - não podemos dizer que não tivesse tentado) após esta ter chumbado o apoio ao governo bolchevique (esteve em funções uma hora); ver um programa assim demonstra bem como os alemães lidam geralmente com a história: duma forma fria e objectiva - vide documentários idênticos sobre a Era Nazi.
Com uma linguagem clara e sem concessões a ideais que esquecem os meios, o documentário merece ser revisto. Espero que emitam as duas próximas partes: “Aufstieg zur Supermacht” (”Ascenção a Superpotência”) e “Zerfall der Macht” (Queda do Poder).


18 November, 2007

Trabalhinho…

Os meus fins-de-semana têm sido assim:



15 November, 2007

Isto é Capitalismo (2)

My favourite ticketing system was in Mumbai, India,” Kim enthuses. “No one actually buys a ticket, but you can buy ‘ticket insurance’ from private entrepreneurs who work at the entrance of the station. The ‘ticket insurance’ is about half the price of a regular rail ticket. It gives you a guarantee that, in the extraordinary event that you are booked by a railways inspector for taking a free ride, your fine will be paid. A relative was once booked and the ticket insurer paid the fine exactly as promised.

Lindo!


14 November, 2007

Ah bom… se é por isso está bem!

Referendums on the new European Union Treaty were “dangerous” and would be lost in France, Britain and other countries, Nicolas Sarkozy has admitted.

The French president’s confession that governments could not win popular votes on a “simplified treaty” - drawn up to replace the EU constitution rejected by his countrymen two years ago - was made in a closed meeting of senior Euro-MPs.

Via Insurgente.


PS quer regulamentar teor de sal nos alimentos

O título da notícia é mesmo assim (obrigado pela indicação, João). O conteúdo, infelizmente, confirma(Público, página nove). O PS quer mesmo regulamentar o sal que temos nos alimentos…

Os deputados socialistas da comissão de Saúde da Assembleia da República estão a preparar um conjunto de propostas relativas à redução do teor de sal nos alimentos, disse ontem à Lusa o parlamentar Joaquim Couto.
A regulamentação de uma quantidade máxima de sal nos produtos alimentares, a rotulagem obrigatória dos alimentos - com a discriminação do seu teor de sal -, a fiscalização, pela ASAE, do cumprimento da legislação ao nível da produção e comercialização, campanhas de sensibilização para alertar para o perigo de consumos elevados de sal e uma aposta nas medidas médicas preventivas são algumas das propostas que os deputados socialistas estão a equacionar.

“Um grama a menos de sal por dia na dieta dos portugueses pouparia 2560 vidas por ano”, disse Joaquim Couto, citando o estudo Sal no Pão, da Universidade Fernando Pessoa (ver PÚBLICO de ontem), enfatizando também a relação dos consumos excessivos de sal com os acidentes vasculares cerebrais (AVC), a principal causa de morte em Portugal.
De acordo com o trabalho desenvolvido pela Universidade Fernando Pessoa, que compara os níveis de sal no pão português com outros países europeus, “um pão “normal” (sem ser integral ou sem sal) tem cerca de 19-21 gramas de sal por cada quilo de pão, enquanto no Reino Unido um pão tem cerca de 13 gramas de sal, em Itália 15, na Suíça 13 e em França 15″.
“Um grama a menos de sal por dia na dieta dos portugueses pouparia 2560 vidas por ano”, diz o deputado Joaquim Couto.

Mais dia menos dia vêm lá a casa levar o saleiro, para poupar não-se-quantas-vidas por ano.


Mais um ” proudest boast”

Rodrigo, respondo com outro grande homem:



Esta vai por extenso…

Uma das coisas mais intrigantes destes tempos é a forma como o Estado aproveita todas as oportunidades para extorquir cada vez mais dinheiro aos cidadãos, sob o pretexto da necessidade de pagamento de certos serviços.
Percamos um pouco de tempo com uma questão básica: os impostos que o Estado cobra são
supostos garantir o funcionamento de serviços públicos de inquestionável utilidade social. Ou seja, a receita arrecadada pelo Estado devia garantir questões como a saúde, a educação, serviços de urgência e segurança e a criação de infra-estruturas.Na realidade os cidadãos em geral já pagam diversos impostos, directos e indirectos, já descontam para a segurança social, já pagam
imposto de circulação, impostos sobre combustíveis, um IVA elevadíssimo em termos europeus, taxas municipais variadas, desde esgotos a saneamento, taxas incorporadas nas facturas de água e de electricidade, etc., etc.
Na semana passada descobriu-se, de repente, que a Força Aérea cobrava por acções de urgência
a pescadores portugueses no mar.No orçamento de Estado verifica-se que as Estradas de Portugal vão passar a ter umas receitas próprias que se traduzem em mais uma taxazita a pagar pelos utilizadores.Nos hospitais públicos a lista de casos em que há taxas apagar vai aumentando. Por este andar qualquer dia é preciso pagar para fazer uma queixa na polícia ou pela utilização do 112. Ou seja, está completamente subvertido o princípio de que os cidadãos pagam impostos para que o Estado lhes assegure determinados serviços públicos (aliás em número cada vez mais reduzido). E o mais estranho é que não só pagamos cada vez mais impostos, como a administração fiscal é cada vez mais prepotente na forma como trata os contribuintes.
Nós, cidadãos, somos simultaneamente clientes e accionistas do Estado, que nos trata mal quer numa, quer noutra das circunstâncias.Nenhum dos dois partidos que rodam o poder entre si, PS e PSD, está minimamente interessado nos cidadãos, a não ser em vésperas de eleições. E, nessa altura, fazem apenas promessas que depois não cumprem.Não era nada mau que existisse um partido dos contribuintes, como sucede em alguns outros países europeus.

Manuel Falcão, editorial do Meia Hora.


13 November, 2007

Portas afundou-se nos papéis?

Vale a pena confirmar as contas, TBR. As 24 páginas/hora que refere, dariam um enorme número de 24 páginas*24 horas *365 dias=210.240 páginas ao fim de um ano. Bem mais que as 68.893 que são referidas por não sei bem quem. Estas dão uns mais possíveis 68893 páginas/7 anos/365 dias=~27 páginas por dia.
O que não retira nada ao que disse (ainda que de a documentos em que aparece “Iraque” ou “Submarinos” a documentos de estado classificados vá um caminho). Portas veio dizer que são notas pessoais e que pagou por elas, o que me parece bem. Se dúvidas subsistirem sobre isso, e se se duvidar, que se investigue. Agora vir a lançar números que parecem vir do ministério da propaganda, e acusações sem confirmação e anónimas, não.
ADENDA: O TBR corrigiu para 24 páginas/dia. Mantém que se trata duma “pilhagem”, e está no seu direito. Tem aliás razão quando clarifica que não se trata duma questão de número. Eu no entanto preferia isto esclarecido por quem de direito, antes de opinar com base em fontes desconhecidas - ao mesmo tempo que não se esclarece nada e ficamos todos na dúvida. Uns darão o benefício, outros não.


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