Sombra à Sexta?
Ao Público de hoje só faltava o saco de plástico.
O diário anuncia-se com 236 páginas, mais Vieira da Silva na capa do “país positivo”, a “fábirca de Talentos”, e publicidade variada. Nota-se a estratégia de fazer sombra aos semanários de sábado, engordando a edição de sexta-feira. Evidentemente que ainda não consegui ler tudo (nem acabei o caderno principal), mas o Público tem feito um bom trabalho. O tratamento dado no P2 a temas que não cabem no caderno principal, privilegiando a reportagem, traduz-se numa mais valia para o leitor que acaba por tomar conhecimento com matérias pouco habituais em jornais. O P2 é um caderno quase-independente com qualidade de revista de grande informação.
Ademais, à sexta, passamos a contar com o semanário Público-A bola. ainda não li, mas noto já o traço que caracteriza os gratuitos: não tem “última página”, esta é dedicada à publicidade.
Também à sexta sai o caderno de Economia, que acaba por ser o traço amargo, pela nostalgia da “Dia D”, que deixa. Esta era muito mais útil, interessante e inteligente que o formato actual. Mas não se pode ter tudo.
O Público conta comigo há muitos anos e continua a contar. Gosto, pronto.

