Efemérides
Não tenho tido muito tempo - a faculdade mata-me - mas não queria deixar passar as efemérides desta semana.
A 7 de Novembro de 1917 deu-se o golpe de estado comunista na Rússia, que começou cerca de 80 anos de opressão. A Rússia totalitária serviu de inspiração para (ou impôs ela mesma) regimes comunistas totalitários em toda a Europa de Leste, na China, em Cuba, na Coreia do Norte, no Vietname, no Cambodja e um pouco pela restante Ásia. Muitos persistem. Milhões foram vítimas destes regimes e de terroristas em todo o mundo (grupos de canalhas como as RAF[ver aqui, ainda], Brigadas Vermelhas, FARC, PKK, Grupo 17 de Novembro, etc.) Em Portugal tivemos direito ao Verão Quente.
Tudo isso começou há noventa anos. E começou a acabar há dezoito.
A 9 de Novembro de 1989, numa atitude inesperada provocada por declarações televisivas dum membro do Politbüro (Günter Schabowski) do Partido Socialista Unitário Alemão (SED). Quando este declarou numa conferência de imprensa que a liderança socialista havia decidido autorizar viagens para o estrangeiro, e respondeu que, tanto quanto sabia, isso entraria em vigor de imediato (o que não era verdade), precipitou uma corrida ao muro (de ambos os lados), que não mais foi possível parar. As imagens fizeram história e ainda hoje arrepiam (pelo menos a mim, olha que essa!).
As manifestação de alegria e euforia. O conhecimento que se vivia história, e que a história acabava por vencer as tiranias. E também as manifestações de solidariedade e entre-ajuda entre os alemães de cá e os visitantes de lá, que eu vinham sem comida ou gasolina suficiente para as filas que se criaram na fronteira entre as duas Alemanhas. Em menos de um ano deixou de haver essa fronteira da vergonha.
De 1917 a 1989 foram muitos os crimes cometidos em nome desse ideal que se dá pelo nome de marxismo-leninismo e que começou há 90 anos. Em 1989 a história vingou-se e o povo ganhou a soberania em boa parte do território do “segundo mundo”. Os regimes que subsistem cairão. Mas a história não acabou. Além do Islamismo militante e do terrorismo religioso, subsistem os que em nome dum mundo colectivo querem impôr a todos os caminhos de algum. Na América do Sul assistimos a isso, mas os colectivistas-socialistas-comunistas andam por aqui também e não vale ceder.
Que nos lembremos disso esta semana.

