À Vontade do Freguês






14 November, 2007

Ah bom… se é por isso está bem!

Referendums on the new European Union Treaty were “dangerous” and would be lost in France, Britain and other countries, Nicolas Sarkozy has admitted.

The French president’s confession that governments could not win popular votes on a “simplified treaty” - drawn up to replace the EU constitution rejected by his countrymen two years ago - was made in a closed meeting of senior Euro-MPs.

Via Insurgente.


PS quer regulamentar teor de sal nos alimentos

O título da notícia é mesmo assim (obrigado pela indicação, João). O conteúdo, infelizmente, confirma(Público, página nove). O PS quer mesmo regulamentar o sal que temos nos alimentos…

Os deputados socialistas da comissão de Saúde da Assembleia da República estão a preparar um conjunto de propostas relativas à redução do teor de sal nos alimentos, disse ontem à Lusa o parlamentar Joaquim Couto.
A regulamentação de uma quantidade máxima de sal nos produtos alimentares, a rotulagem obrigatória dos alimentos - com a discriminação do seu teor de sal -, a fiscalização, pela ASAE, do cumprimento da legislação ao nível da produção e comercialização, campanhas de sensibilização para alertar para o perigo de consumos elevados de sal e uma aposta nas medidas médicas preventivas são algumas das propostas que os deputados socialistas estão a equacionar.

“Um grama a menos de sal por dia na dieta dos portugueses pouparia 2560 vidas por ano”, disse Joaquim Couto, citando o estudo Sal no Pão, da Universidade Fernando Pessoa (ver PÚBLICO de ontem), enfatizando também a relação dos consumos excessivos de sal com os acidentes vasculares cerebrais (AVC), a principal causa de morte em Portugal.
De acordo com o trabalho desenvolvido pela Universidade Fernando Pessoa, que compara os níveis de sal no pão português com outros países europeus, “um pão “normal” (sem ser integral ou sem sal) tem cerca de 19-21 gramas de sal por cada quilo de pão, enquanto no Reino Unido um pão tem cerca de 13 gramas de sal, em Itália 15, na Suíça 13 e em França 15″.
“Um grama a menos de sal por dia na dieta dos portugueses pouparia 2560 vidas por ano”, diz o deputado Joaquim Couto.

Mais dia menos dia vêm lá a casa levar o saleiro, para poupar não-se-quantas-vidas por ano.


Mais um ” proudest boast”

Rodrigo, respondo com outro grande homem:



Esta vai por extenso…

Uma das coisas mais intrigantes destes tempos é a forma como o Estado aproveita todas as oportunidades para extorquir cada vez mais dinheiro aos cidadãos, sob o pretexto da necessidade de pagamento de certos serviços.
Percamos um pouco de tempo com uma questão básica: os impostos que o Estado cobra são
supostos garantir o funcionamento de serviços públicos de inquestionável utilidade social. Ou seja, a receita arrecadada pelo Estado devia garantir questões como a saúde, a educação, serviços de urgência e segurança e a criação de infra-estruturas.Na realidade os cidadãos em geral já pagam diversos impostos, directos e indirectos, já descontam para a segurança social, já pagam
imposto de circulação, impostos sobre combustíveis, um IVA elevadíssimo em termos europeus, taxas municipais variadas, desde esgotos a saneamento, taxas incorporadas nas facturas de água e de electricidade, etc., etc.
Na semana passada descobriu-se, de repente, que a Força Aérea cobrava por acções de urgência
a pescadores portugueses no mar.No orçamento de Estado verifica-se que as Estradas de Portugal vão passar a ter umas receitas próprias que se traduzem em mais uma taxazita a pagar pelos utilizadores.Nos hospitais públicos a lista de casos em que há taxas apagar vai aumentando. Por este andar qualquer dia é preciso pagar para fazer uma queixa na polícia ou pela utilização do 112. Ou seja, está completamente subvertido o princípio de que os cidadãos pagam impostos para que o Estado lhes assegure determinados serviços públicos (aliás em número cada vez mais reduzido). E o mais estranho é que não só pagamos cada vez mais impostos, como a administração fiscal é cada vez mais prepotente na forma como trata os contribuintes.
Nós, cidadãos, somos simultaneamente clientes e accionistas do Estado, que nos trata mal quer numa, quer noutra das circunstâncias.Nenhum dos dois partidos que rodam o poder entre si, PS e PSD, está minimamente interessado nos cidadãos, a não ser em vésperas de eleições. E, nessa altura, fazem apenas promessas que depois não cumprem.Não era nada mau que existisse um partido dos contribuintes, como sucede em alguns outros países europeus.

Manuel Falcão, editorial do Meia Hora.


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