Greves
O maior problema das greve é que elas prejudicam, em primeiro lugar, os próprios trabalhadores.
O primeiro grande perigo, é que em dia de greve ninguém se aperceba da mesma. Com muitas mais greve gerais da função pública, arriscam-se os sindicatos a abrir os olhos ao povo, e que este comece a perceber que não lhe faz falta essa mesma função pública que ele, povo, paga com todas as compras e com todas as horas de trabalho. (OK, este é mais wishfull thinking, isto nunca vai acontecer; agora a sério)
Outro problema das greves, são as figurinhas que os líderes sindicais, ou os líderes do PC fazem. Há dias, em frente à Valor Sul, os grevistas estavam de plantão a impedir que camiões entrassem nas instalações da mesma. Ou seja, para além de estarem a coagir os que queriam entrar a não entrar (o que se pode aceitar), bloqueavam activamente a entrada de camiões que lá iam descarregar. A polícia, evidentemente, tratou de conseguir que isso não se passasse, e abriu caminho. Jerónimo de Sousa não tem mais nada: «Podem não ter existido cargas policiais, repressão mais ou menos violenta mas, claramente, as entidades governamentais e também as forças policiais tomaram partido e procuraram de forma desproporcionada, de forma ilegal, à luz do artigo 594 da lei da greve, impedir esse pleno exercício que a nossa Constituição define como competindo aos trabalhadores definirem o âmbito dos interesses a defender através da greve». Estamos conversados.
Além de dar palco a disparates destes, as greves têm outro problema. É quando não conseguem atingir o que queriam, dão azo a excessos que, não se podendo sempre averiguar quem os particou, são praticados sob alçada da mesma greve. Em França foram hoje sabotados os caminhos-de-ferro…

