À Vontade do Freguês






27 November, 2007

“Anarquia” nas estradas

In Europe, the idea of “naked streets” seems to be catching on. Towns in Denmark, Belgium and Germany have already stripped streets of their traffic lights and signs. And a few towns in Britain have been pondering the concept.


Deputada Luísa Mesquita expulsa do PCP

Luísa Mesquita foi expulsa do PCP. via
Não tenho pena.

Posso estar a ser injusto, mas quem ouviu Luísa Mesquita a insurgir-se contra as purgas a Zita Seabra, Mário Lino, Rolão Preto, Edgar Correia? Quando “vieram buscar” Júlio Fogaça ou Carlos Luís Figueira, Luísa Mesquita se não aplaudiu, calou-se. E com isso ajudou a instituir o modus operandi… Agora não se queixe.
Luísa que fica sentada, não só não é uma heroína, como é culpada. Ninguém pode dizer que não sabe ao que vai quando se junta ao PCP.


Estado casamenteiro

A família é a célula fundamental da sociedade.
Concordo: a família é a unidade nuclear (no sentido de mais pequena) da vida em sociedade. Mas não iria ao ponto de definir um único tipo de família, como o tipo “verdadeiro” de família; e é por isso que não me caem políticas de família no goto.
Será só a família dita tradicional (homem, mulher, filhos) digna de protecção, incentivo e subsídio? Não creio.
A vida em sociedade deveria servir para permitir a todos o desenvolvimento dos seus projectos pessoais em máxima liberdade, garantindo apenas que essa liberdade não inclui a “liberdade” (que não é liberdade, é poder) de coarctar a liberdade de outrém . Na minha visão, tendo vindo a este mundo sem que nos perguntassem, este mundo deveria pôr ao nosso dispôr todas as possibilidades (e a todos as mesmas) para que pudessemos desenvolver uma personalidade, objectivos de vida e uma vida feliz. Maximizar a felicidade de cada um por si - assim vejo a razão da vida - será o primeiro passo para maximizar a felicidade de todos. Esta visão não é original, evidentemente, não estou aqui a inventar a roda. Mas como muitas vezes falamos de que defendemos sem nos termos entendido quanto às premissas, aqui fica a minha.
Posto isto, e se assim é, porquê haver apenas uma forma de casamento civil, e porquê haver benefícios fiscais para certas formatações familiares, e não para outras? Se as pessoas vivem em felicidade fora das formas típicas de casamento, porquê não as tratar todas de forma igual?
E não, não defendo o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Defendo o fim do casamento civil.

A desenvolver.


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