Férias
Algarve, namorada, pais, irmã, sobrinhas. Tenho mais que fazer percebem?
Bom Natal e Feliz Ano Novo!
Micha
Algarve, namorada, pais, irmã, sobrinhas. Tenho mais que fazer percebem?
Bom Natal e Feliz Ano Novo!
Micha
No Natal vem ao de cima a minha mais vergonhosa mania: sou viciado em músicas de Natal.
É mau, eu sei. O resto do ano safo-me, desde que não vasculhem a lista do meu ipod; mas na quadra natalícia é impossível não disfarçar. Em todo o caso falo de músicas de Natal a sério. Nada de Wham, Mariah Carey ou Queen. Eu é mais isto:
Não liguem muito aos vídeos. Mas estes sons passam o ano na minha playlist…
Bom Natal a todos!
O comunicado da JP sobre o salário mínimo teve o dom de fazer discutir esse tema, numa discussão que ainda dura.
Não tenho o tempo desejado para escrever sobre a matéria, mas há algo que queria já deixar.
Quando se defende que deve haver um salário mínimo, qual é o suporte teórico para o defender, e para fixar o seu valor em concreto? O TBR indica alguns estudos sobre a matéria que “demonstram” não haver relação entre Salário Mínimo e desemprego. E como com estudos é à vontade do freguês, há os oppostos aqui e aqui.
Mas mais importante que isso é perceber o que pensam os defensores do SMN, para além de agitarem o fantasma do dumping social. Não se percebe qual é o modelo económico que usam para contraporem as consequências apontadas pelos opositores do SMN. Lendo este texto percebe-se: não há modelo nem suporte. Só a certeza que se combate a «total desestruturação do Estado social». Infelizmente, quando esse combate se torna num fim em si mesmo e não olha às verdadeiras consequências do “Estado Social”(apontadas na prática e com devido suporte teórico pelos seus opositores), começamos a curar a dor de dentes arrancando o maxilar.
Mas ficam algumas perguntas a resolver:
Porque é que há empregados que ganham mais que o Salário Mínimo?
Porque é que não se fixa o Salário Mínimo em 5000€?
Porque é que não se fixa o preço máximo do pão em 0,10€?
Porque é que não se impõe 9 meses de férias e três de trabalho?
Porque sobem os salários?
Quanto vale uma hora de trabalho?
E quem defende o direito a férias porque não defende férias de seis meses?
E quem defende 40 horas de trabalho semanal porque não defende cinco horas de trabalho semanal?
E quem defende cinco dias de trabalho semanal porque não defende apenas um?
Daniel Oliveira, em comentário a este post. Não posso falar em nome da Juventude Popular, mas nada que o Daniel refere deveria, a meu ver, ser imposto aos cidadãos.
Não consigo aceder a’O Insurgente. Pelo que li numa feed RSS (incompleta, porque os meninos não as publicam completas), o problema é notado e recorrente e deve-se às muitas visitas do colectivo.
Muitas visitas é bom, mas mau para mim como tal fico na dúvida:
a) peço ao governo que regulamente o acesso ao blogue? Não deviam ser os leitores mais recentes perder acesso, enquanto que os mais velhos como eu ficavam com a leitura em dia? (método salário mínimo)
b)tiro o link da coluna da direita, na esperança de fechar a torrente que leva visitas daqui para lá e assim acabar com alguma concorrência? (método Crestuma-Lever)
c) propôr que a rapaziada publique os feeds com posts completos, o que faria que tivesse que abrir muito menos vezes a página? (método cozinha sobre rodas)
Não não… Estás muito enganado. A melhor versão é esta:
Dame Judi Dench - Send in the Clowns
O líderes europeus estão a tentar fazer tudo de mansinho, como se o Tratado já estivesse ratificado. Em Lisboa até foi inaugurada uma placa comemorativa. O que lhes vai acontecer é que, a haver referendos, o que «a opinião pública vai exprimir não é exactamente a sua opinião sobre o objecto referendado (o tratado, que, de resto, desconhece por completo), mas sobre o modo como julga que os novos príncipes da Europa os estão a tratar. Um chumbo redondo, portanto.»
E depois não vale vir justificar “nãos” com o argumento de que os povos chumbaram os governos ou outra coisa qualquer. O voto é mesmo assim, cada um sabe porque dá o seu. Para mim, a arrogância de Sérgio Sousa Pinto no Prós e Contras vale meio voto não.
Ainda não percebi qual essa crise que supostamente vivemos recentemente… Em todo o caso é interessante o raciocínio: a Constituição é chumbada, logo arranja-se um novo documento igual na prática, para aprovar sem pedir cavaco a ninguém e sairmos da “crise”.
No Prós e Contras de ontem:
Pacheco Pereira foi claro e incisivo,
Sérgio Sousa Pinto foi arrogante e ou é estúpido ou acha que está rodeado de estúpidos,
João Gomes Cravinho usa argumentos de aluno da primária,
Miguel Portas é menos fradesco que Louçã, mas abusa da piada fácil.
Eu tirei as dúvidas que tinha. Assino a petição, também pela “foleirice” da argumentação de boa parte de quem não quer o referendo.
A Juventude Popular inaugurou anteontem o seu novo site. Podia haver muitas razões para o visitar, como ler o texto de AMN sobre Adelino Amaro da Costa, ou ler o seu programa. Teriam ainda a possíbilidade de descobrir o Caderno de Economia, que este humilde servo co-autorou. “O que é a Economia?“. Deixo-vos com a
CONCLUSÃO
Analisámos neste texto algumas ferramentas económicas que estão ao dispor dos
intervenientes na Economia. Analisámos depois algumas formas de intervenção na Economia.
Julgamos ter justificado devidamente todas as asserções que fizemos.
Escolhemos três fenómenos e três medidas económicas para ilustrar algumas influências da
Economia na vida do Homem e do Homem na Economia. Mais haveria a dizer, poderíamos
falar de Deflação, de Sindicalismo, de Cartéis e de vários outros efeitos e ferramentas. No
entanto optámos, a bem da simplicidade e da leitura fácil por usar exemplos que a maioria dos
cidadãos conhece.
Como conclusão diríamos que a Economia é anterior à lei e à intervenção dos governos. A
Economia existe como soma das trocas livres de todos os seus intervenientes. Sendo assim,
quanto mais livre o mercado for, melhores e mais ponderadas serão as escolhas do seus
intervenientes que, ao procurarem melhor satisfazer as suas necessidades, estão sempre a
encontrar o bem-comum.
A intervenção excessiva na Economia leva a distorções na distribuição dos recursos, leva a
menos eficiência económica e a pior gestão da riqueza.
Melhor que nas nossas palavras, acabemos com as de Henry Hazlitt:
(…) the whole of economics can be reduced to a single lesson, and that lesson can be
reduced to a single sentence. The art of economics consists in looking not merely at the
immediate but at the longer effects of any act or policy; it consists in tracing the
consequences of that policy not merely for one group but for all groups.
in Economics in one Lesson
Hayek sobre progresso (The Constitution of Liberty)
At any stage of this process there will always be many things we already know how to produce but which are still too expensive to provide for more than a few. And at an early stage they can be made only through an outlay of resources equal to may times the share of total income that, with an approximately equal distribution, would go to the few who could benefit from them. .. The new things will often become available to the greater part of the people only because for some time they have been the luxuries of the few. .. As long as the graduation is more or less continous and all the steps in the income pyramid are reasonable occupied, it can scarcely be denied that those lower down profit materially from the fact that others are ahead.
João Miranda sobre os contadores que nos querem impingir
Uma nota: Os benefícios para os consumidores dos contadores com leitura remota não estão igualmente distribuidos por todos. Quem consome mais tem mais vantagens do que quem não tem. Quem tem condições para entrar no negócio da microgerção tem mais vantagens do que quem não tem. Não faz por isso sentido nenhum que todos sejam obrigados a comprar os contadores ao mesmo tempo. Este é o tipo de investimento que faz mais sentido se for feito ao longo do tempo começando-se pelos nichos que podem tirar mais vantagem dele.
A passagem de Hayek, está devidamente enquadrada e discutida aqui.
Notícia do Jornal de Negócios de hoje:
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, manifestou-se hoje contra a introdução de salários mínimos obrigatórios por considerar que trava a criação de emprego.
(…)
A coligação democrata-cristã e social-democrata que governa a Alemanha acordou recentemente a introdução de um salário mínimo nos serviços postais prestados pela Deutsche Post a partir do dia 1 de Janeiro próximo, que oscilará entre 8 euros na parte oriental e 9,80 euros na parte ocidental.
Tal medida está a ser contestada por empresas concorrentes, como a TNT e o grupo PIN, que julgam demasiado elevado o salário mínimo por hora acordado
Ver também aqui.
A Alemanha, como sabem, não tem salário mínimo nacional (provavelmente até nem sabem, mas enfim).
Tem, nalgumas ocupações, salários mínimos negociados pelos parceiros, em sede de contrato colectivo de trabalho (Tarifvetrag). Ou seja, as confederações patronais e os sinidicatos sentam-se à mesa e negoceiam um salário mínimo para a indústria em questão. Como existe liberdade de associção, a lei não pode impôr um salário mínimo a nenhum dos parceiros do contrato colectivo de trabalho.
Não pode?
Bem, a SPD tem tentado impôr uns salários mínimos legais. Tem-se falado particularmente num salário mínimo para o sector dos correios. É que no ano que vem, cai o monopólio para o transporte de cartas, i.e., empresas podem concorrer com a Deutsche Post, num sector até agora monopolista. Para, no entanto, “proteger” os assalariados futuros de salários “injustos”, os sindicatos têm pressionado, e o poder política parece ter cedido. E hoje aconteceu o inevitável. A PIN, player em potência neste mercado, veio anunciar que terá de despedir cerca de 1000 dos 9000 empregados, caso esta lei venha a passar. Algo que normalmente acontece às escuras (porque o salário minimo já existe, logo não vemos as consequências escondidas), acontece aqui às claras: um preço mínimo fixado para o salário, leva a que menos emprego seja criado, caso o salário mínimo esteja fixado acima do valor de mercado do trabalho. Claro que os sindicatos se mandam ao ar, mas também o podiam fazer pelo sol que se põe todos os dias, esse malvado.
É que há coisas que acontecem por natureza.
Parece um daqueles esquemas em pirâmide ou um daqueles emails em cadeia que circulam na internet, mas não é. A frase foi tirada de uma campanha publicitária que promove a segurança social. Não quebre esta corrente.
Sim, João Miranda, mas que é a Segurança Social senão um esquema em pirâmide?
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