Argumentos?
E quem defende o direito a férias porque não defende férias de seis meses?
E quem defende 40 horas de trabalho semanal porque não defende cinco horas de trabalho semanal?
E quem defende cinco dias de trabalho semanal porque não defende apenas um?
Daniel Oliveira, em comentário a este post. Não posso falar em nome da Juventude Popular, mas nada que o Daniel refere deveria, a meu ver, ser imposto aos cidadãos.


Michael, compreendo esses ideais liberais. Mas vejo-os de forma tão utópica como vejo o comunismo (ou, com jeitinho, ainda mais).
Se não vejamos:
- Inexistência de imposição de número de horas: pessoas a trabalhar, por imposição da empresa, 100 horas. Gerentes a trabalhar, por permissiva da empresa, 5 horas. Justo.
- Inexistência de direito a férias: operários a não terem direito a férias (ou são despedidos) e gerentes a terem 2 meses de férias. Justo.
- Inexistência da estipulação de dias de trabalho semanal: operários a trabalharem 7 dias por semana. Gerentes a trabalharem 2.
Enfim, como disse, vejo numa redoma de utopia esses ideais liberais. No dia em que todos formos honestos, trabalhadores, dedicados, verticais, humanitários talvez o neoliberalismo funcione. Até lá, os resultados estão à vista: Reagen, Margaret Tatcher, Pinochet… economias muito “fortes”, mas só para alguns.
Comment by Mário Lopes — 20 December, 2007 @ 14:14
E o Caro amigo Mário Lopes acredita que uma empresa que pratique o que referiu se consegue manter competitiva?
Óbvio que não. O mercado tratará de a retirar de cena.
Comment by DM — 20 December, 2007 @ 23:48
DM,
Ahhh, a boa velha utopia!
E os cartéis também não existem, certo? O que impediria de um grupo de empresas subir em conjunto os preços? Aliás, não foi isso que a história do liberalismo económico trouxe?
Comment by Mário Lopes — 21 December, 2007 @ 19:54