À Vontade do Freguês






23 December, 2007

Salário Mínimo

O comunicado da JP sobre o salário mínimo teve o dom de fazer discutir esse tema, numa discussão que ainda dura.
Não tenho o tempo desejado para escrever sobre a matéria, mas há algo que queria já deixar.
Quando se defende que deve haver um salário mínimo, qual é o suporte teórico para o defender, e para fixar o seu valor em concreto? O TBR indica alguns estudos sobre a matéria que “demonstram” não haver relação entre Salário Mínimo e desemprego. E como com estudos é à vontade do freguês, há os oppostos aqui e aqui.
Mas mais importante que isso é perceber o que pensam os defensores do SMN, para além de agitarem o fantasma do dumping social. Não se percebe qual é o modelo económico que usam para contraporem as consequências apontadas pelos opositores do SMN. Lendo este texto percebe-se: não há modelo nem suporte. Só a certeza que se combate a «total desestruturação do Estado social». Infelizmente, quando esse combate se torna num fim em si mesmo e não olha às verdadeiras consequências do “Estado Social”(apontadas na prática e com devido suporte teórico pelos seus opositores), começamos a curar a dor de dentes arrancando o maxilar.
Mas ficam algumas perguntas a resolver:
Porque é que há empregados que ganham mais que o Salário Mínimo?
Porque é que não se fixa o Salário Mínimo em 5000€?
Porque é que não se fixa o preço máximo do pão em 0,10€?
Porque é que não se impõe 9 meses de férias e três de trabalho?
Porque sobem os salários?
Quanto vale uma hora de trabalho?


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