À Vontade do Freguês






23 January, 2008

Lei do fumo

Sobre isto
O maior problema desta discussão é quando as pessoas pensam que se discutem os direitos dos fumadores versus os direitos dos não-fumadores. É que ambos têm exactamente o mesmo direito quanto a restaurantes, casinos, cafés, discotecas, etc: têm o direito de entrar e o direito de ficar em casa. Os donos têm o direito de decidir o que bem entenderem na sua propriedade: servir chanfana ou servir pregos no pão, servir cerveja quente ou vinho tinto gelado, exigir que os clientes vistam um laço cor-de-rosa ou ter empregadas nuas, deixar que se fume ou não.
Desde que o cliente saiba antes de usufruir do serviço, ao que vai… Porreiro pá.

Não compreendo este vício de querer reclamar “direitos” de outrém que só nos vai oferecer um serviço, se o escolhermos.


11 Comments »

The URI to TrackBack this entry is: http://avontadedofregues.blogsome.com/2008/01/23/lei-do-fumo/trackback/

  1. Eu coloco as coisas sempre da seguinte maneira. Vai um grupo de amigos, metade fuma outra metade não fuma. Vão todos jantar a um sítio qualquer. Onde irão? Um restaurante onde é proibido fumar ou a um restaurante em que tal seja permitido? Claro que por causa dos elementos fumadores do grupo, e para este não se separar irão a um local onde é permitido fumar e levar todos com o fumo uns dos outros. Deveria ser proibido fumar em todos os espaços fechados, como já acontece em outros países, e não dar qualquer tipo de opção aos proprietários porque senão acabará tudo por ficar na mesma.

    Comment by PTrevor — 23 January, 2008 @ 23:32

  2. Eu punha as coisas assim, então: um grupo de amigos vai jantar fora, metade é vegetariana e metade carnívora. Onde vão? Com a mesma liberdade do PTrevor, afirmo que vão a um restaurante que serve carne. Moral da história: devia ser proibido servir carne em todos os restaurantes, afinal até se sabe que comer carne é pior que comer legumes…

    Comment by ms — 23 January, 2008 @ 23:51

  3. Não será bem assim… Uma vez que por algumas pessoas comerem carne, as outras não a comem nem directa ou indirectamente, enquanto que se forem a um restaurante de fumadores, apesar de apenas fumar activamente os restantes irão fumar passivamente! E além disso acredito que fossem ao vegetariano ;)

    Comment by PTrevor — 24 January, 2008 @ 02:43

  4. Eu também gosto de usar esse argumento. No entanto, contém uma falha que não consigo contornar…
    E os empregados? Muito bem que só lá trabalha quem quer. Mas penso que é razoável pensar que trabalhar e decidir a que restaurante ir são escolhas bem diferentes. Ou não?

    Comment by Tiago — 24 January, 2008 @ 09:58

  5. “Não compreendo este vício de querer reclamar “direitos” de outrém que só nos vai oferecer um serviço, se o escolhermos.”

    Exactamente, Michael.

    Comment by LA — 24 January, 2008 @ 11:51

  6. Como andei a bater no “ceguinho” há uns tempos:

    Não tenho nada contra restaurantes para fumadores, desde que:
    a) Seja anunciado, em local VÍSIVEL E COM DESTAQUE, que é um restaurante para fumadores. O “default” deve ser para não fumadores (visto a maioria da população ser não fumadora).
    b) Seja vedada a entrada a menores de 18 anos;
    c) Exista um termo de responsabilidade, assinado por cada um dos trabalhadores, a aceitar trabalhar nessas condições (não nos vá dar uma de “americana” e começar os processos cíveis);
    e) Eventualmente existirem extractores/purificadores de ar para manter uma qualidade mínima do mesmo.

    Agora, e de alguém que, como o “dono do blogue”, passou muitos anos no defumadouros da Fac. de Eng. da UP, acho SEMPRE melhor uma solução de protecção da parte “fraca” (não fumadores) do que da parte forte.

    Comment by Carlos Duarte — 24 January, 2008 @ 13:13

  7. Tiago, cada um saber onde trabalha e porquê. Se de facto os trabalhadores de cafés e restaurantes (antes da lei), estivessem tão renitentes em trabalhar nesses sítios em que se fumavam, os salários dessas actividades seriam bem melhores. Não creio que o factor fumo/não-fumo no local de trabalho fizesse tanta diferença. Em todo o caso não me sinto em condições de o avaliar, e volto ao início: cada um sabe porque trabalha num ou noutro sítio.

    Comment by ms — 24 January, 2008 @ 15:09

  8. Carlos, não está em causa a proibição de fumar em espaços públicos mas sim a de espaços privados. Que o Estado decida que proibe fumar nos seus espaços é o seu direito, como dono - que o obrigue nos espaços privados não é legítimo.

    Comment by ms — 24 January, 2008 @ 15:12

  9. Tudo se resolveria com a regulação da propriedade privada especificando o direito de admissão. Cada proprietário sabe de si. Cada cliente deve olhar, e fazer o balanço, antes de entrar.
    No espaço público manda a maioria.

    Comment by MJP — 24 January, 2008 @ 20:55

  10. MJP: tem toda a razão. O problema é quando ouvimos o argumento que os restaurantes são espaços públicos. É a colectivização da propriedade privada… vai ver quando começarem a querer regular o teor de gordura nos alimentos…

    Comment by ms — 24 January, 2008 @ 23:20

  11. Michael, não falei de lugares públicos (a não ser na última parte do posto). Em relação aos privados, desde com restrições (a de ser vedada a entrada a menores de 18 anos é mais que óbvia), não vejo qual o problema!

    Comment by Carlos Dyarte — 26 January, 2008 @ 12:14

RSS feed for comments on this post.

Leave a comment

Line and paragraph breaks automatic, e-mail address never displayed, HTML allowed: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>



Anti-spam measure: please retype the above text into the box provided.

Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Hadley Wickham