Outros poisos…
Comecei hoje a minha intervenção no blogue da Ala Liberal do CDS. Aqui, aqui e aqui.
E postas assim as coisas, poderíamos ficar contentes: não-socialistas devia haver muitos em Portugal. Pois mas não há. Que servisse esta nossa conglomeração para demonstrar isso, e já teria feito um enorme serviço ao país. BE, PCP, PS, PSD são tudo partidos vincadamente socialistas. Só o CDS pode ter uma intervenção liberal, o que aliás pode (e penso que deve) acontecer sem tornar o CDS num partido liberal.
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vim dar a um pensamento coerente e atraente. Diferente do discurso habitual. Lógico e intrigante. E curiosamente não foi dentro do CDS ou a da JP que me converti.
Se me tornei liberal devo-o aos blogues.
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Blogosfera fora citavam-se ideias e livros que me eram desconhecidos, mas apelativos. Lembro me particularmente do António Costa Amaral ter o hábito de citar obras. E a vantagem dessa obras, as liberais, é que estão disponíveis gratuitamente online.
Comecei por ler um livro curto e conciso sobre Economia que, apropriadamente, se chama “Economics in One Lesson“, do jornalista-economista Henry Hazlitt. Daí passei ao livro em que Hazlitt se inspirara: Ce qu’on voit et ce qu’on ne voit pas, que li em inglês (pdf).
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Caro Michael,
Fui “inspecionar” o tal “Ala Liberal” - apesar das minhas sérias dúvidas que qualquer movimento “liberal” possa sair de um partido como o PP - e apenas confirmou as minhas muito sinceras dúvidas.
Não é com Pires de Lima que o liberalismo vai entrar em Portugal… Não é com gestores de pacotilha, que o são não por mérito próprio mas por jogos de influência e ligações políticas e familiares. Posso estar enganado sobre a pessoa em causa, mas não me parece…
Se esse senhor fosse, efectivamente, um liberal dos sete costados, tinha-se demitido do cargo de deputado. Ser gestor de uma empresa privada (já lá vamos) não é consentâneo com o exercício do cargo.
O liberalismo, quando e como surgir, nunca virá de “doutores encartados” por MBA’s ou similares, virá de pessoas que construíram as suas próprias empresas, contra tudo e contra todos, e que não se limitam a administrar o que é dos outros, sem riscos, e com “golden parachuttes” caso a coisa corra mal.
Boa sorte, é o que desejo ao projecto, mas vais-me desculpa a honestidade de te dizer que não antevejo nenhum futuro brilhante, como não tiveram todos os outros projectos similares que foram “aparecendo” dos diversos quadrantes.
Um abraço
Comment by Carlos Duarte — 20 February, 2008 @ 11:38