Serviços públicos
Caro leitor, vê o Prison Break na RTP1? Assiste ao “Prós e Contras”? Gosta de Malato à sexta-feira? Goste ou não, paga à mesma via factura da electricidade-luz.
Acha que paga muito? Acha que lhe estão a cobrar por um serviço que não lhe interessa? Ao qual se calhar nem atesta qualidade e nem assiste? Acha? Pois prepare-se, é que o «presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, comprometeu-se ontem à noite numa entrevista à SIC Notícias, a retirar a publicidade da RTP se ganhar as eleições legislativas de 2009 e formar Governo, deixando o mercado publicitário para os privados.»
Parece que só assim é que se consegue um verdadeiro “serviço público”.
Serviço público, para quem não sabe, é um termo neo-socialista que quer dizer qualquer coisa como “Serviço pago pelos contribuintes, mantido pelo estado, com orientação política mais ou menos apertada pelo governo, mantido para dar a ideia que serve para estabelecer um patamar mínimo de qualidade, solidariedade, concorrência, etc. O fim deste tipo de serviços é encarado pelo neo-socialismo como o fim da qualidade, solidariedade, concorrência, etc, na área de intervenção respectiva. O contribuinte paga, quer queira ou não usufruir do(s) serviço(s), via imposto. A qualidade do serviço não é geralmente auferida por via independente para garantir que não se ponham questões incómodas. Exemplos são a RTP, a CGD, o Ministério da Cultura e o servição nacional de educação.“

