Come on, focus…
Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial.
Quanto à proibição das importações, as taxas aduaneiras e os subsídios às produções nacionais, que têm os mesmíssimos efeitos, nem uma palavra.
Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial.
Quanto à proibição das importações, as taxas aduaneiras e os subsídios às produções nacionais, que têm os mesmíssimos efeitos, nem uma palavra.
A liberdade é, sobretudo, a liberdade de fazer figuras tristes, bem como de dizer coisas tristes.
Porque hoje é 25 de Abril, Viva a Liberdade!
Vale a pena relembrar duas simples noções de economia: os bens distribuem-se nas suas várias utilizações possíveis consoante o lucro esperado de casa uma delas; a escassez de certos bens (que provoca preços altos) é natural ao nosso sistema físico, já a carência (i.e., a não disponibilidade de certos bens no mercado) é artificial e normalmente consequência da fixação de preços máximos abaixo dos preços de mercado.
Portanto que falte comida nas prateleiras da Venezuela é natural, se o seu presidente insistir em combater a inflação (que não é mais que a sobre impressão de dinheiro) com tectos na subida dos preços (que nada mais fazem que acompanhar a inflação da moeda, mantendo os preços reais ao mesmo nível, se o contarmos na proporção de unidades de moeda disponível). Que falte comida em África é igualmente natural, se os países industrializados insistirem em subsidiar os biocombustíveis, tornando a sua produção mais lucrativa que a produção de comida.
Se D. Dinis, além do Tratado de Alcanizes, tivesse assinado um acordo ortográfico com no seu tempo, ainda escreveríamos assim?
Abéspra, ou abéspora, ou abéspera. O mesmo que vespa. Ex. Picou-me uma abéspra.
(…)
Escaganeirado, Pessoa com pouca força de vontade a quem tudo mete medo. Ex. És uma escaganeirado
(…)
Galifate, Adolescente que já começa a ter barba. Ex. O teu filho está galifate.
(…)
Zirboada, bátega de chuva. Ex. Veio uma zirboada que me molhou todo.
Algures na quinta-feira o À Vontade do Freguês atingiu as 10000 visitas, contadas pelo Blogpatrol. Já são mais, porque o contador não está cá desde o início (o StatCounter conta 12,648). Mas fica o simbolismo.
Comecei a 9 de Junho de 2006. A todos os leitores - os que conheço e desconheço - a todos os que comentam e a todos os que linkam este cantinho, o meu muito obrigado. Escrevo primeiro para mim, para ordenar e relacionar ideias, mas sem vocês não tinha piada nenhuma.
Obrigado,
Micha
A “mania” das directas que o PS trouxe para Portugal e que também infectou o PSD e o CDS, é talvez o pior equívoco político-partidário do início deste nosso século.
Com meia dúzia de argumentos fáceis se convencem os cépticos de que o método de eleição do líder partidário por todos os militantes é mais democrático, liga mais as direcções às bases, é mais moderno, etc, etc, etc. Hoje, após a experiência que vivi dentro do CDS, e em vista do que se adivinha para o PSD posso dizer que discordo completamente deste método de eleição.
Antes de mais convém perceber que nenhum método (directas versus congresso) é mais democrático que outro. Eleger um líder de forma directa ou indirecta é igualmente democrático (veja-se que em Portugal o chefe de governo é nomeado e não eleito), até porque ninguém é obrigado a militar num partido, logo só participa se aceitar as regras internas desse partido - tomadas por maioria, supõe-se.
De seguida a questão da proximidade dos líderes com as bases. Creio que é uma falsa questão, porque os congressistas que elegem o líder em congresso são igualmente, em boa parte, militantes de base e eleitos por esses. A eleição directa não garante que o mais votado é que está mais próximo das bases.
Mas creio que o efeito mais danoso na coesão interna e na imagem dum partido é o desgaste que um processo eleitoral directo necessariamente acarreta. A experiência mostra que num congresso partidário se concentram todos os ataques, toda a roupa suja, toda a cisão possível dum partido. Explode nessas horas, mas quando termina os partidos têm tendência a unir-se de volta do seu líder. Os ressentimentos não se arrastam e os problemas são resolvidos “dentro de casa”. Os discursos são avaliados no imediato e por todos os congressistas e todos têm acesso à mesma informação. Há os “jogos de bastidor”, é certo, mas discursos e comportamentos “indecentes” podem ser denunciados do palanque para todos os congressistas apreciarem. Ribeiro e Castro, por exemplo, achou indecente que Telmo Correia apresentasse o João Almeida como putativo secretário-geral ao congresso de Lisboa do CDS. Disse-o ao congresso e cada congressista terá avaliado como quisesse os inputs fornecidos.
Em eleições directas, tudo é mais manhoso. As voltas dos líderes às bases potenciam discursos de diz-que-disse, ou diz-que-vai-fazer, que criam assimetria de informação. Um candidato não tem como se defender de algo que o outro disse numa reunião em que não esteve representado. Não pode, igualmente, contrapor propostas ou retóricas que nunca ouviu. Os debates televisivos multiplicam a exposição negativa da “lavagem de roupa suja” por todo o tempo que uma campanha interna dure.
Não há um momento em que é o tudo ou nada, não há uma concentração de esforços, tudo dura mais e isso na vida partidária quer dizer mais imagem negativa.
Hoje, não contam comigo para cavalgar a onda das directas. Os congressos são, curiosamente, muito menos permeáveis à manipulação e ao poder das estruturas. São mais carismáticos e mais imprevisíveis. Vamos ver o que será do PSD nestas semanas…
A onda continua. De S. Bento vem Patinha Antão, de Beja o presidente distrital Amílcar Mourão, da Maia o presidente da câmara Bragança Fernandes, secundado pelo seu colega de cargo em Valongo, Fernando Melo.
Aqui.
PS: Não será inocente uma concentração de apelos à recandidatura de LFM situados no distrito do Porto. É que o presidente da distrital laranja, Marco António Costa, é quem mais perde com o regresso de LFM à Câmara.
Menezes não é parvo. A palavra de ordem é vaga de fundo. O homem escolhe a hora e o modo e fê-lo muito bem.
Até à data da apresentação das candidaturas vamos ver declarações várias a pedir que reconsidere, que as bases querem e que o partido precisa que o homem se recandidate.
Ele vai dizendo que não pode.
Entretanto os “outros” têm que ir aparecendo. Como fica sempre a dúvida se LFM avança ou não, quem tem prestígio a perder não aparece. Marcelo, por exemplo, não se sujeita a perder contra LFM. Já Aguiar Branco é quase obrigado a ir a jogo. Entretanto LFM fica nas calmas, a ver quem de facto aparece, com que apoios, e elabora a estratégia de vitória. Quando quiser “cede” às pressões, recandidata-se e ganha.
Easy.
A vaga vem de Gaia, de Gaia, de Lisboa, do Baronato, de Sintra…. E continuará por esse país fora. Alguns destes senhores hão se ter falado cedo de mais.
O grande capital é o flagelo do nosso mundo. Já sabemos. Só quer é amealhar dinheiro para ter mais e mais dinheiro, até não ter mais que fazer ao dinheiro. Idealmente quer obter o dinheiro tirando-o e roubando-o a quem tem pouco - dá mais prazer.
E depois, há os capitalistas que, não contentes, têm o desplante de gastar dinheiro a dá-lo a quem não tem. Em vez de gastar em coisas de ricos como “sopa e gravatas e tudo“*, vão dá-los aos pobres… Fássistas!
Fui bem alertado por essa conduta criminosa por aqui e aqui, onde se lê (juro que está lá escrito, não fui eu que inventei - queria ter inventado, mas a realidade adiantou-se juro, juro, juro):
[A caridade corrói a democracia] Por que devem ser os mais ricos a definir as prioridades sociais? Devem ser os governos eleitos, impondo sistemas fiscais realmente progressivos, a decidir.E:
Na verdade, a solidariedade social tem sido utilizada, na maioria das vezes, pela Igreja Católica e outras instituições de direita, com o simples objectivo de enfraquecer os movimentos sociais de base e políticos, que lutam, estes sim, por uma maior igualdade social.
Lindo. Tinha sido rápido demais a descartar o CC das minhas leituras diárias. Keep it up. Via AMN.
*Raúl Solnado in “História da Minha Vida“
JM no Blasfémias:
Aliás, um ginásio pode perfeitamente justificar um preço da seguinte forma: o preço resulta da política comercial da empresa cujo objectivo é maximizar o lucro.
Pergunto-me se isso é lícito face ao preceito constitucional de economia mista.
Um tipo aqui da FEUP perdeu uma pen e mandou um mail a ver se a reavia, que termina assim:
«agradecia a quem na (sic) encontra-se (sic) entra-se (sic) em contacto comigo.»
Fiquei na dúvida: com o novo acordo já e pode escrever assim, ou essa simplificação fica para o próximo?
Este país sofre de Socialismo galopante…
Três cadeias de ginásios têm amanhã como data-limite para justificar porque é que não ajustaram os seus preços em função da descida do IVA sobre a actividade, de 21 para cinco por cento.
Qual é a justificação para um absurdo deste? Onde é que está escrito que os ginásios não podem fixar o preço que querem?
Portugal sofre de Socialismo galopante, inscrito na constituição, na lei e na acutação de malta como a da Direcção-Geral do Consumidor.
O consumidor dirige-se muito bem sozinho, obrigadinho…
Ainda mesmo à rasquinha, e porque o José Pires lembrou, faz hoje, 16/04, que morreu o homem que deu o mote a este blogue. Alexis de Tocqueville morreu a 16 de Abril de 1859.
É talvez o único pensador francês que trago
O FCP esta época já só dará alegria se ganhar a Taça de Portugal. Se daqui em diante perder todos os jogos menos esse, não me chateio.
Agora estou dividido: prefiro ver o Porto encavar o Benfica, nessa final, ou ver o mesmo Benfica perder na segunda parte um jogo ganho na primeira?
Opções…
Depois das besteiras que se escreveram, disseram e que nos okuparam o tempo, este notícia passa, quem diria?, bastante despercebida.
Câmara já pode entregar gestão do Rivoli a La Féria
O estado, altera e modela a bel-prazer uma instituição que deveria apenas viver da vontade dos noivos. Assim, ao invés de estarmos perante uma união que satisfaça ambas as partes o melhor possível, estamos perante uma união que satisfaz um terceiro, e as partes envolvidas escolhem o menos mau dos possíveis regimes.
Ler o resto do meu post, aqui.
O Tiago Loureiro, da JP da Maia, apresenta uma alternativa à minha ideia sobre o casamento civil - que ainda não desenvolvi aqui como queria, mea culpa.
Na minha perspectiva, se queriam realmente dar um passo em frente, deveriam atribuir ao Estado um papel meramente instrumental na celebração do contrato de casamento civil (cuja existência considero importante pelo simbolismo social que detém e por permitir o casamento fora do âmbito religioso), fazendo-o imiscuir-se o menos possível na celebração do mesmo, nomeadamente em certos termos nele presentes.
No fundo estamos de acordo, ainda que o Tiago ache que o estado deve ter o papel da celebração, por questões simbólicas. Diz aliás, que assim se permite celebrar o casamento fora do âmbito religioso, que foi algo que já ouvi, mais ou menos assim, da Mafalda. Eu não atribuo essa valência sancionatória ao estado, como que se apenas aquelas uniões que o estado aceita sejam válidas de reconhecimento social e do simbolismo subjacente. Além do mais, parece-me que essa argumentação é a mesma que leva a que se exija esse “direito” (ao tal simbolismo) para todo o tipo de uniões, retirando na prática ao casamento toda a identidade.
Por essas e por outras, e, para que conste não sou religioso, defendo o casamento fora da alçada do estado.
Ainda assim a ideia do Tiago é uma lufada de ar fresco e não posso deixar de o felicitar, até porque o Tiago reconhece que a alteração que é discutida pelo BE-PS vai no sentido de retirar liberdade aos cidadãos e que «o Estado terá a faca e o queijo nas mãos nas decisões de divórcio e outras questões subjacentes». É que para muitos iluminados, liberalizar o divórcio vem “dar mais liberdade à malta”.
Caros leitores, há um, novo, «luxo que já está a gerar críticas dos ambientalistas.»
Trata-se do excentríssimo, tomar banho de água quente em aviões…
A verdadeira razão, não parece ser ambiental mas antes ideológica. Quando são os ambientalistas a ter a palavra, percebemos que muito do ambientalismo é marxismo recauchutado:
“Os 18 por cento mais ricos deste país (Grã-bretanha) apanham 54 por cento de todos os voos. O Governo está a dizer-nos para apanharmos menos voos, mas o enorme incremento do tráfego aéreo não se deve às viagens de férias das pessoas vulgares, mas antes aos excessivos voos dos mais abastados. Será este o tipo de desenvolvimento que a indústria da aviação realmente precisa?” comentou Robbie Gillett, da Plane Stupid.
Como a religião e o partido, o clube não se explica, sente-se. E sente-se muito bem quando ganha mais que os outros.
Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Hadley Wickham