O preço das propostas
O CDS apareceu com uma proposta que cheira muito a Socialismo de primeira. Ora se eu, que dou o benefício da dúvida à direcção de Portas e ao grupo parlamentar, fico com essa ideia, imagino o que ela provoca em que ainda se tem que deixar convencer pelo CDS. Também por isso, assino um texto em conjunto com o Adolfo Mesquita Nunes, no blogue da Ala Liberal, sobre essa proposta e possíveis consequências - demarcando a nossa visão do CDS da defendida na proposta em questão. Não é, de facto, o nosso caminho.
Portas e o grupo parlamentar atiram-se para a esquerda do PS com esta proposta, e ficamos com dúvidas que tal disparate consiga ser corrigido a tempo de convencer o eleitorado liberal para as eleições de 2009. Fica a ideia que com este CDS no governo a economia estaria ainda pior que com o PS. É pena. E não nos apetece ir por aí.


Boa, Micha!
Percebes agora melhor porque saí daquele último congresso consternado? O q esperas mesmo em 2009 senão um partido descaracterizado?
Abr. André
Comment by André Pinho — 4 April, 2008 @ 18:14
André, se hoje se repetisse o congresso com as mesmas alternativas, continuava a fazer a mesma escolha. Estou aliás contente com a direcção do partido em muitas outras matérias.
Nesta matéria, ou por excesso de voluntarismo, ou por que raio, há uma proposta que não vai minimamente de acordo com o que penso ser bom para o país.
O rumo pode-se corrigir? Penso que sim, ainda que estas propostas demontrem um incomodativo desconhecimento em matérias económicas.
Comment by ms — 4 April, 2008 @ 19:36
Pois eu acho que a direcção do partido deu sinais no congresso de que pretende tapar as ideologias do partido, sejam elas agora alas ou não, com pragmatismo. Que também pode ter nomes de “Catch-all”, super-abrangência, populismo, etc.. Este é para mim um dos 1.os sinais, metendo-se na gaveta um ponto claro onde as raízes liberais do partido costumam falar mais alto.
Também votaria da mesma forma que votei se o congresso fosse hoje. O que não quer dizer que tenha gostado dele e da muitas das coisas que se passaram desde então. Tudo demasiado déjà-vu, e quando não o é, desastres destes.
Comment by André Pinho — 4 April, 2008 @ 23:27