À Vontade do Freguês






8 April, 2008

Ainda o casamento

O Tiago Loureiro, da JP da Maia, apresenta uma alternativa à minha ideia sobre o casamento civil - que ainda não desenvolvi aqui como queria, mea culpa.

Na minha perspectiva, se queriam realmente dar um passo em frente, deveriam atribuir ao Estado um papel meramente instrumental na celebração do contrato de casamento civil (cuja existência considero importante pelo simbolismo social que detém e por permitir o casamento fora do âmbito religioso), fazendo-o imiscuir-se o menos possível na celebração do mesmo, nomeadamente em certos termos nele presentes.

No fundo estamos de acordo, ainda que o Tiago ache que o estado deve ter o papel da celebração, por questões simbólicas. Diz aliás, que assim se permite celebrar o casamento fora do âmbito religioso, que foi algo que já ouvi, mais ou menos assim, da Mafalda. Eu não atribuo essa valência sancionatória ao estado, como que se apenas aquelas uniões que o estado aceita sejam válidas de reconhecimento social e do simbolismo subjacente. Além do mais, parece-me que essa argumentação é a mesma que leva a que se exija esse “direito” (ao tal simbolismo) para todo o tipo de uniões, retirando na prática ao casamento toda a identidade.
Por essas e por outras, e, para que conste não sou religioso, defendo o casamento fora da alçada do estado.
Ainda assim a ideia do Tiago é uma lufada de ar fresco e não posso deixar de o felicitar, até porque o Tiago reconhece que a alteração que é discutida pelo BE-PS vai no sentido de retirar liberdade aos cidadãos e que «o Estado terá a faca e o queijo nas mãos nas decisões de divórcio e outras questões subjacentes». É que para muitos iluminados, liberalizar o divórcio vem “dar mais liberdade à malta”.


Pneus antigos, como novos

Caros leitores, há um, novo, «luxo que já está a gerar críticas dos ambientalistas.»
Trata-se do excentríssimo, tomar banho de água quente em aviões
A verdadeira razão, não parece ser ambiental mas antes ideológica. Quando são os ambientalistas a ter a palavra, percebemos que muito do ambientalismo é marxismo recauchutado:
“Os 18 por cento mais ricos deste país (Grã-bretanha) apanham 54 por cento de todos os voos. O Governo está a dizer-nos para apanharmos menos voos, mas o enorme incremento do tráfego aéreo não se deve às viagens de férias das pessoas vulgares, mas antes aos excessivos voos dos mais abastados. Será este o tipo de desenvolvimento que a indústria da aviação realmente precisa?” comentou Robbie Gillett, da Plane Stupid.


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