À Vontade do Freguês






17 April, 2008

Malvados

O grande capital é o flagelo do nosso mundo. Já sabemos. Só quer é amealhar dinheiro para ter mais e mais dinheiro, até não ter mais que fazer ao dinheiro. Idealmente quer obter o dinheiro tirando-o e roubando-o a quem tem pouco - dá mais prazer.
E depois, há os capitalistas que, não contentes, têm o desplante de gastar dinheiro a dá-lo a quem não tem. Em vez de gastar em coisas de ricos como “sopa e gravatas e tudo“*, vão dá-los aos pobres… Fássistas!

Fui bem alertado por essa conduta criminosa por aqui e aqui, onde se lê (juro que está lá escrito, não fui eu que inventei - queria ter inventado, mas a realidade adiantou-se juro, juro, juro):

[A caridade corrói a democracia] Por que devem ser os mais ricos a definir as prioridades sociais? Devem ser os governos eleitos, impondo sistemas fiscais realmente progressivos, a decidir.
E:
Na verdade, a solidariedade social tem sido utilizada, na maioria das vezes, pela Igreja Católica e outras instituições de direita, com o simples objectivo de enfraquecer os movimentos sociais de base e políticos, que lutam, estes sim, por uma maior igualdade social.

Lindo. Tinha sido rápido demais a descartar o CC das minhas leituras diárias. Keep it up. Via AMN.

*Raúl Solnado in “História da Minha Vida


Não sei se pode…

JM no Blasfémias:

Aliás, um ginásio pode perfeitamente justificar um preço da seguinte forma: o preço resulta da política comercial da empresa cujo objectivo é maximizar o lucro.

Pergunto-me se isso é lícito face ao preceito constitucional de economia mista.


Acordo ortográfico

Um tipo aqui da FEUP perdeu uma pen e mandou um mail a ver se a reavia, que termina assim:
«agradecia a quem na (sic) encontra-se (sic) entra-se (sic) em contacto comigo.»

Fiquei na dúvida: com o novo acordo já e pode escrever assim, ou essa simplificação fica para o próximo?


Socialismo galopante

Este país sofre de Socialismo galopante…

Três cadeias de ginásios têm amanhã como data-limite para justificar porque é que não ajustaram os seus preços em função da descida do IVA sobre a actividade, de 21 para cinco por cento.

Qual é a justificação para um absurdo deste? Onde é que está escrito que os ginásios não podem fixar o preço que querem?
Portugal sofre de Socialismo galopante, inscrito na constituição, na lei e na acutação de malta como a da Direcção-Geral do Consumidor.
O consumidor dirige-se muito bem sozinho, obrigadinho…


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