Socialismo galopante
Este país sofre de Socialismo galopante…
Três cadeias de ginásios têm amanhã como data-limite para justificar porque é que não ajustaram os seus preços em função da descida do IVA sobre a actividade, de 21 para cinco por cento.
Qual é a justificação para um absurdo deste? Onde é que está escrito que os ginásios não podem fixar o preço que querem?
Portugal sofre de Socialismo galopante, inscrito na constituição, na lei e na acutação de malta como a da Direcção-Geral do Consumidor.
O consumidor dirige-se muito bem sozinho, obrigadinho…


“O consumidor dirige-se muito bem sozinho, obrigadinho…”
Ou então, não. Mas não lês a justificação em livros de economia ou política monetária. Mas em livros de história.
A fiscalização q.b. é absolutamente necessária numa sociedade como a portuguesa, facilmente corruptível.
Comment by Mário Lopes — 17 April, 2008 @ 22:14
Esqueci-me de acrescentar que também não concordo com essa perseguição aos ginásios. Mas para que isso não aconteça os preços deveriam ser fixados como nos EUA: sempre sem o IVA. Assim o consumidor apercebe-se imediatamente que alguém está a colocar mais dinheiro ao bolso e pode efectivamente escolher com a carteira (os liberais adoram esta expressão!).
Comment by Mário Lopes — 17 April, 2008 @ 22:16
Mário. Não estás a considerar que os ginásios fixarem os preços livremente tem que ver com corrupção, pois não? Na verdade, o que incentiva a corrupção é o estado ter poder a mais. Entre o país que tem o poder de avaliar “justas” razões para um agente fixar os preços, e o país em que não existe esse poder, vamos ver qual será mais propício à corrupção…
Quanto ao segundo ponto estou inteiramente de acordo. É algo que não implica custos acrescidos para o consumidor e lhe aumenta a informação disponível. Força com isso…
Comment by ms — 18 April, 2008 @ 02:02
Eu não disse que o aumento dos preços é resultado da corrupção. Apenas disse que a fiscalização é algo fundamental em países facilmente corruptíveis. Não podes inferir tal coisa.
A fiscalização é quase insipiente nos ginásios, mas absolutamente fundamental em sectores como a banca e as instituições finançeiras, muito propícias a arranjar artifícios para meter dinheiro ao bolso.
Comment by Mário Lopes — 18 April, 2008 @ 20:28