Censurazinhas
Esta decisão, absolutamente inacreditável e lamentável, merece ser analisada sob vários pontos de vista, não tenho muito tempo, mas cá vai:
Se a tourada é susceptível de influenciar negativamente as crianças e adolescentes ou não, deveria ser algo deixado às famílias. Claro que, como as famílias não têm paciência para controlar o que os filhos vêm ou não na televisão, agradecem a censura institucional. Não deixa de ser curioso, no entanto, que a queixa tenha sido apresentada não por uma associação de pais, ou afim, mas pela “Animal”. Esta, não atingindo os seus objectivos (proibir as touradas) pela adesão social a tal ideia, vem socorrer-se dos tribunais para censurar a transmissão das mesmas. Tudo isso é legítimo, mas demonstra algum mau perder e mesmo desespero. Seja.
Mas repare-se nas declarações do dirigente da Animal: A RTP nunca mais deveria transmitir touradas, porque Trata-se de um espectáculo que foi considerado violento e inadequado para crianças e adolescentes por um tribunal. O tribunal declarou, está declarado. Não há como fugir: a partir de hoje, crianças em touradas (mas podem assistir ao vivo!?), serão apontadas como vítimas de pais irresponsáveis.


Ah, estamos de acordo. Estas regras morais vindas de sabe-se lá de quem ou de onde e impostas a toda a gente são inaceitáveis.
O mesmo não se passa com o tabaco, refira-se. O facto de alguém ver uma tourada, ou não, não interferirá com a minha saúde, algo que acontece com o tabaco.
Comment by Mário Lopes — 4 June, 2008 @ 21:54