Hacked Blogues
Os que, blogosfera fora, se vêem a braços com o perigo de ter o blogue “hackeado” e que usam a plataforma wordpress deviam dar uma leitura neste texto.
Os que, blogosfera fora, se vêem a braços com o perigo de ter o blogue “hackeado” e que usam a plataforma wordpress deviam dar uma leitura neste texto.
Há dias puliquei aqui dois “problemas manhosos” que animam qualquer festa. Na verdade, são problemas que rapidamente nos põem a ser odiados pelo anfitrião da festa. Desafiam tanto o senso comum, que geram discussões muito emotivas e criam mau ambiente. Um bocado como a Economia, mas enfim… Experimentem, se quiserem.
Vamos aos enunciados:
Problema 1:
Um avião em cima dum tapete rolante, que iguala a velocidade do avião, no sentido contrário. Levanta vôo ou não?
Deixai-vos de picuinhices técnicas e de implementação. Levanta vôo ou não?Problema 2:
Num programa de televisão têm de escolher entre três portas. Atrás de uma está o prémio. Escolhem um porta, o apresentador manda abrir uma das duas que restam, onde não se encontra o prémio. Mudam de escolha ou mantêm a porta? Ou é indiferente, estatisticamente?
A segunda pergunta parece ser a mais fácil de explicar. Mudar vale a pena. Se o apresentador mandar sempre abrir outra porta sem prémio, independentemente daquela que nós escolhemos, em 2/3 das vezes nós devemos mudar. Pensemos que na primeira escolha tinhamos 1/3 de probabilidades de acertar. Se mantivermos a escolha mantemos essa probabilidade, se mudarmos passamos para a probabnbilidade complementar. O problema deste exercício é perceber a influência da escolha ponderada do apresentador. Se não perceberem, sentem-se a experimentar: Prémio na porta A, escolho a porta B, apresentador abre a C… Tentem os casos possíveis e vejam se ganham mais vezes mudando ou não. Se quiserem pensem que só perdem se mudarem, se originalmente tiverem escolhido a porta premiada (1/3 das vezes).
A segunda questão é bem mais complexa, e já falhei a explicá-la mais que uma vez. Vale a pena notar que não é uma questão de opiniões (como a anterior, aliás). Salvo diferentes interpretações (mas que normalmente só mascaram a incompreensão do problema), é um facto que no nosso mundo físico o avião levanta vôo. A questão premente neste caso, é que o avião se move, mesmo com o tapete a funcionar. Alías, praticamente nem sente a influência do tapete, isto é, levanta vôo nas mesmas condições de tempo e velocidade que sem tapete. É que num avião a tracção vem das turbinas, e não das rodas. Ou seja as rodas não contribuem em nada para o arranque do avião. (Servem por exemplo para travar, mas apenas porque nesse caso deixam de ser livres) No arranque as rodas rolam livremente, e portanto qualquer força tangencial que lhes é aplicada, nao tem influencia sobre o seu eixo - salvo o atrito dos rolamentos, que não contribui em praticamente nada, convenhamos. O avião levanta vôo.
Bom, deixo-vos mas é com explicações mais promenoriadas e porventura mas perceptíveis que a minha.
The Straight Dope:An airplane taxies in one direction on a moving conveyor belt going the opposite direction. Can the plane take off?
The Straight Dope:”A plane is standing on a runway. . .” No, it’s not. Here’s why.
The Straight Dope:On “Let’s Make a Deal,” you pick Door #1. Monty opens Door #2–no prize. Do you stay with Door #1 or switch to #3?
Ele há coisas do diabo… Uma é o símbolo que faz as letras andar para trás. Experimentem aqui na caixa de comentários… copiem e colem isto ҉, e voilá…
҉ Sempre às ordens! :p
Alan Turing, matemático inglês do séc. XX, teve uma enorme influência no desenvolvimento da Ciência dos Computadores. É dele a noção de "máquina de Turing", ou arquitectura de Turing. Possivelmente os leitores já terão usado um teste inverso de Turing, em que são instados a inserir dados caracteres numa caixa de texto, para provarem que são humanos e não bots ou afins. A Net está cheia de "CAPTCHAs" ou "Turing Numbers".
O teste inverso de Turing é - quem diria - a inversão do teste de Turing. Foi este último idealizado pelo inglês como forma de detectar se um computador, ou máquina, no sentido mais lato, para aferir a capacidade dessa máquina demonstrar, ou não, pensamento. A experiência funciona da seguinte maneira:
Não percam as objecções a este teste e as réplicas de Turing. Demonstram bem como nem tudo o que possamos querer, de facto é.
Os candidatos à CML são doze. Se um canal de televisão quiser fazer debates dois-a-dois com todos os candidatos, quantos debates terá de fazer?
Falamos de 12 combinações 2-a-2. O cálculo é C(12,2)=12!/((2!*(12-2)!), o que é igual a 12*11/2=66.
Uma forma com igual sucesso, mas sem grande formalismo, é considerar que o candidato A faz 11 debates, o candidato B faz 10 (pois o debate com o candidato A já não é contabilizado), e assim sucessivamente, chegando-se ao somatório N=11+10+9+8+7+6+5+4+3+2+1=66, claro está.
Parece ser esta forma proposta por Ferreira Fernandes, e de facto não usa factoriais. Mas a forma "canónica" utilizada para contagens envolve factoriais, sim senhor - porque permite trabalhar com números maiores que este. Imagine que eram 33 candidatos e queria calcular quantos debates fazia 3-a-3…
Já agora, o factorial é aquele símbolo ‘!’ que vemos em máquinas de calcular e na fórmula que uso mais acima. Significa que se multiplica o número em questão por todos os números naturais até 1. Assim, 5!=5*4*3*2*1=120.
A hipótese aqui apontada para a Ota e o mercado aeroportuário é a que me parece a mais adequada. Privatize-se a gestão dos aeroportos (separadamente, i.e., não vale privatizar a ANA ficando ela com todos os aeroportos) e permita-se que particulares possam investir onde quiserem para levantar um novo aeroporto.
E, já agora, não terraplanem a Portela.
Se a Portela serve o tráfego actual, não percebo porque é que é deitada abaixo como se tivesse deixado de servir. Os nossos governantes são obcecados em olhar o estrangeiro para tantas coisas, podiam olhar nesta: as grandes cidades europeias são servidas por dois ou mais aeroportos…
Deixem a Portela ficar e arranjem um aeroporto mais pequeno (e mais barato, senão não vale!) que a Ota para garantir as subidas de tráfego que a Portela não suporta.
Depois deixem duas empresas gerir cada um dos aeroportos (e já agora os restantes). A concorrência encarrega-se de garantir que os tráfegos são bem geridos.
Por vezes dou-me a conversar sobre como as tecnologias mudam o mundo. E sobre como será o mundo em poucos anos, graças à tecnologia. Futurologia, evidentemente. Mesmo assim há coisas que são bastante prevísiveis:
Banda larga massificada sem fios. Consequente massificação do VoIP e fim dos telemóveis e telefones fixos.
Comunicação social em tempo real via web. Sem censuras e sem ERCs, cada cidadão fará, se quiser, o seu jornal, o seu canal de TV ou a sua rádio.
Computadores cuja única aplicação é o browser de internet, pois todas as restantes aplicações estarão online.
No sentido da última ideia, já depois do grandioso Google Docs, dei hoje com o "Peepel" - um sistema de desktop virtual.
Leiam a introdução aqui, e experimentem aqui. Afinal, o futuro é hoje…
Gerir trabalho em equipas, nos dias que correm, é fundamental em muitas áreas, particularmente a Engenharia. A web facilita imenso a tarefa, com software de chat, o google, wikis, o google, CVS e o google. Encontrei um artigo interesante para quem lida com a gestão de trabalho online.
Software For Virtual Teams
São abordados vários tipos de software, e a meu ver só peca por faltarem os wikis, que aprendi a conhecer como muito úteis na partilha de informação. Fica a sugestão.
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