À Vontade do Freguês






27 February, 2008

Hacked Blogues

Os que, blogosfera fora, se vêem a braços com o perigo de ter o blogue “hackeado” e que usam a plataforma wordpress deviam dar uma leitura neste texto.


29 October, 2007

Problemas manhosos

Há dias puliquei aqui dois “problemas manhosos” que animam qualquer festa. Na verdade, são problemas que rapidamente nos põem a ser odiados pelo anfitrião da festa. Desafiam tanto o senso comum, que geram discussões muito emotivas e criam mau ambiente. Um bocado como a Economia, mas enfim… Experimentem, se quiserem.
Vamos aos enunciados:

Problema 1:
Um avião em cima dum tapete rolante, que iguala a velocidade do avião, no sentido contrário. Levanta vôo ou não?
Deixai-vos de picuinhices técnicas e de implementação. Levanta vôo ou não?

Problema 2:
Num programa de televisão têm de escolher entre três portas. Atrás de uma está o prémio. Escolhem um porta, o apresentador manda abrir uma das duas que restam, onde não se encontra o prémio. Mudam de escolha ou mantêm a porta? Ou é indiferente, estatisticamente?

A segunda pergunta parece ser a mais fácil de explicar. Mudar vale a pena. Se o apresentador mandar sempre abrir outra porta sem prémio, independentemente daquela que nós escolhemos, em 2/3 das vezes nós devemos mudar. Pensemos que na primeira escolha tinhamos 1/3 de probabilidades de acertar. Se mantivermos a escolha mantemos essa probabilidade, se mudarmos passamos para a probabnbilidade complementar. O problema deste exercício é perceber a influência da escolha ponderada do apresentador. Se não perceberem, sentem-se a experimentar: Prémio na porta A, escolho a porta B, apresentador abre a C… Tentem os casos possíveis e vejam se ganham mais vezes mudando ou não. Se quiserem pensem que só perdem se mudarem, se originalmente tiverem escolhido a porta premiada (1/3 das vezes).

A segunda questão é bem mais complexa, e já falhei a explicá-la mais que uma vez. Vale a pena notar que não é uma questão de opiniões (como a anterior, aliás). Salvo diferentes interpretações (mas que normalmente só mascaram a incompreensão do problema), é um facto que no nosso mundo físico o avião levanta vôo. A questão premente neste caso, é que o avião se move, mesmo com o tapete a funcionar. Alías, praticamente nem sente a influência do tapete, isto é, levanta vôo nas mesmas condições de tempo e velocidade que sem tapete. É que num avião a tracção vem das turbinas, e não das rodas. Ou seja as rodas não contribuem em nada para o arranque do avião. (Servem por exemplo para travar, mas apenas porque nesse caso deixam de ser livres) No arranque as rodas rolam livremente, e portanto qualquer força tangencial que lhes é aplicada, nao tem influencia sobre o seu eixo - salvo o atrito dos rolamentos, que não contribui em praticamente nada, convenhamos. O avião levanta vôo.

Bom, deixo-vos mas é com explicações mais promenoriadas e porventura mas perceptíveis que a minha.
The Straight Dope:An airplane taxies in one direction on a moving conveyor belt going the opposite direction. Can the plane take off?
The Straight Dope:”A plane is standing on a runway. . .” No, it’s not. Here’s why.
The Straight Dope:On “Let’s Make a Deal,” you pick Door #1. Monty opens Door #2–no prize. Do you stay with Door #1 or switch to #3?


25 September, 2007

Das entranhas do funcionamento do seu computador…

Ele há coisas do diabo… Uma é o símbolo que faz as letras andar para trás. Experimentem aqui na caixa de comentários… copiem e colem isto ‫‬‭‮‪‫‬‭‫‬‭‮‪‫‬‭‮҉, e voilá…

‫‬‭‮‪‫‬‭‫‬‭‮‪‫‬‭‮҉ Sempre às ordens! :p

via


10 July, 2007

Filosofando com computadores…

Alan Turing, matemático inglês do séc. XX, teve uma enorme influência no desenvolvimento da Ciência dos Computadores. É dele a noção de "máquina de Turing", ou arquitectura de Turing. Possivelmente os leitores já terão usado um teste inverso de Turing, em que são instados a inserir dados caracteres numa caixa de texto, para provarem que são humanos e não bots ou afins. A Net está cheia de "CAPTCHAs" ou "Turing Numbers".

O teste inverso de Turing é - quem diria - a inversão do teste de Turing. Foi este último idealizado pelo inglês como forma de detectar se um computador, ou máquina, no sentido mais lato, para aferir a capacidade dessa máquina demonstrar, ou não, pensamento. A experiência funciona da seguinte maneira:

«a human judge engages in a natural language conversation with two other parties, one a human and the other a machine; if the judge cannot reliably tell which is which, then the machine is said to pass the test.» 

Não percam as objecções a este teste e as réplicas de Turing. Demonstram bem como nem tudo o que possamos querer, de facto é.

  1. "’Heads in the Sand’ Objection: ‘The consequences of machines thinking would be too dreadful. Let us hope and believe that they cannot do so.’ " This objection is a fallacious appeal to consequences, confusing what should not be with what can or cannot be.
  2. Mathematical Objections: This objection uses mathematical theorems, such as Gödel’s incompleteness theorem, to show that there are limits to what questions a computer system based on logic can answer. Turing suggests that humans are too often wrong themselves and pleased at the fallibility of a machine.
  3. Mechanical Objections: A sufficiently fast machine with sufficiently large memory could be programmed with a large enough number of human questions and human responses to deliver a human answer to almost every question, and a vague random answer to the few questions not in its memory. This would simulate human response in a purely mechanical way. Psychologists have observed that most humans have a limited number of verbal responses.
  4. Data Processing Objection: Machines process data bit by bit. Humans process data holistically. In this view, even if a machine appears human in every way, to treat it as human is to indulge in anthropomorphic thinking (recent advances in parallel computing and fuzzy logic based systems raise interesting questions regarding this specific objection).
  5. Argument From Consciousness: This argument, suggested by Professor Geoffrey Jefferson in his 1949 Lister Oration, entitled, "The Mind of Mechanical Man," states that "not until a machine can write a sonnet or compose a concerto because of thoughts and emotions felt, and not by the chance fall of symbols, could we agree that machine equals brain." Turing replies by saying that we have no way of knowing that any individual other than ourselves experiences emotions, and that therefore we should accept the test. Also, few people actually can write a sonnet or compose a concerto, although are capable of feeling emotion.
  6. Theological Objection: This states that thinking is a function of man’s immortal soul and therefore a machine could not think. Turing replies by saying that he sees no reason why it would not be possible for God to grant a computer a soul if He so wished.
  7. Lady Lovelace Objection: One of the most famous objections, states that computers are incapable of originality. This is largely because, according to Ada Lovelace, machines are incapable of independent learning. Turing contradicts this by arguing that Lady Lovelace’s assumption was affected by the context from which she wrote, and if exposed to more contemporary scientific knowledge, it would become evident that the brain’s storage is quite similar to that of a computer. Turing further replies that computers could still surprise humans, in particular where the consequences of different facts are not immediately recognizable.
  8. Informality of Behaviour: This argument states that any system governed by laws will be predictable and therefore not truly intelligent. Turing replies by stating that this is confusing laws of behaviour with general rules of conduct, and that if on a broad enough scale (such as is evident in man) machine behaviour would become increasingly difficult to predict. (Later research on recursive algorithms has found that, in any case, deterministic systems are capable of a chaotic diversity of behaviour.)[citation needed]
  9. Extra-sensory perception: Turing seems to suggest that there is evidence for extra-sensory perception. However, he feels that conditions could be created in which this would not affect the test and so may be disregarded. (No artigo citado)

 


15 June, 2007

Factoriais?

Os candidatos à CML são doze. Se um canal de televisão quiser fazer debates dois-a-dois com todos os candidatos, quantos debates terá de fazer?

O cálculo mais sistemático para encontrar o número de pares que é possível formar com doze elementos, é de facto recorrendo a factoriais. Usa-se o coeficiente binomial ‘C’, de combinações.

Falamos de 12 combinações 2-a-2. O cálculo é C(12,2)=12!/((2!*(12-2)!), o que é igual a 12*11/2=66.

Uma forma com igual sucesso, mas sem grande formalismo, é considerar que o candidato A faz 11 debates, o candidato B faz 10 (pois o debate com o candidato A já não é contabilizado), e assim sucessivamente, chegando-se ao somatório N=11+10+9+8+7+6+5+4+3+2+1=66, claro está.

Parece ser esta forma proposta por Ferreira Fernandes, e de facto não usa factoriais. Mas a forma "canónica" utilizada para contagens envolve factoriais, sim senhor - porque permite trabalhar com números maiores que este. Imagine que eram 33 candidatos e queria calcular quantos debates fazia 3-a-3…

Já agora, o factorial é aquele símbolo ‘!’ que vemos em máquinas de calcular e na fórmula que uso mais acima. Significa que se multiplica o número em questão por todos os números naturais até 1. Assim, 5!=5*4*3*2*1=120.

 


5 June, 2007

Ota

A hipótese aqui apontada para a Ota e o mercado aeroportuário é a que me parece a mais adequada. Privatize-se a gestão dos aeroportos (separadamente, i.e., não vale privatizar a ANA ficando ela com todos os aeroportos) e permita-se que particulares possam investir onde quiserem para levantar um novo aeroporto.

E, já agora, não terraplanem a Portela.


31 May, 2007

Chiclete - Deita fora!

Se a Portela serve o tráfego actual, não percebo porque é que é deitada abaixo como se tivesse deixado de servir. Os nossos governantes são obcecados em olhar o estrangeiro para tantas coisas, podiam olhar nesta: as grandes cidades europeias são servidas por dois ou mais aeroportos…

Deixem a Portela ficar e arranjem um aeroporto mais pequeno (e mais barato, senão não vale!) que a Ota para garantir as subidas de tráfego que a Portela não suporta.

Depois deixem duas empresas gerir cada um dos aeroportos (e já agora os restantes). A concorrência encarrega-se de garantir que os tráfegos são bem geridos.


5 April, 2007

O Futuro é hoje.

Por vezes dou-me a conversar sobre como as tecnologias mudam o mundo. E sobre como será o mundo em poucos anos, graças à tecnologia. Futurologia, evidentemente. Mesmo assim há coisas que são bastante prevísiveis:

Banda larga massificada sem fios. Consequente massificação do VoIP e fim dos telemóveis e telefones fixos.

Comunicação social em tempo real via web. Sem censuras e sem ERCs, cada cidadão fará, se quiser, o seu jornal, o seu canal de TV ou a sua rádio.

Computadores cuja única aplicação é o browser de internet, pois todas as restantes aplicações estarão online. 

No sentido da última ideia, já depois do grandioso Google Docs, dei hoje com o "Peepel" - um sistema de desktop virtual.

Leiam a introdução aqui, e experimentem aqui. Afinal, o futuro é hoje…


28 February, 2007

Gerir trabalho em equipa

Gerir trabalho em equipas, nos dias que correm, é fundamental em muitas áreas, particularmente a Engenharia. A web facilita imenso a tarefa, com software de chat, o google, wikis, o google, CVS e o google. Encontrei um artigo interesante para quem lida com a gestão de trabalho online.

Software For Virtual Teams

na Read/WriteWeb

 

São abordados vários tipos de software, e a meu ver só peca por faltarem os wikis, que aprendi a conhecer como muito úteis na partilha de informação. Fica a sugestão. 


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