It stinks…
Que se livrem de concluir que o Tratado é um merda. Há 18 governos/parlamentos a atestar o contrário, ‘tá bem?
Que se livrem de concluir que o Tratado é um merda. Há 18 governos/parlamentos a atestar o contrário, ‘tá bem?
Tem graça ouvir dizer que devido ao Não irlandês a União Europeia pode acabar.
É um bocado como querer comer um bife grande demais, não conseguir, e depois dizer que se está a morrer à fome.
A UE funciona bem, bastava parar esta tretas das novas instituições e continuar a trabalhar no que a Europa sabe bem: levantar barreiras internas, promover a cooperação e pouco mais.
E não, não precisamos dum presidente para isso.
A UE vai criar o dia do mar! As cerimónias são em… … … Estrasburgo…
Caros leitores, há um, novo, «luxo que já está a gerar críticas dos ambientalistas.»
Trata-se do excentríssimo, tomar banho de água quente em aviões…
A verdadeira razão, não parece ser ambiental mas antes ideológica. Quando são os ambientalistas a ter a palavra, percebemos que muito do ambientalismo é marxismo recauchutado:
“Os 18 por cento mais ricos deste país (Grã-bretanha) apanham 54 por cento de todos os voos. O Governo está a dizer-nos para apanharmos menos voos, mas o enorme incremento do tráfego aéreo não se deve às viagens de férias das pessoas vulgares, mas antes aos excessivos voos dos mais abastados. Será este o tipo de desenvolvimento que a indústria da aviação realmente precisa?” comentou Robbie Gillett, da Plane Stupid.
Quem diz que a história não se repete, não gosta de evidências.
Ao longo do século XX, duas ideologias totalitárias partilharam o share de atrocidades. O nazismo e o comunismo custaram a vida a centenas de milhões de seres humanos. Provocaram centenas de guerras e foram a maior ameaça aos povos livres. A sociedade ocidental liberal desenvolveu arquitectura, arte, cultura, espiritualidade, literatura, medicina, poesia, prosperidade, tecnologia, etc; tudo sob liberdade. Nem por isso, nem porque não se mexe em equipa que ganha, houve e há quem insistisse que o caminho era/é outro. Que havia um objectivo, que o barco não podia navegar sem rumo: a igualdade forçada ou o império que durasse mil anos. Comunismo e nazismo são a mesma face da moeda que opõe tirania à liberdade.
Sem meias palavras: são eles ou nós, é a liberdade ou o campo de concentração.
Hoje poderíamos pensar que tínhamos feito o suficiente, que o século XX tinha sido a derradeira experiência. Que os que propagam os vários socialismos (os de esquerda e os de direita) entre nós não passam das marcas que nos ficaram na mente para sempre. Mas a história repete-se.
Hoje, voltaram os Gulags à URSS, perdão, à Rússia.
I would now like to join the “not rearing pigs” business.(…)
I understand the Economy because I’m a Dad.(…) If I want my children to be strong, I don’t give them what they want - I give them what they need. And sometimes it hurts.
Via.
O líderes europeus estão a tentar fazer tudo de mansinho, como se o Tratado já estivesse ratificado. Em Lisboa até foi inaugurada uma placa comemorativa. O que lhes vai acontecer é que, a haver referendos, o que «a opinião pública vai exprimir não é exactamente a sua opinião sobre o objecto referendado (o tratado, que, de resto, desconhece por completo), mas sobre o modo como julga que os novos príncipes da Europa os estão a tratar. Um chumbo redondo, portanto.»
E depois não vale vir justificar “nãos” com o argumento de que os povos chumbaram os governos ou outra coisa qualquer. O voto é mesmo assim, cada um sabe porque dá o seu. Para mim, a arrogância de Sérgio Sousa Pinto no Prós e Contras vale meio voto não.
Ainda não percebi qual essa crise que supostamente vivemos recentemente… Em todo o caso é interessante o raciocínio: a Constituição é chumbada, logo arranja-se um novo documento igual na prática, para aprovar sem pedir cavaco a ninguém e sairmos da “crise”.
No Prós e Contras de ontem:
Pacheco Pereira foi claro e incisivo,
Sérgio Sousa Pinto foi arrogante e ou é estúpido ou acha que está rodeado de estúpidos,
João Gomes Cravinho usa argumentos de aluno da primária,
Miguel Portas é menos fradesco que Louçã, mas abusa da piada fácil.
Eu tirei as dúvidas que tinha. Assino a petição, também pela “foleirice” da argumentação de boa parte de quem não quer o referendo.
Notícia do Jornal de Negócios de hoje:
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, manifestou-se hoje contra a introdução de salários mínimos obrigatórios por considerar que trava a criação de emprego.
(…)
A coligação democrata-cristã e social-democrata que governa a Alemanha acordou recentemente a introdução de um salário mínimo nos serviços postais prestados pela Deutsche Post a partir do dia 1 de Janeiro próximo, que oscilará entre 8 euros na parte oriental e 9,80 euros na parte ocidental.
Tal medida está a ser contestada por empresas concorrentes, como a TNT e o grupo PIN, que julgam demasiado elevado o salário mínimo por hora acordado
Ver também aqui.
A Alemanha, como sabem, não tem salário mínimo nacional (provavelmente até nem sabem, mas enfim).
Tem, nalgumas ocupações, salários mínimos negociados pelos parceiros, em sede de contrato colectivo de trabalho (Tarifvetrag). Ou seja, as confederações patronais e os sinidicatos sentam-se à mesa e negoceiam um salário mínimo para a indústria em questão. Como existe liberdade de associção, a lei não pode impôr um salário mínimo a nenhum dos parceiros do contrato colectivo de trabalho.
Não pode?
Bem, a SPD tem tentado impôr uns salários mínimos legais. Tem-se falado particularmente num salário mínimo para o sector dos correios. É que no ano que vem, cai o monopólio para o transporte de cartas, i.e., empresas podem concorrer com a Deutsche Post, num sector até agora monopolista. Para, no entanto, “proteger” os assalariados futuros de salários “injustos”, os sindicatos têm pressionado, e o poder política parece ter cedido. E hoje aconteceu o inevitável. A PIN, player em potência neste mercado, veio anunciar que terá de despedir cerca de 1000 dos 9000 empregados, caso esta lei venha a passar. Algo que normalmente acontece às escuras (porque o salário minimo já existe, logo não vemos as consequências escondidas), acontece aqui às claras: um preço mínimo fixado para o salário, leva a que menos emprego seja criado, caso o salário mínimo esteja fixado acima do valor de mercado do trabalho. Claro que os sindicatos se mandam ao ar, mas também o podiam fazer pelo sol que se põe todos os dias, esse malvado.
É que há coisas que acontecem por natureza.
The French president’s confession that governments could not win popular votes on a “simplified treaty” - drawn up to replace the EU constitution rejected by his countrymen two years ago - was made in a closed meeting of senior Euro-MPs.
Via Insurgente.
Não tenho tido muito tempo - a faculdade mata-me - mas não queria deixar passar as efemérides desta semana.
A 7 de Novembro de 1917 deu-se o golpe de estado comunista na Rússia, que começou cerca de 80 anos de opressão. A Rússia totalitária serviu de inspiração para (ou impôs ela mesma) regimes comunistas totalitários em toda a Europa de Leste, na China, em Cuba, na Coreia do Norte, no Vietname, no Cambodja e um pouco pela restante Ásia. Muitos persistem. Milhões foram vítimas destes regimes e de terroristas em todo o mundo (grupos de canalhas como as RAF[ver aqui, ainda], Brigadas Vermelhas, FARC, PKK, Grupo 17 de Novembro, etc.) Em Portugal tivemos direito ao Verão Quente.
Tudo isso começou há noventa anos. E começou a acabar há dezoito.
A 9 de Novembro de 1989, numa atitude inesperada provocada por declarações televisivas dum membro do Politbüro (Günter Schabowski) do Partido Socialista Unitário Alemão (SED). Quando este declarou numa conferência de imprensa que a liderança socialista havia decidido autorizar viagens para o estrangeiro, e respondeu que, tanto quanto sabia, isso entraria em vigor de imediato (o que não era verdade), precipitou uma corrida ao muro (de ambos os lados), que não mais foi possível parar. As imagens fizeram história e ainda hoje arrepiam (pelo menos a mim, olha que essa!).
As manifestação de alegria e euforia. O conhecimento que se vivia história, e que a história acabava por vencer as tiranias. E também as manifestações de solidariedade e entre-ajuda entre os alemães de cá e os visitantes de lá, que eu vinham sem comida ou gasolina suficiente para as filas que se criaram na fronteira entre as duas Alemanhas. Em menos de um ano deixou de haver essa fronteira da vergonha.
De 1917 a 1989 foram muitos os crimes cometidos em nome desse ideal que se dá pelo nome de marxismo-leninismo e que começou há 90 anos. Em 1989 a história vingou-se e o povo ganhou a soberania em boa parte do território do “segundo mundo”. Os regimes que subsistem cairão. Mas a história não acabou. Além do Islamismo militante e do terrorismo religioso, subsistem os que em nome dum mundo colectivo querem impôr a todos os caminhos de algum. Na América do Sul assistimos a isso, mas os colectivistas-socialistas-comunistas andam por aqui também e não vale ceder.
Que nos lembremos disso esta semana.
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